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domingo, 24 de agosto de 2014

Ah o Céu como és belo - Visão de São Dom Bosco



A maioria das pessoas vivem como se depois desta vida não houvesse um lugar que as aguarda, mas cada um de nós, no anoitecer da nossa existência, receberemos a nossa recompensa de acordo com nossas obras (Mt 16,27), Céu ou Inferno. Ainda não somos tão violentos no trabalho para a nossa salvação porque não meditamos sobre o prêmio dos justos. Meditemos, pois, sobre a Nova Jerusalém e animemo-nos. "Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida." (Ap 2,10)

“Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia.
Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo.
Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.
Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição.
Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva.
O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.
Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte.
Então veio um dos sete Anjos que tinham as sete taças cheias dos sete últimos flagelos e disse-me: Vem, e mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.
Levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, revestida da glória de Deus. Assemelhava-se seu esplendor a uma pedra muito preciosa, tal como o jaspe cristalino.
Tinha grande e alta muralha com doze portas, guardadas por doze anjos. Nas portas estavam gravados os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
Ao oriente havia três portas, ao setentrião três portas, ao sul três portas e ao ocidente três portas.
A muralha da cidade tinha doze fundamentos com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
Quem falava comigo trazia uma vara de ouro como medida para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.
A cidade formava um quadrado: o comprimento igualava à largura. Mediu a cidade com a vara: doze mil estádios. O comprimento, a largura e a altura eram iguais.
E mediu a muralha: cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida humana empregada pelo anjo.
O material da muralha era jaspe, e a cidade ouro puro, semelhante a puro cristal.
Os alicerces da muralha da cidade eram ornados de toda espécie de pedras preciosas: o primeiro era de jaspe, o segundo de safira, o terceiro de calcedônia, o quarto de esmeralda,
o quinto de sardônica, o sexto de cornalina, o sétimo de crisólito, o oitavo de berilo, o nono de topázio, o décimo de crisóparo, o undécimo de jacinto e o duodécimo de ametista.
Cada uma das doze portas era feita de uma só pérola e a avenida da cidade era de ouro, transparente como cristal.
Não vi nela, porém, templo algum, porque o Senhor Deus Dominador é o seu templo, assim como o Cordeiro.
A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro.
As nações andarão à sua luz, e os reis da terra levar-lhe-ão a sua opulência.
As suas portas não se fecharão diariamente, pois não haverá noite.
Levar-lhe-ão a opulência e a honra das nações.
Nela não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandecente como cristal de rocha, saindo do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da avenida e às duas margens do rio, achava-se uma árvore da vida, que produz doze frutos, dando cada mês um fruto, servindo as folhas da árvore para curar as nações.
Não haverá aí nada de execrável, mas nela estará o trono de Deus e do Cordeiro. Seus servos lhe prestarão um culto.
Verão a sua face e o seu nome estará nas suas frontes.
Já não haverá noite, nem se precisará da luz de lâmpada ou do sol, porque o Senhor Deus a iluminará, e hão de reinar pelos séculos dos séculos.
Ele me disse: Estas palavras são fiéis e verdadeiras, e o Senhor Deus dos espíritos dos profetas enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos o que deve acontecer em breve.
Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste livro.
Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava.
Mas ele me disse: Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste livro. Prostra-te diante de Deus.
Disse ele ainda: Não seles o texto profético deste livro, porque o momento está próximo.
O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais.
Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim.
Felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas.
Fora os cães, os envenenadores, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!
Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos atestar estas coisas a respeito das igrejas. Eu sou a raiz e o descendente de Davi, a estrela radiosa da manhã.
O Espírito e a Esposa dizem: Vem! Possa aquele que ouve dizer também: Vem! Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida!
Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro;
e se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro.
Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!”

