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domingo, 8 de junho de 2014

A Virgem Maria é onipresente? E os anjos? E os demônios? E os santos?


Onde estão os anjos e santos quando lhes dirigimos orações? Nossa Senhora é onipresente? Os demônios também estão presentes em todos os lugares? Padre Paulo responde a estes questionamentos no vídeo abaixo:
 



Caso ser preferi acesse o áudio (carrega mais rápido):



Os anjos, os santos e a Virgem Maria possuem modos distintos de ação. Os anjos, uma vez que são puro espírito, não estão ligados a nenhum lugar específico e agem concentrando sua atenção espiritual em determinado lugar ou pessoa. Esse jeito vale tanto para os anjos quanto para os demônios.

Os santos, por sua vez, estão no céu, em Deus. Fazem parte da chamada Igreja triunfante e seu ofício é interceder a Deus pelos homens. Alguns se perguntam sobre a necessidade dessa intercessão, pois Deus sabe todas as coisas, conhece todos os corações e, portanto, sabe o que é melhor para cada um. Em resposta, Santo Agostinho dizia que as orações dos santos são necessárias para alargar o desejo para a graça de Deus que virá.

A Virgem Santíssima ocupa um lugar muitíssimo especial: está entre a Santíssima Trindade e os anjos e santos. Por um desígnio especial, foi escolhida por Deus para trazer ao mundo o Seu Filho. E Deus não muda. É por ela, portanto, que Jesus continua a ser gerado ao longo da história. Ela ouve os pedidos dos homens, mas, estando em Deus, participa por graça daquilo que Deus quer que ela saiba. Contudo, ela não é onipotente nem mesmo onipresente, mas, estando em Deus ressuscitada (corpo e alma) pode estar presente onde quer que o Corpo de Cristo esteja no mundo. A Virgem Maria faz parte da misteriosa economia salvífica de Deus.

Assim, cada um possui seu modo próprio de operar, segundo a graça concedida por Deus, para que os homens sejam salvos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A Quaresma de São Miguel a história e o auxílio dos anjos - Padre Paulo Ricardo.

   
"A tradicional Quaresma de São Miguel Arcanjo é uma oportunidade para os cristãos repetirem as palavras do chefe da milícia celeste: Quem como Deus?".

         Contrapondo-se à arrogância da serpente maligna, cujo escândalo revela-se na face humana de Deus, ou seja, em Jesus Cristo, resta ao ser humano, humilde criatura, dobrar seus joelhos e aprender a amar mais.
          Miguel, na hierarquia angélica, era um dos menores anjos, mas amou mais e, por isso, assim como a Virgem Maria, foi exaltado pela graça divina.

          Esse tempo proporciona o exame de consciência e o arrependimento por todas as vezes em que se disse o "não servirei" do diabo, em vez do "Quem como Deus?" de São Miguel.

          Neste vídeo Pe. Paulo Ricardo vem  mostra a história da guerra do céu e esclarece muito sobre  a doutrina dos anjos. Confira neste vídeo as sábias palavras contando esta história real e atuante dos anjos.




Confira também em audio:




Downloads do áudio:  Clique Aqui


Como fazer a quaresma de São Miguel  passo-a-passo:  Clique aqui


terça-feira, 30 de julho de 2013

Dom Orani divulga números oficiais da JMJ Rio2013.


Em coletiva à imprensa, o Arcebispo do Rio de Janeiro apresentou dados da Jornada Mundial da Juventude


Arcebispo do Rio durante coletiva à imprensa nesta
 terça-feira, 30. (FOTO: rio2013.com)
Os resultados alcançados pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) superaram as expectativas, de acordo com Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013. O público presente à Missa de Envio chegou a 3,7 milhões de pessoas, seis vezes maior que o número de presentes ao primeiro Ato Central, a Missa de Abertura (600 mil). O impacto econômico foi expressivo. Os visitantes desembolsaram R$ 1,8 bilhões, segundo números do Ministério do Turismo. Os dados foram divulgados em coletiva à imprensa nesta terça-feira, 30.

No total, mais de 3,5 milhões de pessoas participaram da JMJ Rio2013, que contou com eventos em Copacabana, Quinta da Boa Vista, Rio Centro e em diversas paróquias da cidade. A cerimônia de acolhida do Santo Padre, na quinta-feira, 25, reuniu 1,2 milhões de pessoas em Copacabana, enquanto a Via-Sacra chegou a 2 milhões na sexta-feira, 26. Na vigília, cerca de 3,5 milhões de jovens estiveram na praia de Copacabana.

Foram 427 mil inscrições, de 175 países. Peregrinos inscritos com hospedagens alcançaram 356.400, enquanto o número de vagas disponibilizadas para hospedagem em casas de família e instituições chegaram a 356,4 mil.

“Nós vimos Deus agir. Deus atuou no meio de nós. Deus nos surpreendeu. Foi muito além do que planejamos. Temos visto na História como Deus tem atuado. Não tem outra explicação”, destacou Dom Orani.

Perfil dos inscritos

A JMJ Rio2013 contou com uma presença massiva de latinos. Os países com o maior número de inscritos foram, respectivamente, Brasil, Argentina, Estados Unidos, Chile, Itália, Venezuela, França, Paraguai, Peru e México. Do total dos inscritos internacionais, 72,7% estiveram no Brasil pela primeira vez e 86,9% nunca haviam participado da JMJ Rio2013.

Foram mais de 70 mil downloads no site oficial da JMJ Rio2013 e mais de 200 mil acessos. O facebook recebeu mais de 1,1 milhão de curtidas e o flickr superou 10 mil downloads.

Entre os peregrinos inscritos, 55% são do sexo feminino; 60% do público tem entre 19 e 34 anos. Foram 644 Bispos inscritos, dos quais 28 são Cardeais. Além disso, foram 7814 sacerdotes inscritos e 632 diáconos. Para cobrir a JMJ Rio2013 em 57 países, foram credenciados 6,4 mil jornalistas.

O evento também contou com 264 locais de catequese, em 25 idiomas. Foram 60 mil voluntários, mais de 800 artistas participantes dos Atos Centrais. Um total de 100 confessionários foram expostos na Feira Vocacional e no Largo da Carioca e 4 milhões de hóstias produzidas, 800 mil para Missa de Envio.

A geração de lixo foi inferior a outros eventos que acontecem em Copacabana, como o Réveillon. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) removeu 345 toneladas de resíduos orgânicos e 45 toneladas de materiais recicláveis, durante a JMJ Rio2013. O número representa cerca de 10% a menos do registrado na noite do último Ano Novo.

