Pe. Gabrielle Amorth
Vários autores católicos já preveniram das consequências nefastas do rock satânico. Recordo especialmente de Piero Montero, Satana e lo stratagemma della coda, Ed. Segno; Corrado Balducci, Adoratori do Satana, Ed. Piemme. Transcrevo alguns traços fundamentais, extraídos da revista Lumiére et Paix, maio-junho 1982, p. 30.
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"Existe, nos Estados Unidos - depois, estendeu-se à escala
internacional - uma associação chamada WICCA (traduzida, esta sigla
significa: Associação dos Bruxos e Conjurados). Os compomentes desta
associação são numerosíssimos, possuem três companhias discográficas e
cada disco tem por objetivo contribuir para a desmoralização e para a
desorganização interior da psicologia dos jovens. Praticar o satanismo
e consagram-se à pessoa de Satanás.
Cada um destes discos descreve exatamente os estados de alma que convêm
aos discípulos de Satanás e convida as pessoas a celebrarem a sua
glória, a sua honra e o seu louvor. Há também um grupo famoso, muito
famoso, cujos membros também pertencem a uma seita satânica da região
de San Diego, divulgam em muitas de suas músicas - embora não em todas
elas - os mesmos princípios, porque são sempre pessoas consagradas ao
culto de Satanás.
Outra organização, também muito conhecida, é a de Garry Funkell, que
produz o mesmo tipo de música. Estes grupos têm, sobretudo, o objetivo
de divulgar os discos que têm por finalidade conduzir os jovens ao
satanismo, ou seja, ao culto de Satanás.
Os discos consagrados a Satanás baseiam-se em quatro princípios:
- Primeira coisa: é importante o ritmo, chamado beat, que se desenvolve seguindo os movimentos da relação sexual. Repentinamente, os ouvintes sentem-se envolvidos numa espécie de frenesi.
É por esse motivo que se registram muitos casos de histeria, produzidos
pela escuta contínua desses discos; é o resultado que se obtém
exasperando o instinto sexual por intermédio do beat de que falamos.
- Em segundo lugar, usa-se a intensidade sonora,
deliberadamente escolhida de maneira a atingir uma força de sete
decibéis acima da tolerância do sistema nervoso. Está tudo muito bem
calculado; quando nos sujeitamos a esta música durante algum tempo,
logo em seguida, a pessoa passa por um certo tipo de depressão, de
rebelião e de agressividade, de tal modo, que se chega a certas
atitudes, dizendo sem tomar consciência: "No fundo, eu não fiz nada de
mal: só ouvi um pouco de música na balada". (Assim acreditam, também,
muitos pais e educadores, totalmente inexperientes neste campo) Mas
trata-se de um método