Apocalipse 21, 1-27; 22, 1-20

VISÃO DE SÃO JOÃO BOSCO

“O Céu, na noite de 22 de Dezembro (de 1876), ficou memorável no Oratório de Dom Bosco.
A hora da oração foi um pouco antecipada.
No locutório, reuniram-se os estudantes, os artesãos e todas as pessoas da casa.
Dom Bosco tinha prometido falar no domingo anterior, mas não pudera fazê-lo.
Imagine-se a expectativa geral.
Subiu à cátedra, saudado por palmas entusiásticas, como acontecia sempre que dava, daquele modo, a "boa noite" à comunidade inteira.
Fez o sinal de que ia falar, e imediatamente fez-se completo silêncio...
Na noite em que estive em Lanzo -- iniciou D. Bosco --, chegada a hora de repousar, aconteceu-me que tive um sonho especial, que não tem nenhuma relação com sonhos normais.
São coisas muito estranhas.
Mas para os meus filhos não tenho segredos; abro-lhes inteiramente o coração.
Pensai o que quiserdes desse sonho.
Como diz S. Paulo, «quod bonum est tenete» [conservai o que é bom], se alguma coisa encontrardes nele que seja de proveito para a vossa alma, sabei aproveitar-vos disso.
Quem não quiser acreditar-me, que não acredite, pouco importa; mas que ninguém jamais zombe das coisas que vou dizer.
Peço-vos ainda que não o conteis, nem o comuniqueis por escrito, aos que não são desta casa.
Aos sonhos, pode dar-se a importância que os sonhos merecem, e os que não conhecem a nossa intimidade poderiam formar juízos erróneos, vendo as coisas de modo diferente do que são na realidade.
Não sabem eles que sois meus filhos, e que sempre vos digo tudo o que sei, e às vezes até mesmo o que não sei (risos gerais).
Mas o que um pai manifesta aos seus filhos queridos, para o bem deles, deve ficar entre o pai e os filhos, não passando adiante.
E ainda por outro motivo: É que em geral, quando se contam tais coisas por fora, ou se desfiguram os factos, ou se conta apenas uma parte deles, sendo por isso mal interpretados; de onde nasce dano, pois o mundo desprezaria o que não deve ser desprezado.
Deveis saber que, ordinariamente, temos sonhos quando dormimos.
Ora, na noite de 6 de Dezembro, enquanto eu estava no meu quarto, não me recordo bem se lendo, ou se dando voltas pelo aposento, ou se me havia já deitado, comecei a sonhar...
Logo me pareceu estar sobre uma elevação de terreno, ou numa colina, à beira duma imensa planície, cujos confins a vista não alcançava, pois perdiam-se na imensidão.
A palnície era toda azulada, como um mar calmo, embora o que eu visse não fosse água, parecendo um cristal límpido e luminoso.
Sob os meus pés, por trás de mim e de ambos os lados, via uma região à maneira dum litoral, à margem do oceano.
Largos e gigantescos caminhos dividiam aquela planície em vastíssimos jardins de indescritível beleza, todos estes repartidos em bosquezinhos, prados e canteiros de flores, de formas e cores variadas.
Nenhuma das nossas plantas pode dar-nos uma ideia daquelas, embora tenham com elas alguma semelhança.
As ervas, as flores, as árvores, as frutas, eram vistosíssimas e de belíssimo aspecto.
As folhas eram de ouro; os troncos e ramos, de diamante; correspondendo tudo o mais a tal riqueza.
Era impossível contar as diferentes espécies de plantas, e cada uma resplandecia com uma luz própria.
No meio daqueles jardins e em toda a extensão da planície, eu contemplava incontáveis edifícios de ordem, beleza, harmonia, magnificência e proporções tão extraordinárias, que para a construção de um só deles me parecia que não seriam suficientes todos os tesouros da Terra.
E eu dizia para mim mesmo: "Se os meus meninos tivessem uma destas casas, como gozariam, que felizes seriam e com quanto gosto viveriam nela!"
Isto pensava eu, vendo externamente os palácios.
Qual não deveria ser então a sua magnificência interior!
Enquanto contemplava, extasiado, tão estupendas maravilhas que adornavam aqueles jardins, eis que chega aos meus ouvidos uma música dulcíssima, de tão agradável e suave harmonia que nem posso dar-vos dela a mínima ideia.
As músicas do Padre Cagliero e de Dogliani nada têm de musical, se comparadas àquela!
Eram cem mil instrumentos, produzindo cada qual um som diverso do outro, enquanto todos os sons possíveis difundiam pelos ares as suas ondas sonoras.
A tão maravilhosos sons, somavam-se ainda os inebriantes coros de cantores.
Vi então uma grande multidão de pessoas que se encontrava naqueles jardins e se regozijava com com imensa alegria e satisfação.
Uns tocavam e outros cantavam; e cada voz, cada nota, produzia o efeito de mil instrumentos reunidos, todos diferentes uns dos outros.
Ao mesmo tempo, ouviam-se os diversos graus da escala harmónica, desde os mais baixos até aos mais agudos que se possam imaginar, mas todos em perfeita harmonia.
Ah, para descrever-vos tal harmonia, não existem comparações humanas!
Via-se, pelo rosto dos felizes habitantes do jardim, que os cantores não só experimentavam extraordinário prazer em cantar, mas ao mesmo tempo sentiam imenso gozo em ouvir cantar os demais.
Quanto mais um cantava, mais se lhe acendia o desejo de cantar, e quanto mais ouvia, mais desejava ouvir.
Era isto o que eles cantavam:
«Salus, honor, gloria Deo Patri omnipotenti!... Auctor saeculi, qui erat, qui est, qui venturus est iudicare vivos et mortuos, in saecula saeculorum» [Saudação, honra e glória a Deus Pai omnipotente!... Autor do tempo, Aquele que era e que é, e que virá a julgar os vivos e os mortos, por todos os séculos dos séculos].
Enquanto ouvia, atónito, essa celestial harmonia, vi aparecer uma imensa multidão de jovens, muitos dos quais eu conhecia, pois tinham estado no Oratório e noutros nossos colégios; mas era-me desconhecida a maior parte deles.
A multidão interminável dirigia-se para mim.
À sua frente, vinha (São) Domingos Sávio, e logo atrás dele vinham o Padre Alasonatti, o Padre Chiala, o Padre Giulitto, e muitos outros sacerdotes e clérigos, cada um deles conduzindo uma secção de jovens.
E eu perguntava a mim mesmo: "Estou a dormir, ou estou acordado?"
Batia as mãos uma na outra e tocava no meu peito, para certificar-me de que era realidade o que então via.
Chegada diante de mim toda aquela multidão, parou à distância de oito ou dez passos.
Brilhou então um relâmpago de luz mais viva; cessou a música e fez-se um silêncio profundo.
Todos os jovens estavam tomados pela maior alegria, que lhes transparecia no olhar, e nos seus rostos via-se a paz de uma felicidade perfeita.
Olhavam-me com um suave sorriso nos lábios, e parecia que desejavam falar, mas não falavam.
Então, adiantou-se Domingos Sávio, apenas alguns passos, e ficou tão próximo a mim que, se eu tivesse estendido a mão, certamente tê-lo-ia tocado.
Calava-se e olhava-me, sorrindo. Que belo ele estava!
As suas vestes eram verdadeiramente singulares:
Caía-lhe até aos pés uma túnica alvíssinia, coberta de diamantes e toda bordada de ouro.
Cingia-lhe a cintura uma ampla faixa vermelha, recamada com tantas pe dras preciosas que uma quase tocava a outra, e entrelaçavam-se em desenho tão maravilhoso, apresentando tanta beleza de cores, que eu, ao vê-lo, sentia-me fora de mim por tamanha admiração!
Pendia-lhe do pescoço um colar de flores raras, mas não naturais, parecendo como se as pétalas fossem de diamantes unidos entre si, sobre hastes de ouro; e assim era tudo o mais.
Essas flores refulgiam com luz sobre-humana, mais viva que a do Sol, que naquele instante brilhava com todo o esplendor duma manhã de Primavera.
As flores reflectiam os seus raios sobre o rosto cândido e corado (de Domingos Savio), de modo indescritível, dando-lhe uma luz de modo tão singular, que nem se distinguiam bem as suas várias espécies.
A cabeça, tinha-a cingida com uma coroa de rosas; e os cabelos caíam-lhe sobre os ombros em ondulantes cachos, dando-lhe um ar tão pulcro, tão afectuoso, tão encantador, que parecia... parecia mesmo um Anjo!”