Experiência de Fé

A renovação da fé e da esperança é o principal legado que a JMJ Rio2013 deixará no coração dos jovens, de acordo com Dom Orani. “Os jovens levaram consigo uma experiência de fé, de esperança muito grande. Tenho certeza de que jamais esqueceremos. Os jovens já são protagonistas hoje. O meu coração está muito agradecido”, destacou. O arcebispo disse ainda que está sendo viabilizada a criação de um instituto para a juventude que terá a responsabilidade de guardar as experiências da JMJ Rio2013 e trabalhar pelos jovens.

Entre os vários momentos significativos vividos junto ao Santo Padre, Dom Orani destacou dois: a relação de carinho com as crianças e a oração ao Cristo Redentor. “Todas as vezes que nos deslocávamos de helicóptero, o Santo Padre olhava para o Cristo e rezava. Eu que estava atrás dele, pude presenciar várias vezes esses momentos de oração.

A proximidade do Papa com as pessoas traz um testemunho para o mundo de que a Igreja está perto das pessoas, como uma mãe de seus filhos, explicou Dom Orani. “A Igreja antes de mais nada anuncia uma boa notícia a todos”, disse. Outro legado deixado pela JMJ Rio2013 foi a atenção do poder público e da mídia para a Região Oeste, onde está Guaratiba.

A cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora serão entregues à Cracóvia, próxima cidade-sede, apenas em Roma. A tradição é que sejam enviados para o Pontifício Conselho para os Leigos e no domingo de Ramos do próximo ano, serão entregues aos jovens da Polônia em cerimônia que deverá acontecer em Roma.

Fonte: tamujunto - Cancão Nova

domingo, 6 de janeiro de 2013

Ardente de luz



2013-01-06
L’Osservatore Romano

Gostaríamos de saber mais sobre esta vinda laboriosa e inesperada dos Magos, intrépidos e aparentemente ingênuos  que aparecem de repente, e depois se afastarem imediatamente e desaparecerem no caminho de regresso ao seu país.

Gostaríamos de conhecer a proveniência e a identidade, saber o que significa a estrela, tão dócil e benevolente, que surgiu diante dos seus olhos e, depois, guia silenciosa e inteligente e companheira ao longo do caminho. E desejaríamos ainda conhecer a natureza e o sentido daqueles dons extraídos dos cofres. «Mas o evangelista – glosa Inos Biffi – não quer minimamente satisfazer as nossa curiosidades, assim como nos deixa com as nossas perguntas sobre os conteúdos históricos específicos daquela visita». Ele quer ilustrar-nos uma mensagem: quando Jesus nasceu acendeu-se uma estrela que é uma chamada silenciosa e irresistível de homens distantes, mas disponíveis e atentos a Cristo. Pregava são Bernardo: «Olhai e vede como é penetrante a vista da fé; considerai com muita atenção que olhos de lince tem quem reconhece o Filho de Deus quando bebe o leite, quem o reconhece suspenso numa cruz e agonizante.

O ladrão foi confessado no patíbulo, os Magos na estrela; ele crucificado, outro envolto nos panos. Não vos incomoda, oh Magos, a morada humilde da manjedoura, o pobre berço? Não vos escandaliza a presença de uma pobre mãe, nem a infância de um menino que bebe o leite?». Há sempre desproporção entre aquilo que a fé vê imediatamente e aquilo em que, com confiança, acredita. E a alegria messiânica, que começa aqui e pode conviver estranhamente com a paixão. Teresa de Lisieux fez esta reflexão singular sobre a estrela: «Por vezes, quando o céu está coberto de nuvens, a noite sem luzes é triste para Jesus, na escuridão. Para confortar Jesus, torna-te ardente de luzes, brilha com todas as tuas virtudes, como uma estrela».

Na realidade, não sabemos nem sequer o número dos Magos; Mateus, referindo-se ao episódio da adoração recorda somente que «chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente» (2, 1) sem especificar o número. O facto que a iconografia tradicional e a literatura posterior proponham um número ternário deriva presumivelmente dos dons que levaram ao Menino: «Depois abrindo os cofres, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra». Com efeito, se já na idade antiga, as representações iconográficas mostram três Magos, como na célebre capela grega de Priscila do século III, não faltam casos nos quais os ofertantes variam de dois, quatro e até seis, talvez por razões de simetria pura. Em volta destas figuras criou-se, na idade média, e nomeadamente, no século XII, uma lenda fabulosa que atribui os nomes de Gaspar, Belchior e Baltazar aos reis, não obstante um grafite encontrado no complexo monástico egípcio de Kellia, que pode ser atribuído ao século VII-VIII, já parece mencionar os nomes de Gaspar, Belchior e Bathesalsa.

Fonte: Vaticano  news 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Rosário, poderosa arma contra o Maligno - Dom Gabriele Amorth

Irmãos, neste artigo, Dom Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma, nos recorda o poder do rosário na luta contra o demônio. Façamos uso diário desta corrente com a qual prendemos nossos corações e os corações dos outros ao Coração Imaculado de Maria, para nos colocarmos a salvo das insídias do maligno.

"Está mais viva do que nunca a lembrança da Carta Apostólica “Rosário da Virgem Maria”, com a qual João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, encorajava novamente a cristandade a recorrer a esta oração, tão calorosamente recomendada por todos os últimos papas e nas últimas aparições marianas. De fato, para tornar mais completa aquela oração, que Paulo VI chamava de “o compêndio de todo o Evangelho”, foram adicionados os “mistérios da luz”: cinco mistérios referentes à vida pública de Jesus. Sabemos bem como o Padre Pio chamava a coroa do rosário: a arma. Arma de extraordinário poder contra satanás. Um dia, um colega meu exorcista ouviu o demônio dizer-lhe: “Cada Ave é como um golpe na minha cabeça; se os cristãos conhecessem o poder do Rosário, estaria tudo acabado para mim”.

Mas qual é o segredo que torna esta oração tão eficaz? É que o Rosário é, ao mesmo tempo, oração e meditação; oração dirigida ao Pai, à Virgem, à Santíssima Trindade; e, ao mesmo tempo, meditação cristocêntrica. Na verdade, como expõe o Santo Padre na citada Carta Apostólica, o Rosário é oração contemplativa: se recorda Cristo com Maria, se aprende Cristo através de Maria, nos tornamos conformes a Cristo com Maria, se faz súplicas a Cristo com Maria, se anuncia Cristo com Maria.

Hoje, mais do que nunca, o mundo tem necessidade de rezar e meditar. Antes de tudo, de rezar, porque os homens se esqueceram de Deus e sem Deus estão à beira de um terrível precipício; daí a contínua insistência de Nossa Senhora, em todas as suas mensagens de Medjugorje, em relação à oração. Sem a ajuda de Deus, se dá a vitória do jogo a satanás. E há a necessidade da meditação porque, quando as grandes verdades cristãs são esquecidas, nas almas resta o vazio; um vazio que o inimigo sabe bem como preencher. Eis então a difusão da superstição e do ocultismo, sobretudo naquelas três formas hoje tão em moda: magia, sessões espíritas, satanismo.

O homem de hoje tem, mais do que nunca, necessidade de pausas de silêncio e de reflexão. Neste mundo, cheio de ruídos, existe a necessidade de um silêncio orante. Também em face de ameaças de guerra, se acreditamos na potência da oração, estamos convencidos de que o Rosário é mais forte do que a bomba atômica. É verdade, é uma oração que exige empenho, que requer um certo tempo. Nós, ao contrário, estamos habituados a fazer as coisas com pressa, especialmente em relação a Deus... Talvez o Rosário nos proteja daquele risco sobre o qual Jesus alertava Marta, irmã de Lázaro: “Te ocupas com tantas coisas, mas uma só coisa é necessária”. Também nós corremos o mesmo perigo: nos ocupamos e nos preocupamos com tantas coisas, muitas vezes até prejudiciais à alma, e nos esquecemos de que a única coisa necessária é viver com Deus."

Dom Gabriele Amorth

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O Papa Bento XVI: Relativismo e violência são produto do esquecimento de Deus.

Em audiência com os membros da Comissão Teológica Internacional, o Papa bento XVI explicou que o esquecimento de Deus na sociedade atual leva a uma forma de relativismo que, indevidamente, gera violência. Esta, ao contrário do que afirmam alguns, não deve ser atribuida às religiões monoteístas.

O Pontífice assinalou que “hoje, este mesmo sentido sobrenatural da fé dos crentes leva a reagir com vigor também contra o preconceito segundo o qual as religiões, e em particular as religiões monoteístas, seriam intrinsecamente portadores de violência, sobretudo por causa do argumento de que elas têm a pretensão da existência de uma verdade universal".

"Alguns acreditam que apenas o “politeísmo de valores” garantiria a tolerância e a paz civil seria conforme o espírito de uma sociedade democrática pluralista. Nesta direção, o vosso estudo sobre o tema “Deus Trino, unidade dos homens. Cristianismo e monoteísmo” é de viva atualidade. Por um lado, é essencial lembrar que a fé no Deus único, Criador do céu e da terra, atende às exigências racionais da reflexão metafísica, a qual não é enfraquecida, mas reforçada e aprofundada na Revelação do Mistério de Deus-Trino".

O Papa explicou que "é necessário salientar a forma que a Revelação definitiva do mistério do único Deus toma na vida  e morte de Jesus Cristo, que vai ao encontro da Cruz como “cordeiro conduzido ao matadouro” (Is 53,7). O Senhor dá testemunho a uma rejeição radical de cada forma de ódio e violência em favor do primado absoluto da ágape".

"Se, portanto, na história, houve ou há formas de violência feita em nome de Deus, estas não são atribuídas ao monoteísmo, mas às causas históricas, principalmente aos erros dos homens. Pelo contrário, é o próprio esquecimento de Deus que imerge as sociedades humanas em uma forma de relativismo, que gera inevitavelmente a violência".

Bento XVI ressaltou que "quando se nega a possibilidade para todos de referir-se a uma verdade objetiva, o diálogo transforma-se impossível e a violência, declarada ou oculta, torna-se a regra dos relacionamentos humanos. Sem a abertura ao transcendente, que permite encontrar as respostas às perguntas sobre o sentido da vida e sobre a maneira de viver de modo moral, sem esta abertura o homem torna-se incapaz de agir segundo a justiça e de empenhar-se pela paz".

O Santo Padre manifestou apreço pela mensagem da Comissão Teológica Internacional por ocasião do Ano da Fé que "ilustra bem o modo específico no qual os teólogos, servindo fielmente à verdade da fé, podem participar do esforço evangelizador da Igreja ".

Essa mensagem retoma as questões do documento "A teologia hoje. Perspectivas, princípios e critérios”, publicado no início deste ano. Tomando nota da vitalidade e da variedade da teologia depois do Concílio Vaticano II, este documento pretende apresentar, por assim dizer, o código genético da teologia católica, isso é, princípios que definem a sua própria identidade e, por consequência, garantem a sua unidade na diversidade das suas realizações".

"Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana".

O Papa assinalou que, entre os critérios da teologia católica, o documento menciona a atenção que os teólogos devem prestar ao "sensus fidelium".
"O Concílio Vaticano II, enfatizando o papel específico e insubstituível que cabe ao Magistério, salientou, no entanto, que todo o Povo de Deus participa na função profética de Cristo, realizando assim o desejo inspirado, expresso por Moisés: “Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!”", disse o Santo Padre.

"Este dom, o sensus fidei, constitui no crente uma espécie de instinto sobrenatural, que tem uma conaturalidade vital com o mesmo objeto da fé. Observamos que propriamente os simples fiéis carregam em si esta certeza, esta segurança do sentido da fé. O sensus fidei é um critério para discernir se uma verdade pertence ou não ao depósito vivo da tradição apostólica".

"Para este efeito, o texto esclarece os critérios para uma teologia autenticamente católica e, portanto, capaz de contribuir com a missão da Igreja, com o anúncio do Evangelho a todos os homens. Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana".

O Papa ressaltou ademais que "Se o fracasso do relacionamento dos homens com Deus traz em si um desequilíbrio profundo nas relações entre os próprios homens, a reconciliação com Deus, feita pela Cruz de Cristo, “nossa paz” (Ef 2,14), é a fonte fundamental da unidade e da fraternidade”.

“Nesta perspectiva, coloca-se também a vossa reflexão sobre o terceiro tema, aquele da doutrina social da Igreja no contexto da doutrina da fé. Essa confirma que a doutrina social não é uma adição extrínseca, mas, sem esquecer a contribuição de uma filosofia social, recebe os seus princípios básicos nas próprias fontes da fé”.

“Tal doutrina procura tornar efetivo, na grande diversidade das situações sociais, o mandamento novo que o Senhor Jesus nos deixou: “Como eu vos amei, assim amais também vós uns aos outros”".