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O que vem depois da morte?



O que vem depois da morte?
Fonte: Mercaba.org
Autor Valerio Chávez Hernandez
Tradução: Rogério SacroSancttus




Esta é uma pergunta que todos nos fazemos... alguns dizem: "Depois da morte tudo se acaba". Outros pensam que o espirito segue vivendo e há quem acha que se vai passando de um estado a outro até chegar a perfeição. Outros dizem que se reencarna e assim alcançar a perfeição que apregoam os anteriores e outros (e neste grupo estão a maioria dos evangelicos) pensam que ainda que o espirito segue vivendo mas não sofre e nem goza; é como se estivesse num estado de semi-inconsciência. E apesar todos dizerem apoiar suas ideias na Biblia, a verdade é que somente tomam textos isolados sem ter em conta toda a Revelação.

Deus nos dá resposta a esta questão em sua Palavra. "...Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo". Heb. 9:27. Este texto derruba por terra a ideia da reencarnação pois o homem não morre varias vezes mas uma única vez.
E o homem tem alma e corpo, espirito e materia e o corpo se destrói mas a alma segue vivendo. "Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza.". Sab. 2:23. "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.". Eclesiastes 12,7. "Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena". Mt 10:28. "Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso". Lc. 23:43. "Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor" Fil. 1:23.

Jesus Cristo é "o caminho, a verdade e a vida" Jo. 14:6 e Ele assegura que o homem segue vivendo depois de sua morte. "Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó .Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele". Lc. 20:37-38; Ex.3:6.

Não foi dito: "Eu fui" mas afirma claramente : "Eu sou" quer dizer, segue sendo seu Deus "Por que lhe parece incrivel que Deus ressucite aos mortos?".
" Pois, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados. Também estão perdidos os que morreram em Cristo. Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima. Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram!".Atos. 26:8; I Cor. 15:16-20.

Para Deus todos vivem e não estão insensiveis ou inconscientes, mas plenamente conscientes, sabendo e sentindo e portanto, gozan ou sofrem.
"E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.". Lc. 16:23-24, Cf. Ap. 20:15, Mc. 9:47-49.
Haverá um dia em que todos os que se encontram mortos ressucitarão. Será o dia do juizo final.
"Tenho esperança em Deus, como também eles esperam, de que há de haver a ressurreição dos justos e dos pecadores.". Atos. 24:15. Jo 5:28-29.
"Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus,que retribuirá a cada um segundo as suas obras ". Rom. 2:5-6.
Para os que fazem o esforço em seguir a Cristo, a gloria representa a etapa final de sua existência, uma etapa que durará para sempre. Deus Jesus:
"Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais." Jo 14:1-3. "Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram." 1 Tes. 4:14. "Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" Fil. 3:20.

"Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará.Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. E sua morte como uma destruição, quando na verdade estão na paz!". Sab. 3:1-3.

Esta formosa promessa de uma eternidade cheia de gozo só sera alcançada se procurarmos conhecer e viver como Cristo quer "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.". Jo. 14:21.
Como temos visto, depois da morte o corpo vai ao sepulcro enquanto a alma ou espirito segue vivendo na glória se a pessoa portou-se bem ou no sofrimento se ela portou-se mal.

"Assim, pois, consolai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já o fazeis. Porquanto não nos destinou Deus para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Tes. 5:11.9 "Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. ". Ef. 6:17-18.

Fonte: Rainha dos Apóstolos
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Sobre o Juízo


Sobre o Juízo


"Como está determinado que os homens morram uma só vez,logo em seguida vem o juízo"
(Hb 9,27)
Disse São João Bosco:

O Juízo, é a sentença que o Salvador pronunciará no final da nossa vida, sentença com a qual será fixada a sorte de cada um de nós por toda a eternidade.

Quando tiver saído do corpo, a alma comparecerá imediatamente diante do divino Juiz.Esse encontro é terrível para o pecador, porque sua alma se apresenta sozinha diante de um Deus ao Qual desprezou e ofendeu, de um Deus que conhece até o último pensamento do seu coração.

Quem nos acompanhará naquele momento?Nada levaremos deste mundo, senão o bem ou o mal que tivermos feito, sejam bons, seja maus.Não haverá desculpas nem pretextos.

Santo Agostinho, falando daquele terrível instante, se exprime assim: "Ó mortal, quando compareceres diante do criador para seres julgado, tu te encontrarás diante de um Juiz cheio de indignação, os teus pecados te acusarão; os demônios estarão prontos a executar a sentença; dentro de ti mesmo terás a consciência que te agita e te atormenta; e a teus pés o Inferno estará aberto para engolir-te.Em tal aflição, para onde irás, para onde fugirás?".

Ditoso de ti, meu filho, se procedeste bem durante a vida!

Depois, o divino Juiz abrirá o livro das consciências e dará início ao exame:

- Quem és tu? Perguntarás-te o Juiz inapelável.
- Sou um cristão.
- Bem, se és cristão, verei se te comportaste como tal.

Então começará a recordar-te das promessas feitas no Batismo, pelas quais renunciaste ao demônio, ao mundo e à carne; te representará as graças que te concedeu, os Sacramentos que recebestes, as pregações, as instruções, os conselhos de teus confessores, as correções de teus pais, tudo isto te será colocado diante dos olhos.

-Mas tu, dirá o divino Juiz, apesar de tantos dons, de tantas graças, como correspondeste mal à fé que professaste!Logo que chegaste ao uso da razão, começaste a Me ofender com mentiras, com faltas de respeito na igreja, com desobediências a teus pais e com muitas outras transgressões de teus deveres.Se pelo menos te houvesses portado bem quando te tornaste mais crescido!Mas com a idade só cresceste no desprezo da minha lei.Missas perdidas, profanações de dias festivos, blasfêmias, más conversações, confissões mal feitas, Comunhões às vezes sacrílegas, escândalos dados aos teus companheiros; eis o que fizeste em vez de servir-Me!"

Ao escandaloso, Se dirigirá cheio de indignação e dirá:

- Vê aquela alma que caminha pela senda do pecado?Foste tu que lhe ensinaste a maldade com tuas palavras escandalosas; se tivesses sido bom cristão, deverias ter ensinado a teus companheiros o caminho do Céu; mas fizeste exatamente o contrário, ensinando a eles o caminho da perdição.Vês aquela alma que está no Inferno?Foste tu que ma roubaste com teus pérfidos conselhos e a entregaste ao demônio, sendo tu a causa de sua perdição eterna.Agora tua alma pagará a perfídia daquele escândalo.

Que te parece desse exame, meu filho?Que te dirá tua consciência?Ainda tens tempo, se quiseres? pede a Deus perdão de teus pecados, prometendo sinceramente jamais voltar a ofendê-Lo, e começa hoje mesmo uma vida cristã.Assim poderás adquirir um tesouro de boas obras para quando tiveres que comparecer ante o tribunal de Jesus Cristo.

Em vista de um exame tão rigoroso pelo divino Juiz, o pecador tratará de se desculpar, dizendo que não esperava ser julgado com tanta severidade.Mas o Senhor lhe responderá:

- Não ouviste naquela pregação do catecismo, não leste naquele livro que Eu ia pedir conta de tudo?

O desgraçado se lembrará então da misericórdia divina; mas já não haverá misericórdia para ele, porque não merece misericórdia quem por tanto tempo abusou dela; com a morte acabou o tempo da misericórdia.

A alma se lembrará dos Anjos, dos Santos, de Maria Santíssima; mas Ela em nome de todos dirá:

"Queres agora a minha proteção?Não Me quiseste por Mãe durante tua vida.Agora também não te quero mais por filho; já não te conheço".

Então o pecador, encontrando-se perdido, pedirá gritando às montanhas e penhascos que o escondam; mas estes não se moverão.Invocará o Inferno, e o verá aberto diante de si.

Nesse mesmo momento, o Juiz inexorável proferirá a terrível sentença:

- Vai-te, filho infiel!Afasta-te de Mim!Meu Pai Celestial te amaldiçoa.Eu também te amaldiçôo!Vai-te par ao fogo eterno, a gemer e penar no inferno, com os demônios, por toda a eternidade!

Aquela alma desgraçada, antes de afastar-se para sempre de seu Deus, voltará uma última vez o olhar para o Céu e, no cúmulo do desespero, exclamará:

"Adeus, companheiros; adeus, amigos, que habitais no reino da glória; adeus pai, mãe, irmão, irmãs, vós gozareis eternamente, e eu serei para sempre atormentado, adeus.Anjo da minha guarda, Anjos e Santos do Paraíso, nunca vos verei, adeus, meu Salvador, Cruz santa, sangue divino derramado inutilmente por mim!Neste momento deixo de ser filho de Deus para ser no Inferno escravo do demônio".

Então aquela alma infeliz cairá nas mãos dos demônios, que a arrastarão e precipitarão nos abismos de penas, de misérias e de tormentos eternos.

Não temes, meu filho, que te aconteça o mesmo?Ah!Por amor de Jesus e de Maria, prepare-te com boas obras para merecer uma sentença favorável.Lembra-te de que, quanto mais é espantosa a sentença proferida contra o pecador, tanto mais consoladoras serão as palavras de Jesus para o homem que tenha vivido cristãmente: "Vem; vem tomar posse da glória que te preparei.Tu Me serviste com fidelidade no breve tempo da tua vida; agora serás eternamente feliz.Entra no gozo do teu Senhor".

Meu Jesus, concedei-me a graça de ser do número desses bem-aventurados.Virgem Santíssima, ajudai-me, protegei-me na vida e na morte, e especialmente quando me apresentar no tribunal de vosso divino Filho par ser julgado!

E São Francisco de Sales dizia:

Em fim, uma vez terminado o prazo prefixado pela sabedoria de Deus, para a duração do mundo, aqueles inúmeros e vários prodígios e presságios horríveis, que consumirão de temor e tremor os homens ainda vivos, um dilúvio de fogo se alastrará pela terra fora, destruindo tudo, sem que coisa alguma escape as suas chamas devoradoras.

Depois deste incêndio universal, todos os homens hão de ressuscitar, ao som da trombeta do arcanjo, e comparecerão em juízo todos juntos, no vale de Josafá.
Mas - ah - bem diversa será a sua situação: uns terão o corpo revestido de glória e esplendor e outros se horrorizarão de si próprios.

Considera a majestade com que o soberano juiz há de aparecer em seu tribunal, cercado de anjos e santos e tendo diante de si, mais brilhante que o sol, a cruz, como sinal de graça para os bons e de vingança para os maus.

À vista deste sinal e por determinação de Jesus Cristo, separar-se-ão os homens em duas partes: uns se acharão a sua direita e serão os predestinados; outros à sua esquerda e serão os condenados.Separação eterna!Jamais se encontrarão de novo juntos.

Então se abrirão os livros misteriosos das consciências: Nada ficará oculto.Clara e distintamente há dever-se nos corações de uns e de outros tudo o que fizeram de bom e de mau - as afrontas a Deus e a fidelidade as suas graças, os pecados e a penitência.Ó Deus que confusão de uma parte e que consolação da outra.