“Rezemos à Virgem Imaculada, modelo de quem escuta e medita a Palavra de Deus, que vós recebais a graça de servir sempre alegremente a inteligência da fé em favor de toda a Igreja. Renovando a expressão da minha profunda gratidão pelo vosso serviço eclesial, asseguro-vos a minha constante proximidade na oração e concedo de coração a todos vós a Benção Apostólica", concluiu o Pontífice.


Por: ACI Digital

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dom Alberto Taveira tira dúvidas da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares.

Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC à CNBB

Dom Alberto Taveira fala da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares



Em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sou o Assistente Espiritual do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica, um dos mais significativos Movimentos Eclesiais existentes em nosso tempo. Algumas interrogações me foram feitas por Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo de Nova Friburgo-RJ, proporcionando-me levar ao Conselho Permanente da CNBB alguns esclarecimentos, que podem servir a tantos irmãos e irmãos da RCC ou que desejam conhecê-la mais de perto. Eis o texto escrito que apresentei à 58ª Reunião do Conselho Permanente da
CNBB:

Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC


Foi-me pedido para fazer uma breve comunicação a respeito de alguns pontos sobre a Renovação Carismática Católica (RCC). Escolhi dois caminhos, sendo o primeiro uma consulta feita aos coordenadores nacionais da RCC, aos quais encaminhei as perguntas feitas, com respostas que me foram apresentadas por Reinaldo Beserra, do Escritório Nacional da RCC e membro do Conselho Internacional da RCC – (ICCRS). Tais respostas correspondem e são plenamente assumidas por mim, por corresponderem ao que penso e às orientações que costumo oferecer à RCC. Em seguida, desejo apresentar algumas propostas.

O Dom das Línguas 

I – Esclarecimentos solicitados pelo CONSEP, a pedido de Dom Rafael:

1. “Benefícios” da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Carismas são “manifestações do Espírito para proveito comum”. São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade.
Conceituação:

a) “É um dom de oração cujo valor, enquanto ‘linguagem de louvor’, não depende do fato de que um linguista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo”. É uma linguagem a-conceitual, que se “assemelha” às línguas conceituais. Não supõe absolutamente um estado de “transe” para praticá-la, não corresponde a um estado “extático”, e nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade.

b) É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a “falar uma língua” que só Deus entende.

2. O “falar em línguas”, consignado nas Escrituras comporta três modalidades:

a) a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que portanto não requer interpretação. Embora de caráter pessoal, ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus – que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra – por certo entende. Vale a intenção que está em nosso coração.

b) Essa oração também pode ser expressa em modalidade de canto, uma oração com uma melodia que não foi pré-estabelecida. Também essa modalidade não requer interpretação. A diferença em relação à modalidade anterior, é que aqui se trata de orar em línguas, mas num ritmo não falado, de expressão e cadência musical, de notas que se sucedem improvisadamente, numa modulação lírica com que se celebra as maravilhas de Deus. São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de “composição artística”. Santo Agostinho, comentando as palavras do Salmo “Cantai ao Senhor um Cântico novo”, adverte que o cântico novo não é coisa “de homens velhos”. “Aprendem-no os homens novos, renovados da velhice por meio da graça, pertencentes ao Novo Testamento, que já é o Reino dos Céus. Por ele manifestamos todo o nosso amor e lhe cantamos um canto novo. Quando podes oferecer-lhe tamanha competência que não desagrade a ouvidos tão apurados?… Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então, resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo” .

c) Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes. Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de “falar em línguas” em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo, edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de “mensagem em línguas”, ou ainda de “profecia em línguas”. Em oposição ao “falar em línguas” durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então “interpreta” a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de “falar mensagem em línguas” é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração.

3. Quando se deve orar em línguas? Só em atos próprios da RCC? Na TV para todos? Pode ser utilizada durante a Santa Missa, como parece ter acontecido na Oração dos fiéis nas missas de TV?

a) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar. Nos atos próprios da RCC, o Documento 53, n. 25 da CNBB, já o levou em consideração.

b) Se a TV está transmitindo um ato próprio da RCC, não é possível “encenar” um comportamento que anule a identidade do Movimento. O exercício do carisma de orar em línguas é parte constitutiva da RCC. De nossa parte – os “carismáticos” – não temos de que nos envergonhar dessa prática, e nem temos nada a esconder. Somos assim. nossos Grupos de Oração estão sempre com as portas abertas, e qualquer um pode conferir lá o que somos e o que praticamos.

c) Na Santa Missa: Se são missas celebradas em atos específicos da RCC, parece-nos que sim, desde que se exercite essa oração nos momentos ditados pelo bom senso e pela orientação do celebrante, de modo respeitoso, profundamente oracional, não exibitório, especialmente como glorificação a Deus, como expressão de contrição, como petição, e como ação de graças.

d) A RCC tem clara consciência de que a Igreja, durante muito tempo, não se abriu à essa forma de se exercitar os carismas. Por isso ela sabe que, esse reavivamento de perfil pentecostal que se colocou em marcha no último século – especialmente a partir de Helena Guerra, que motivou Leão XIII a escrever uma Encíclica sobre o Espírito Santo, passando por João XXIII, que pediu um novo Pentecostes para a Igreja e a “renovação dos sinais e prodígios da aurora da Igreja”, bem como pelo Concílio Vaticano II, onde Deus, providencialmente, lançou as bases e os fundamentos que tornaram possível o surgimento e a fundamentação do Movimento Pentecostal Católico, até João Paulo II, com sua Dominum et Vivificantem, e a inspirada exortação pronunciada na celebração de Pentecostes de 29 de maio de 2004, que dizia: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio. [...] Abram-se com docilidade aos dons do Espírito Santo! Recebam com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!” – precisa ser acolhido com abertura de espírito e destemor, mas também com bom senso, com humildade, com respeito pelas diferentes opções de engajamento na pastoral orgânica da Igreja, em absoluta adesão à doutrina da Igreja Católica, não escandalizando por falta de decoro litúrgico ou religioso, dentro da ordem, mas também não deixando de ser fiel à vocação que Deus nos faz, de, nesses tempos, contribuir para “revelar à Igreja aquilo que já lhe é próprio: sua dimensão carismática”.

e) No rito do Sacramento da Crisma, ao final da Oração dos fiéis, o Bispo reza: “Ó Deus, que destes o Espírito Santo a vossos apóstolos e quisestes que eles e seus sucessores o transmitissem aos outros fiéis, ouvi com bondade a nossa oração e derramai nos corações de vossos filhos e filhas os dons que distribuístes outrora no início da pregação apostólica”.

f) É de se esperar que, recebendo tais dons, possamos exercitá-los, pois “da aceitação desses carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exercê-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja e do mundo, na liberdade do Espírito Santo, que ‘sopra onde quer’ e ao mesmo tempo na comunhão com os irmãos em Cristo, sobretudo com seus pastores, a quem cabe julgar sobre a autenticidade e o uso dos carismas dentro da ordem, não por certo para extinguirem o Espírito, mas para provarem tudo e reterem o que é bom”.

g) “Na lógica da originária doação donde derivam, os dons do Espírito Santo exigem que todos aqueles que os receberam os exerçam para o crescimento de toda a Igreja, como no-lo recorda o Concílio”.

 Repouso no Espírito: 



O Documento 53, no número 65, aborda o tema e diz a respeito: “Em Assembléia, grupos de oração, retiros e outros reuniões evite-se a prática do assim chamado ‘repouso no Espírito’. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento”.

a) O Cardeal Suenens, que escreveu muito sobre a RCC e a apoiou, foi muito cauteloso em relação à prática do repouso no Espírito, recomendando reserva.

b) Pe. Robert De Grandis foi quem muito a divulgou aqui pelo Brasil e tem um livro sobre o assunto.

c) Pe. Antonello, da Arquidiocese de S. Paulo, pratica-o com bastante freqüência e também escreveu sobre o assunto.

d) Não há fundamentação bíblica consistente sobre ele, embora sua prática remonte aos grupos qualificados de entusiastas, especialmente nos grupos de reavivamento nos Estados Unidos entre os séculos XVII e XIX.

e) “O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-Comunhão os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons especiais, chamados carismas. Podem assumir as mais variadas formas, tanto como expressão da liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja” . Em muitas ocasiões – especialmente quando praticado em atendimentos pessoais, em clima de oração –, de modo especial em atendimentos de oração por cura interior, essas manifestações se revelam perceptivelmente legítimas, sem componentes de perfil patológico, gerando em quem a experimenta profunda paz e bem estar, com conseqüente reavivamento ou novo compromisso, com os compromissos relativos à fé. Pe. Isaac Isaias Valle, por exemplo, de Porto Feliz, na Arquidiocese de Sorocaba, sacerdote muito estudioso e preparado doutrinariamente, atende as pessoas utilizando-se dessa prática.

f) Em muitas ocasiões – especialmente em grandes encontros – há um visível descontrole emocional da parte de muitos nos quais se manifesta tal fenômeno, chegando-se mesmo a identificáveis casos de histeria, seja por desequilíbrio de cunho psicológico. Como diz João Paulo II, “na verdade, a ação do Espírito Santo, que sopra onde quer, nem sempre é fácil de se descobrir e de se aceitar. Sabemos que Deus atua em todos os fiéis cristãos e estamos conscientes dos benefícios que provém dos carismas, tanto para os indivíduos como para toda a comunidade cristã. Todavia, também temos consciência da força do pecado e as confusões na vida dos fiéis e da comunidade.”

g) Assim, não é oportuno incentivar tal prática. Mas há vezes em que, sem que ninguém estimule, ocorre tal manifestação. Então, surge a oportunidade para cumprir o que determina o Documento 53, buscando aprofundar o entendimento sobre a matéria, pela observação com um estudo do caso, até perguntando à pessoa como é que ela está se sentindo, se aquilo lhe gerou paz, se o seu é um histórico sem comprometimentos outros, etc, para chegar a um discernimento sobre as características que possam nos ajudar a identificar a legitimidade do repouso.

Sobre as inspirações particulares: 

Em geral a liderança da RCC tem tido bastante bom senso no exercício dessas chamadas inspirações, ou moções. Junto com os dons da Palavra de Ciência e a Palavra de Sabedoria, a RCC se esmera em fazer uso do Dom do Discernimento Carismático. Podem ocorrer exageros e afoitas condutas? Claro que sim. Mas a realidade dos fatos logo “traz para a terra” aqueles espíritos mais atabalhoados, e que agem por impulsos meramente humanos, e de maneira até irresponsável. Na observância dos resultados práticos e dos frutos produzidos por tais inspirações é que a RCC busca aprender a deixar-se conduzir pelo Espírito, que – segundo a Apostolicam Actuositatem – distribui também aos leigos dons e carismas para capacitá-los a anunciar o Reino, com poder. É possível encontrar-se falsas moedas. Mas não vamos, com elas, jogar fora as legítimas, as verdadeiras. Em 2003, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou a RCC a dar sua contribuição no Colóquio Internacional sobre a Oração para pedir de Deus a cura, realizado em Roma, sob os auspícios daquele Conselho, reconhecendo nela essa prudência.
II – Propostas:

a) Ao acompanhar a RCC, percebo que existe seriedade, busca de maior conhecimento teológico em suas lideranças e docilidade. Sugiro que a Comissão Episcopal de Doutrina promova um estudo sobre os Carismas e as práticas da RCC, com seus representantes. Pode até surgir uma nova e mais atualizada orientação pastoral.

b) Sugiro que os senhores bispos verifiquem em suas Dioceses os eventuais problemas, proporcionando uma orientação segura, através de um assistente diocesano que possa acompanhar de perto.