Escuta atentamente a sentença formidável que o soberano juiz pronunciará contra os maus: ide, malditos para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos.Pondera bem estas palavras, que os hão de esmagar por completo: ide.Essa palavra já nos está anunciando o abandono completo em que Deus deixará a sua criatura, expulsando-a de sua presença e não a contando mais no número daqueles que lhe pertencem.Ide, malditos.Ó minha alma, que maldição esta!Ela é universal, pois encerra todos os males, e ela é irrevogável, porque se estende a todos os tempos, por toda a eternidade.Ide, malditos, para o fogo eterno.Considera, ó minha alma, essa eternidade tremenda.Ó eternidade de penas eternas, como horrível és tu!

Escuta também a sentença que decidirá sobre a sorte feliz dos bons:Vinde, dirá o juiz.Ah! esta é a doce palavra de salvação, pela qual o Nosso Divino Salvador nos há de chamar a Si, para recebermos, bondoso, entre seus braços.Vinde, benditos de meu Pai.Ó benção preciosa e incomparável, que encerra em si todas as bênçãos!Possuí o reino que vos está preparado desde o criação do mundo.Ó meu Deus, que graça!Possuir um reino que nunca terá fim!
Santo Afonso Maria de Ligório falando do Juízo dizia:

Considera que, logo que a alma tenha saído do corpo, será conduzida ao tribunal de Deus para ser julgada.O Juiz é um Deus Onipotente, ultrajado por ti, e sumamente irado.Os acusadores são os demônios, teus inimigos; o processo teus próprios pecados; a sentença é inapelável; a pena é o inferno.Ali não há companheiros, nem parentes, nem amigos; a causa será resolvida entre Deus e a tua alma.Então compreenderás a hediondez de teus pecados, e não poderás ser tão indulgente com eles, como agora o és.Responderá por teus pecados de pensamentos, palavras, obras, omissão, escândalo, respeitos humanos: tudo se há de pesar naquela grande balança da justiça divina, e se fores encontrado réu de culpa grave, uma só que seja, estarás perdido.Meu Jesus e meu Juiz, perdoai-me antes de me fazer comparecer em vosso tribunal!.

Considera que a justiça divina há de julgar a todos os homens no vale de Josaphat, quando no fim do mundo ressuscitar os corpos para receberem juntamente com as almas prêmio ou castigo, segundo os seus méritos.

Reflete que, se te condenares, tornarás a unir-te a este mesmo corpo, que servirá de prisão eterna á tua alma desgraçada.Naquele encontro desagradável a alma amaldiçoará o corpo, e o corpo por sua vez amaldiçoará a alma; de maneira que a alma e o corpo, que agora correm de mãos dadas em busca de prazeres lícitos, unir-se-ão, em que lhes pese, depois da morte, para ser verdugos um do outro.Ao contrário, se te salvares, esse teu corpo ressuscitará formosíssimo, impassível e resplandecente; e assim irás, em corpo e alma, gozar d vida bem-aventurada.Tal será o fim da cena deste mundo!Afundar-se-ão no nada todas as grandezas, prazeres e pompas mundanas.Tudo acabará: só ficarão as duas eternidades, uma de glória e outra de pena, uma ditosa e outra infeliz, uma de gozos, e outra de tormentos: no céu os justos, no inferno os pecadores.Desgraçado então o que tenha feito do mundo o seu ídolo, e pelos prazeres miseráveis desta terra tenha perdido tudo, alma, corpo, bem-aventurança e Deus!.

Considera a sentença eterna.O Juiz eterno, Jesus Cristo, voltar-se-á primeiro contra os réprobos, a quem dirás: "Ingratos, tudo se acabou para vós!Chegou a minha hora, hora de verdade e justiça, hora de indignação e vingança!Criminosos, amastes a maldição; caia sobre vós: sede malditos na eternidade: ide para o fogo eterno, privados de todos os bens e sob o peso de todos os males".Em seguida voltar-se-á para os escolhidos e dirá: "Vinde vós, meus filhos queridos, vinde possuir o reino dos céus, que vos está preparado.Vinde não já para levar a cruz em pós de Mim, mas para partilhar da minha coroa.Vinde como herdeiros de minhas riquezas e companheiros de minha glória.Vinde cantar eternamente minhas misericórdias.Vinde da terra do exílio á pátria, da miséria ao gozo, das lágrimas á alegria, do sofrimento ao descanso eterno".Meu Jesus, eu espero ser também um destes filhos afortunados.Amo-Vos sobre todas as coisas, abençoai-me desde este momento, e abençoai-me também vós, ó Maria minha querida Mãe!.

Fonte: Rainha dos apóstolos 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

[Vídeo] Por que Padre Pio apanhava do demônio? - Pe.Paulo Rircado.


Por que Padre Pio apanhava do demônio? 

Como explicar as agressões físicas causadas pelo demônio sobre Padre Pio? Uma vez que o demônio é um ser espiritual como é possível que ele atue no mundo material ?

Em um vídeo  curto, direto e objetivo padre Paulo Rircado explica este grande mistério

Vídeo :




Downloads do àudio, apenas clique no botão abaixo :




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fora da Igreja Católica existe salvação ? Padre Paulo Ricardo (Vídeo e Áudio).


Padre Paulo Rircado vem fala sobre um tema muito polêmico Existe Salvação Fora de Igreja ?

Além disso veja também:



  1. Por que só Jesus Salva?
  2. O que corpo místico de cristo?
  3. Como chegar a salvação?
  4. A igreja Católica é invenção humana?
  5. O que é Igreja Católica?
  6. O que é a Doutrina da Igreja?
  7. O que é heresia?
  8. O que é excomunhão por heresia?
  9. Fora da Igreja existe salvação? 
  10. As pessoas que nunca ouviram falar de Cristo alcançarão o céu?  De que maneira? 
  11. Os mártires dos primeiros séculos?
  12. O que diz a bíblia?
  13. O que diz os documentos e concilios da Igreja?
  14. entre outras perguntas e complementos

Estas perguntas correram o país e as respostas dadas sinalizam para o estado da fé no Brasil. Com base nos ensinamentos da Igreja, Padre Paulo Ricardo faz uma reflexão sobre estas indagações e da esclarecimentos .

Assista e compartilhe!!!


Em Aúdio:





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Vejam em vídeo:


Quem é Padre Paulo Ricardo na Igreja ?

  • Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil).
  • É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987); 
  • bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).
  • Já exerceu os seguintes ofícios eclesiásticos na Arquidiocese de Cuiabá: Vigário Paroquial da Catedral-Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá (1994-1997). 
  • Reitor do Seminário Cristo Rei (1996-2010). 
  • Vigário Judicial (1998-2011).
  •  Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Barão de Melgaço, no pantanal de Mato Grosso (1998-2009).
  • Secretário Geral do Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá (2004-2008). 
  • Foi por diversos mandatos membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores (1994-2010).
  • Lecionou nas seguintes instituições: Faculdades de Filosofia e de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande, MS (1994-1995); 
  • Instituto Regional de Teologia (ITEO) – Campo Grande – MS (1994-2000); Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa – Cuiabá, MT (1999-2012).
  • Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT e se dedica à evangelização através dos meios de comunicação. É membro do do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Santa Sé (Congregação para o Clero), desde 2002. Leciona Teologia no Instituto Bento XVI, da Diocese de Lorena, SP, desde 2011.
  • É autor de diversos livros e apresenta semanalmente o programa “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
  • Ministra diversos cursos sobre Catolicismo no site www.padrepauloricardo.org.


domingo, 11 de agosto de 2013

Lutero, os Reformadores, defensores de Nossa Senhora.


O protestantismo atual se mostra intolerante com a Virgem Santíssima, no entanto, Martinho Lutero, Calvino, Zwinglio, e os reformadores do Séc. XVI tinham uma estima e reverência
profundas a Nossa Senhora, como poderemos ver abaixo. Algumas denominações protestantes estão redescobrindo isso. Por exemplo, Madre Basiléia Schlink, luterana, prega a recuperação da
veneração à Virgem Mãe de Deus.

Lutero, em 1522, escreveu um belo comentário do Magnificat de Nossa Senhora, onde repetidas vezes a chama de a “doce Mãe de Deus”. E nele Lutero pede à Virgem “que ore por ele”.
Entre outras coisas ele disse da Virgem Maria: “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe!
Amém. (“Comentário do Magnificat”).

Como então os protestantes, os seguidores de Lutero, não aceitam a intercessão de Nossa Senhora? É bom recordar também que Lutero implorou a intercessão de Santa Ana, mãe de Nossa Senhora, quando quase foi atingido por um raio.
Lutero disse ainda: “Ela [Maria]nos ensina como devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem pro­curar nele o nosso interesse… Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre como o da Virgem. ” (“Maria Mãe dos homens”, Edições Paulinas, SP, p. 561).

“Maria – escreve Lutero – não se orgulha da sua dig­nidade nem da sua indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra… Ela não exaltou nem a vir­gindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça. (…) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus”. (idem) Lutero mostra que Nossa Senhora não atrai a nossa atenção sobre Si, mas leva-nos a olhar para Deus: “… Maria não quer ser um ídolo; não é Ela que faz, é Deus que faz todas as coisas. Deve ser invocada para que Deus, por meio da vontade dela, faça aquilo que pedimos; assim devem ser invocados também todos os outros santos, dei­xando que a obra seja inteiramente de Deus” (idem pp.574-575).

Madre Basiléia, é da Sociedade das Irmãs de Darmtadt, fundada na Alemanha e presente no Brasil, luterana; no entanto, as irmãs dessa Comunidade acrescentam no seu nome de Batismo o de Maria, como acontece em algumas Congregações católicas. M. Basiléia escreveu o livro “Maria – Der Weg der Mutter des Herrn”, sobre o “Caminho de Maria”, publicado em Português, em Curitiba (1982), onde cita algumas coisas que Lutero escreveu da Virgem Maria, que transcrevemos da Revista Pergunte e Responderemos, n. 429, 1998 – Lutero e Maria Santíssima, pp. 81-86).

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“O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe um carro de outro e conduzi-la com 4000 cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: “Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano”. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo, e apesar disso, é de fato a Mãe de Deus.
         Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria”.
“Esta única palavra “mãe de Deus” contém toda a sua honra. Ninguém pode dizer algo de maior dela ou exalta-la, dirigindo-se à ela, mesmo que tivessem tantas línguas quantas folhas crescem nas folhagens, quantas graminhas há na terra, quantas estrelas brilham no céu e quantos grãozinhos de areia existem no mar. Para entender o significado do que é ser mãe de Deus, é preciso pesar e
avaliar esta palavra no coração”. (Explicação do Magníficat)

Depois de citar essas palavras de Lutero, M. Basiléia ainda escreve: “Ao ler essas palavras de Martinho Lutero, que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas
de Maria  diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada
Escritura.Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: “Maria
é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27 da Apologia de Confissão de Augsburgo).
Em 1537, em seus “Artigos da Doutrina Cristã”, é o próprio Lutero quem diz: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de
Maria pura, santa e sempre virgem”.
M.Basiléia explica porque escreveu este livro para os evangélicos: “Minha intenção ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus… Minha sincera intenção ao escrever esse livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as Palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador”.
Continua M. Basiléia: “A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor; receando com isso reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que aconteceu é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua Mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado”… “É também intenção nossa – como Imaculada de Maria – contribuir em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: “Bem-aventurada a que creu”! João Calvino, o reformador protestante de Genebra, aceitou o título de “Mãe de Deus” (Théotokos) definido pelo Concílio de Éfeso, no ano 431, quando foi condenada a heresia de Nestório. Ele sustenta a Virgindade de Maria, afirmando que os irmãos de Jesus citados em Mt
13, 55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da Sagrada Escritura”. (Revista PR, n. 429, p. 34, 1998)