c) Nos Congressos Estaduais da RCC, seria muito oportuno que o Bispo do local em que o mesmo se realiza se fizesse presente com a apresentação de um tema de formação. Penso que “adotando a criança”, poderemos orientar melhor e os membros da RCC não se sentirão marginalizados, mas membros vivos das Igrejas particulares.
Dom Alberto Taveira*
A oração em línguas é um dom do Espírito Santo (1 Cor 12,10). São Paulo faz vária citações sobre esse carisma e sua importância para quem o põe em prática. Vemos o apóstolo delongar-se na instrução aos Coríntios sobre o uso do dom das línguas e na correção aos exageros que por vezes ocorriam; podemos perceber que esse era um dom usado com muita freqüência, um dom muito comum para eles e assim o foi, nos primórdios, para a Igreja.
Contudo, durante muito tempo esse dom ficou esquecido e ate parecia ter desaparecido do seio da Igreja, mas novamente essa forma de oração tem ganhado expressão e é cada vez mais comum a sua prática em meio a Renovação Carismática.
Quantas vezes nos vemos perdidos, sem saber como rezar? Faltam-nos as palavras. Outras vezes começamos a louvar a Deus e não somos capazes de permanecer sequer cinco minutos em Seu louvor. Outras, ainda, sentimos o coração quase sair do peito de tanta vontade de falar com o Senhor, mas toda palavra que nos chega á boca parece ser insuficiente.
É bom saber que não estamos sozinhos, o Espírito mesmo vem em auxilio à nossa fraqueza.
Porque não sabemos o que devemos pedir nem orar como convém, Ele mesmo se dispõe a orar em nós. Trata-se do próprio Deus, que habita em nossos corações, templos Seus, a orar em nós. Diz a Sagrada Escritura que Ele o faz com gemidos inefáveis, se maneira que a inteligência humana é incapaz de entender.
São gemidos, sílabas que se combinam de maneira inteligível, mas de grande significância. É Deus que, sendo Pai e conhecendo o nosso coração, quer nos levar a uma oração profunda.
Aquele que ora em línguas não diz coisas que a inteligência humana seja capaz de compreender; a sua oração brota do seu coração, do seu espírito, rumo ao coração de Deus; ninguém o compreende, nem mesmo ele próprio, porque diz coisas misteriosas sob a ação do Espírito Santo. Há aqui um obstáculo para as pessoas que racionalizam tudo em demasia. Essa oração é uma humilhação para a inteligência… Quantas pessoas ao orar em línguas perguntam a si mesmas se não estão fazendo papel de estúpidas, até mesmo se sentem ridículas por consentir em iniciar tal forma de oração. Contraditório seria entendê-la quando a Sagrada Escritura diz que não é possível fazê-lo.
Há muitos que dizem não querer saber de dons, que a caridade lhes basta, como se esta se contrapusesse aos carismas e vice-versa. O Espírito Santo nos ensina: “Empenhai-vos em procurar a caridade. Aspirai igualmente os dons espirituais…” Devemos aspirar à caridade na mesma intensidade, da mesma forma e profundidade que os dons espirituais ( que acabam por ser uma operação da própria caridade).
Felizes são aqueles que se ariscam e se aventuram, mesmo quando os sentimentos contrariam a intenção de se lançar nessa maravilhosa experiência, já que aquele que assim reza edifica-se a si mesmo. Todos os outros carismas são para as outras pessoas; a oração em línguas é o único carisma voltado para a edificação pessoal. Convém não desperdiçar.

Fonte: Extraido do livro: “Quando só Deus é a resposta”

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Santo Padre PAPA Bento XVI abre oficialmente o Ano da Fé


O Papa Bento XVI abriu oficialmente o Ano da Fé com uma Santa Missa realizada no Vaticano na manhã desta quinta-feira, 11. A proposta do Pontífice é que este seja um tempo de reflexão para que fiéis católicos de todo o mundo possam redescobrir os valores da sua fé. 
No dia em que também se comemoram os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, o Papa presidiu a celebração eucarística com a participação de 400 concelebrantes. Entre eles, estavam alguns brasileiros, como o cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, que também é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. 

Fazendo memória ao jubileu de ouro do Concílio, um acontecimento que marcou a vida da Igreja, o Papa explicou que a celebração foi enriquecida com alguns sinais específicos. A procissão inicial quis lembrar a procissão dos Padres conciliares, houve a entronização do Evangeliário, que é uma cópia daquele utilizado durante o Concílio e a entrada das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica. 

(Entenda melhor o Concílio Vaticano II neste vídeo do Pe Paulo Rircado. CLIQUE AQUI)

“Estes sinais não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido”, disse.

O Papa explicou que o Ano da Fé está em coerência com todo o caminho da Igreja nos últimos 50 anos, desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus, Paulo VI até chegar ao Jubileu do ano 2000, em que o Bem-Aventurado João Paulo II propôs à humanidade Jesus Cristo como único Salvador. 

“Jesus é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus”, enfatizou o Papa. Ele lembrou que, como diz o Evangelho do dia, Jesus Cristo é o “o verdadeiro e perene sujeito da evangelização”. 
Por que ter um Ano da Fé?

Ainda na homilia, o Papa Bento XVI explicou que a Igreja proclama um novo Ano da Fé não para “prestar honras a uma efeméride”, mas sim porque é necessário, mais ainda do que 50 anos atrás. 

Isso porque nos últimos decênios o Papa lembrou que se tem visto o avanço de uma “desertificação” espiritual, um vazio que se espalhou. Mas estas situações, de acordo com o ele, permitem redescobrir a alegria e a importância de crer. 

“No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente”.

Dessa forma, Bento XVI explicou que o modo de representar este Ano da Fé é como uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o essencial. “... nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9,3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos”.

Concílio Vaticano II

Sobre o Concílio, Bento XVI destacou que seu objetivo não foi colocar a fé como tema de um documento específico. No entanto, ele explicou que o Concílio foi animado pela consciência e pelo desejo de “imergir mais uma vez no mistério cristão, para poder propô-lo novamente e eficazmente para o homem contemporâneo”. 

O Santo Padre também enfatizou que numa ocasião como esta de hoje, o mais importante é reavivar na Igreja aquele desejo ardente que se teve no Concílio de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. 

“Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apóie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão”. 


Fonte: Canção Nova  

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Magistério e o Papa: Quem são eles ? E o que fazem ? Entenda sua importância ...


I. O que é a Verdade? Pergunta feita por Pilatos em João 18,38.

A. A Verdade é uma. Só pode haver uma verdade.

B. 'Verdade' é o oposto de 'erro'.

C. A definição de 'Verdade' é: "o que está de acordo com o fato". É quando a consciência concorda com o intelecto.

D. Jesus Cristo é DEUS e DEUS é a Verdade (João 14,6). DEUS não pode mentir pois é incompatível com Ele, já que Ele É a verdade. Quando Jesus Cristo disse algo, sabemos que é verdade porque ELE disse.

1. DEUS tem nos falado de duas maneiras:

a. Quando Jesus falou com Seus Apóstolos, falou oralmente. Ele não escreveu para eles ou lhes deu um livro para ler. Os Apóstolos falaram as palavras de Jesus Cristo para outros e seus sucessores: os Bispos. Isto é chamado 'Tradição', com 'T' maiúsculo. (...)

b. Ele falou para nós através de Sua palavra escrita: a Sagrada Escritura. Os livros do Novo Testamento não tinham nem sido escritos até começarem a sê-lo por cerca de 48 d.C e terminando em cerca de 100 d.C, muitos anos depois de Jesus Cristo ter sido crucificado (o que se deu em cerca de 33 d.C.). Ficou a cargo dos escritores do Novo Testamento registrar acuradamente, muitos anos depois, sob a inspiração do Espírito Santo, o ensinamento de Jesus Cristo, e basear a maior parte de seus escritos na "Tradição".