Calvino disse: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus Cristo, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de
Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

Em 1542, João Calvino publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão” .“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.”
(“Corpus Reformatorum”)

Zwinglio, o reformador protestante de Zurich, conservou três festas marianas (Anunciação, Visitação, Apresentação no Templo) e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. (PR, idem)
John Wesley, fundador da Igreja metodista na Inglaterra, em 1739, disse: “Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”
Ora, se os fundadores do protestantismo veneravam e amavam tanto a Virgem Maria, por que, então, hoje, observamos um afastamento da Mãe de Deus? Nossos irmãos separados devem com urgência rever esta questão, como pede a luterana M. Basiléia. Não queremos afrontar esses nossos irmãos, ao contrário, queremos apenas convidá-los para juntos louvarmos e honrarmos Aquela que nos deu o Salvador.

Fonte: Prof. Felipe Aquino - Canção Nova

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PROVAS BÍBLICAS QUE FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO (PARTE 1)



O que esta frase quer dizer? Esta sentença é dos grandes Padres da Igreja, como Santo Agostinho (430), São Justino (165), Santo Irineu (200), etc., e mostra que a Igreja é fundamental, necessária e única para a nossa salvação.

Como entender esta afirmação? De maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo, explica o Catecismo da Igreja: “Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio Vaticano II] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação”.

Jesus Cristo é o único mediador e caminho da salvação, mas Ele se torna presente para nós no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, mostrando a necessidade da fé e do batismo para a nossa salvação [Mc16,16 – “Quem crer e for batizado será salvo...”], ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Diz o Catecismo que:

“Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar (LG 14)”. (Cat. §846)


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Quando a Igreja nos toca pelos Sacramentos, é o próprio Cristo que nos toca. Jesus disse aos Apóstolos (hoje os bispos): “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou’ (Lc 10,16). Desprezar a Igreja e seu magistério sagrado, é desprezar a Cristo. Disse o Papa Paulo VI que “quem não ama a Igreja, não ama a Jesus Cristo”.

São Paulo na Carta a S. Timóteo diz que: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4), e afirma em seguida que: “A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade”. (1Tm 3,15)

O Catecismo afirma que: “A única Igreja de Cristo… subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele… (LG .” (§870)

A Igreja é apostólica: está construída sobre “Os doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21,14); ela é indestrutível (Mt 16,18); é infalivelmente mantida na verdade (Jo 14,25; 16,13; §869)

Para manter a Igreja isenta de erros de doutrina “Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade.” (LG 12; DV 10).

Mas o Catecismo explica que: “Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com o coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna”. (§848)

Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA

   
A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA
"A SANTA MISSA , É A OBRA NA QUAL DEUS COLOCA SOB OS NOSSOS OLHOS TODO O AMOR QUE ELE NOS TEVE ; É , DE CERTO MODO , A SÍNTESE DE TODOS OS BENEFÍCIOS QUE ELE NOS FEZ - SÃO BOAVENTURA


E ASSIM É, SE DE VERDADE PENSÁSSEMOS NO VALOR INFINITO DA SANTA MISSA , DESEJARÍAMOS PARTICIPAR DELA E PROCURARÍAMOS POR TODOS OS MODOS ACHAR O TEMPO PARA ISSO. OBSTÁCULOS NÃO TINHAM PARA OS SANTOS, QUANDO SE TRATAVA DE NÃO PERDER A SANTA MISSA.

 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , CERTA VEZ , EM UMA DAS RUAS , SE SENTIU TOMADO POR VIOLENTAS DORES NAS VÍCERAS . O COIRMÃO QUE O ACOMPANHAVA , O EXORTOU A PARAR PARA TOMAR UM REMÉDIO . MAS O SANTO , QUE AINDA NÃO TINHA CELEBRADO A SANTA MISSA NAQUELE DIA , RESPONDEU PRONTAMENTE AO COIRMÃO : "MEU CARO , VOU FAZER DEZ MILHAS A PÉ , MAS NÃO VOU PERDER A SANTA MISSA" .

SÃO JOÃO BOSCO TAMBÉM OUTRO GRANDE SANTO, RECOMENDAVA VIVAMENTE: "FAÇAMOS TODO ESFORÇO EM IR Á SANTA MISSA , MESMO NOS DIAS DE SEMANA , AINDA QUE PARA ISSO TENHAIS QUE SOFRER ALGUM INCÔMODO. POIS COM ISSO OBTEREIS DO SENHOR, TODA SORTE DE BENÇÃOS"

A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA, DEVE FAZER-NOS COMPREENDER A EXIGÊNCIA DE UMA PARTICIPAÇÃO ATENTA E DEVOTA AS SACRIFÍCIO DE JESUS. ADORAÇÃO, AMOR E DOR DEVERIAM SER NOSSOS SENTIMENTOS DOMINANTES. 

O SUMO PONTPIFICE, PIO XII:  ESCULPIU EM PENSAMENTOS MARAVILHOSOS ( REPETIDOS MAIS TARDE NO CONCÍLIO VATICANO II) , O ESTADO DE ALMA COM QUE PRECISAMOS PARTICIPAR DA SANTA MISSA: 

"O ESTADO DE ALMA EM QUE SE ACHAVA O NOSSO DIVINO REDENTOR , QUANDO FEZ O SACRIFÍCIO DE SI MESMO: UMA HUMILDE SUBMIÇÃO DO ESPÍRITO , ISTO É , A ADORAÇÃO , O AMOR , O LOUVOR E O AGRADECIMENTO Á SUMA MAJESTADE  DE DEUS. 