Em João 20,30 e 21,25, o Apóstolo diz: "E JESUS FEZ AINDA MUITAS OUTRAS COISAS. Se fossem escritas uma por uma, PENSO QUE NEM O MUNDO INTEIRO PODERIA CONTER OS LIVROS QUE SE DEVERIAM ESCREVER". Isto diz, em termos bem simples, que há dois campos da Palavra Sagrada de DEUS: a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição.

2. A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura, juntas, são conhecidas como "o Depósito da Fé".

II. A Verdade tem que ser preservada...

A. É tarefa de alguém perservar o "Depósito da Fé".

B. Há a necessidade de se preservar a verdade. Em cada nível da sociedade temos líderes e seguidores, alguma forma de governo.

C. A História mostra que nenhuma civilização, país, cidade ou organização durou muito tempo sem haver um governo efetivo para as pessoas seguirem, confiarem e no qual acreditarem. É necessário alguma organização para interpretar, executar e seguir as leis:
1. Os Romanos tinham César e o Senado.
2. Os Estados Unidos têm o Presidente, o Congresso e a Suprema Corte.
3. Os Estado têm o Governador e a Câmara Legislativa.
4. Uma corporação tem um Executivo-Chefe e uma Diretoria.
5. A Igreja Católica tem o Papa, os Bispos e o Magistério.
D. Estes governos fazem regras para todos seguirem. Eles também têm a responsabilidade de protegê-las e executá-las, de maneira ordenada e a seu tempo. Sem ordem há caos.
1. O que aconteceria no país se cada pessoa fizesse o que ELA achasse que era certo e ignorasse os direitos dos outros, e cada uma tivesse a SUA própria lista de regras a seguir, ou nenhuma regra? A civilização, do jeito que a conhecemos, iria se desmoronar:

a. Você percebe que há seitas Cristãs que operam desta maneira? É dito a cada pessoa que deve interpretar a Bíblia, a Palavra de DEUS, por si mesma. O que quer que pareça certo para ela é tudo o que importa. É essencialmente cada um por si. Está política leva ao caos, brigas internas e desunião. Lembre-se do que Jesus Cristo disse: "Toda casa dividida contra si mesmo não pode subsistir." (Mt 12,25).

b. A Bíblia não é um romance. É a Palavra de DEUS. Se você a ler como leria um romance, não tirará muito proveito dela exceto por uma massa confusa. Se você der a um milhão de pessoas uma Bíblia para cada uma e pedir a cada uma para interpretá-la, você

sábado, 7 de abril de 2012

Jeus Ressuscitou como disse - Por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini


Prezados irmãos, celebramos neste mês a maior solenidade de nossa fé: a Ressurreição de Cristo, a Festa da Páscoa.
Toda vida de Cristo, como verdadeiro Homem e Deus, foi uma contínua manifestação de amor. A segunda pessoa da Trindade mesmo antes da Encarnação do Verbo, amava os homens e por isso encarnou-se para, como Homem oferecer-se a Deus como Redentor e como Deus atribuir à sua paixão um valor infinito, capaz de redimir toda a humanidade de todos os tempos e de todos os seus pecados, 
A Igreja, Mãe e Mestra, cada ano nos convida, principalmente no tempo pascal, a nos prepararmos convenientemente para essa solenidade recomendando-nos conversão, penitência e oração. 
Além das penitências de jejum e abstinência na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, a Igreja sugere e nos convida a outras penitências pessoais, privando-nos de alimentos ou atividades mais prazerosas, como oferta a Deus de nossa penitência pessoal. 
Todos queremos que Deus nos abençoe e nos ajude em nossas necessidades. Por isso, devemos também doar-nos a Ele com nossas orações e oferecendo também privações pessoais no sentido de unir essas penitências aos sofrimentos de Cristo, tornando assim mais frutuosas nossas ofertas porque unidas ao sofrimento de Cristo. 
Tendo vivido assim essa quaresma  participamos mais eficientemente dos sofrimentos de Cristo e das alegrias de sua Gloriosa Ressurreição. 
Ao nosso Bispo Dom Joaquim a todos os Sacerdotes, Religiosos e Religiosas e a todos os Leigos apresentamos nossos votos de Santa e Feliz Páscoa.  
 
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos

domingo, 1 de abril de 2012

A Semana Santa: simbolos e significado - Escrito da Ir. Ili Alves.

 
A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.



Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38; Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.


Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos grandes acontecimentos são eles a Bênção dos Santos Óleos, Instituição da Eucaristia e a Cerimônia do Lava-pés :


Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de

Domingo de Ramos, dia da decisão: Papa aos jovens


Domingo de Ramos, dia da decisão: Papa aos jovens, na praça de São Pedro, na celebração de Ramos, dia mundial da juventude.

Bento XVI preside na Praça de S. Pedro a celebração litúrgica do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, Depois da bênção dos ramos de palmeira e oliveira, teve lugar a procissão até ao altar, onde decorre a Santa Missa da Paixão do Senhor. O domingo de Ramos, com que a Igreja inicia a Semana Santa, contém um convite a encarar toda a humanidade, na diversidade das suas culturas e civilizações com o olhar de Deus, de Cristo - um olhar de bênção, de amor – sublinhou o Papa, na homilia. Bento XVI começou por evocar a subida de Jesus a Jerusalém, com um numeroso grupo de peregrinos. Pelo caminho, a cura do cego de nascença, suscita nas pessoas um sobressalto, entusiasmo, a esperança de que Deus esteja para cumprir a promessa feita a David de estabelecer o reino messiânico. Um entusiasmo que se contagia aos próprios discípulos de Jesus, quando este toma lugar sobre um jumentinho para entrar na cidade santa. As palavras do Salmo 118, que a multidão proclama, gritando, constitui verdadeira proclamação messiânica: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino do nosso pai David! Hosana no mais alto dos céus”. “Esta aclamação festiva, transmitida pelos quatro evangelistas (observou o Papa), é um brado de bênção, um hino de exultação: exprime a convicção unânime de que, em Jesus, Deus visitou o seu povo e que o Messias ansiado finalmente chegou”. “Mas qual é o conteúdo, o sentido mais profundo deste grito de júbilo? A resposta é-nos dada pela Escritura no seu conjunto, quando nos lembra que no Messias se cumpre a promessa da bênção de Deus, a promessa feita por Deus originariamente a Abraão, o pai de todos os crentes: «Farei de ti um grande povo e te abençoarei (...). Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!» Trata-se de uma promessa que Israel mantivera sempre viva na oração, especialmente na oração dos Salmos. Aquele que a multidão aclama como o Bendito é, ao mesmo tempo, Aquele em

sexta-feira, 23 de março de 2012

Intercessão dos Santos e a Dulia, Hiperdulia e Latria.


Os santos podem interceder por nós?
Eles estão dormindo?
O que é uma veneração?
A primeira coisa que devemos conhecer antes de discutirmos a intercessão dos venerados santos, é os três graus existentes de culto.
Dulia, Hiperdulia e Latria
A dulia 

é a veneração propriamente dita, é reconhecer alguém como superior a você e sendo ao mesmo tempo inferior a Deus, um exemplo claro de dulia nós podemos ver no final das orações dos santos, por exemplo:
São Paulo rogai por nós, ora essa frase curtíssima exprime toda doutrina da dulia, justamente porque o orante se põe inferior diante de São Paulo e ao mesmo tempo reconhece que São Paulo não é dono da graça, já que o mesmo tem que supliciá-la à Nosso Senhor.
O Segundo grau do culto católico é a 
hiperdulia.
A hiperdulia é uma veneração só que em grau muito maior à dulia e ao mesmo tempo infinitamente inferior à latria. A única diferença neste grau em relação ao primeiro é a dignidade, já que o mesmo é dado a Maria Santíssim,a aquela que foi é e sempre será cheia de graça, e chamada de bendita entre as gerações.
Entre todos os santos nenhum foi mais puro, benevolente, obediente do que a Santa Mãe de Deus.

O terceiro grau é a latria:
Latria é a adoração, que só é devida à Nosso Senhor nas três pessoas da santíssima trindade, esta adoração é dada em espírito e em verdade através do cumprindo do primeiro mandamento católico que é amar a Deus sobre todas as coisas.
Devemos tomar cuidado para não confundir essa adoração com simples gestos externos, como ajoelhar-se, pois Jacó
ajoelhou-se diante de sei irmão sete vezes e não estava adorando-o, mas apenas prestando honra, não queremos dizer com isso que esse gesto não deva ser praticado, mas não pode ser confundido como o selo da autenticidade do verdadeiro adorador ou de um idolatra.
Nós iremos meditar a partir do olhar da sagrada escritura e dos primeiros cristãos a doutrina da intercessão dos santos.
São Tiago ao transcrever sua carta, deixa-nos claro que devemos orar uns pelos outros:]
“Orai uns pelos outros, para serdes salvos, porque a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito” (Tgo 5, 16)”
E Jesus nos manda:“… Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!” (MT 5, 44) 
São Paulo diz que “orava pelos colossenses” (cf. Col. 1, 3).
Jesus quer que oremos pelos outros, o que nos resta saber se essa mesma intercessão dos justos continua a valer após a morte, porque estão vivos e acordados com Deus ou estão “dormindo” como afirmam as seitas.
Na parábola que se encontra no evangelho de São Lucas do “rico avarento”, o rico pedia após sua morte, para voltar à terra e avisar os seus amigos que se convertessem… (Lc 16, 19 e ss) no versículo 27 ele diz: “… ‘Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai” Os hereges dizem que é impossível interceder após a morte, seria o evangelho de São Lucas herege? É evidente que o rico intercedia após a morte, justamente porque “Ele é Deus não de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele” (São Lucas 20, 38)”
A suposta sonolência até o dia da ressurreição é uma heresia que Cristo desmente ao dizer ao ladrão:
“… “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso” (São Lucas 23,43), Será que Nosso Senhor estava enganado?, ou terá Ele uma cama para o ladrão dormir no paraíso?
No antigo testamento a bíblia já dava indicio da intercessão dos venerados santos. O primeiro testemunho da bíblia dessa doutrina encontra-se no livro do profeta Jeremias:
“E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo;tira-os da minha face e retirem-se” (Jer 15, 1).
Samuel e Moisés estavam mortos no tempo de Jeremias, como poderiam interceder?
Como sabemos os hereges virão com aquele versículo decorado de sempre:
“Mediador entre Deus e os homens” Essa é uma das maiores provas que os hereges só sabem decorar meia dúzias de versículos , já que na mesma carta se diz:
  1.  Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas,
  2.  pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possam levar uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e dignidade.
  3. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador.
  4. Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
  5. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus,
Nós católicos também cremos que só existe um mediador entre Deus e os homens, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, mas cremos também que os santos são contados como membros da Igreja, que é verdadeiramente o corpo de Cristo, isso explica o porquê da Sagrada escritura dar o título de mediador também a Moisés :
“Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós”.(Dt 5, 5)
E de admitir na carta na carta de São Tiago (que acabamos de ler) mediadores secundários.
Os que assistem esse vídeo não se surpreendam com os ataques que virão posteriormente dos protestantes, logicamente os mesmos tentarão provar através de clichês que :
“Os santos não são onipresentes ,logo não podem atender tantos pedidos de intercessão ao mesmo tempo e outros que seguem a mesma linha de raciocínio.”
Ora o tempo após morte é totalmente diferente do cronos, o que conhecemos, pois o tempo cronológico é medido do deslocamento entre uma ação até seu termino, por exemplo:
O dia tem 24horas, isso ocorre porque a Terra ao girar em torno de si mesma no movimento de translação está fazendo que a posição da luz do sol mude. Mas como podemos ver esse deslocamento prevê um começo, meio e fim. Ora a eternidade não possui nenhuma dessas características.
Essa explicação da eternidade protestante é desonesta e ironicamente põe freios e limites na eternidade, os protestantes têm muito a explicar sobre como chegaram à brilhante conclusão de uma eternidade com começo, meio e fim.
E os primeiros cristãos acreditavam no que?
S. Clemente que viveu no primeiro século cristão diz:
“Os que suportaram com confiança, herdaram glória e honra; foram exaltados, e Deus os inscreveu no seu memorial pelos séculos dos séculos. Amém” (S. Clemente de Roma, aos Coríntios, n. 45.8)
Orígenes, pelo ano 250 d.C., afirmava que:
“virtudes nesta vida são definitivamente aperfeiçoadas no além. Ora, a mais valiosa de todas é a caridade; esta, portanto, na outra vida é ainda mais ardente do que na vida presente. Por conseguinte, os santos exercem seu amor sobre os irmãos na terra, mediante a intercessão dirigida a Deus em favor das necessidades destes peregrinos”
Santo Inácio, já no ano 107 d.C., – na iminência de seu martírio – escreveu: 
“Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus”(Santo Inácio de Antioquia, tralianos, n. 13,3)
Essas citações já tiram outra mentira dos hereges, que a intercessão dos santos foi criada no século quarto pela famosa “pagazinazação do cristianismo”
A pergunta que nos fica é: Porque Lutero e Calvino são superiores aos primeiros cristãos?
Fonte : Site Santa Igreja 

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