REPRODUZIR EM NÓS MESMOS AS CONDIÇÕES DA VÍTIMA , A ABNEGAÇÃO DE NÓS MESMOS CONFORME OS PRECEITOS DO EVANGELHO , O VOLUNTÁRIO E ESPONTÂNEO SACRIFÍCIO DA PENITÊNCIA, A DOR E A EXPIAÇÃO DOS NOSSOS PRÓPRIOS PECADOS"PERGUNTEMOS A NÓS MESMOS, SERIAMENTE: É REALMENTE ESTE O ESTADO DE ALMA COM QUE NÓS PARTICIPAMOS DA SANTA MISSA? A VERDADEIRA PARTICIPAÇÃO ATIVA, É AQUELA QUE NOS TORNA VÍTIMAS IMOLADAS COMO JESUS, QUE CONSEGUE O ESCOPO DE "REPRODUZIR EM NÓS MESMOS OS DELINEAMENTOS DOLOROSOS DE JESUS, COMO DIZIA PIO XII

"DANDO-NOS UMA UNIÃO COMUM COM CRISTO EM SEUS SOFRIMENTOS E A CONFORMIDADE COM ELE EM SUA MORTE" - (FL 3,10). NA VERDADE , QUANDO VAMOS Á MISSA , DEVERÍAMOS IR , REPETINDO COMO FAZIA SÃO TOMÉ : "VAMOS , NÓS TAMBÉM , PARA MORRERMOS COM CRISTO!" - (JO 11,16) . DEVEMOS SEGUIR ATENTAMENTE O SACERDOTE NO ALTAR . ASSIM , VENCEMOS MAIS FACILMENTE AS DISTRAÇÕES E O TÉDIO , E AOS DOMINGOS NÃO SE FICARÁ PERGUNTANDO , COMO FAZEM MUITOS , ONDE É QUE A MISSA É MAIS RÁPIDA , POIS ELES NÃO VÊEM A HORA QUE ELA ACABE . DURANTE O TEMPO DA SANTA MISSA , A NOSSA ÚNICA PREOCUPAÇÃO , DEVE SER A DE ACOMPANHÁ-LA . BASTA IR LENDO COM O SACERDOTE AS ORAÇÕES , QUE ELE RECITA NO ALTAR . ASSISTIR Á MISSA DE FATO , É COMO ESTAR PRESENTE NO CALVÁRIO

O PAPA JOÃO PAULO II , EM UM DISCURSO AOS JOVENS , DISSE EM UMA FRASE SIMPLES E ADMIRÁVEL: "IR Á MISSA , QUER DIZER IR AO CALVÁRIO, PARA ENCONTRAR-NOS COM CRISTO, O NOSSO REDENTOR"  . UM ENCONTRO DE AMOR E DE DOR COM JESUS CRUCIFICADO: ISTO É QUE É PARTICIPAR DA SANTA MISSA. NÃO SE PODE SEPARAR A SANTÍSSIMA EUCARÍSTIA DA PAIXÃO DE JESUS, DIZIA SANTO ANDRÉ AVELINO , GEMENDO ENTRE LÁGRIMAS. CERTA VEZ, PERGUNTARAM Á SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA: PADRE, O SENHOR DEVE SOFRER MUITO POR FICAR EM PÉ DURANTE TODA A MISSA, APOIADO SOBRE AS CHAGAS SANGRENTAS DOS SEUS PÉS! O SANTO PADRE PIO, RESPONDEU: DURANTE A SANTA MISSA , NÃO ESTOU DE PÉ , ESTOU SUSPENSO" . QUE RESPOSTA !! AS DUAS PALAVRAS "ESTOU SUSPENSO", EXPRIMEM VIVA E FORTEMENTE AQUELAS OUTRAS PALAVRAS, "CRUCIFICADO COM CRISTO", DITAS POR SÃO PAULO (GI 2,19) , E QUE DISTIGUEM A VERDADEIRA E PLENA PARTICIPAÇÃO NA MISSA DE UMA PARTICIPAÇÃO VAZIA , ACADÊMICA E TALVEZ ATÉ RUIDOSA . QUANDO ASSISTIMOS Á MISSA , DEVEMOS ESTAR TOTALMENTE CONCENTRADO NO TREMENDO MISTÉRIO QUE ESTÁ ACONTECENDO DIANTE DE NOSSOS OLHOS : A REDENÇÃO DE NOSSA ALMA , E A RECONCILIAÇÃO COM DEUS . A VERDADEIRA PARTICIPAÇÃO NA SANTA MISSA , DEVE FAZER DE NÓS , VÍTIMAS COM A VÍTIMA , QUE É CRISTO. 

SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA , PEDIA AOS DEVOTOS PRESENTES , QUE ASSISTISSEM Á MISSA DE JOELHOS , RECORDANDO-Á DO IMPRESSIONANTE SILÊNCIO EM QUE O RITO SAGRADO SE DESENROLAVA E O SOFRIMENTO CRUEL QUE SE FAZIA NOTAR , NO ROSTO DE PADRE PIO , ENQUANTO ELE IA PRONUNCIANDO COM ESFORÇO AS PALAVRAS DA CONSAGRAÇÃO , E TAMBÉM DO FERVOR DA ORAÇÃO SILENCIOSA DOS FIÉIS QUE ENCHIAM A IGREJA . MAS A SOFRIDA PARTICIPAÇÃO DE SANTO PADRE PIO NA SANTA MISSA , É A MESMA DE TODOS OS SANTOS . AS LÁGRIMAS DE PADRE PIO , ERAM COM AS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS (QUE MUITAS VEZES SE TORNAVAM SANGUÍNEAS) , COMO AS DE SÃO VICENTE FERRER , DE SANTO INÁCIO , DE SÃO FELIPE NERI , DE SÃO LOURENÇO DE BRINDESI (QUE CHEGAVA A ENSOPAR DE LÁGRIMAS SETE LENÇOS) , DE SANTA VERÔNICA GIULIANI , DE SÃO JOSÉ COPERTINO , DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , DE SANTA GEMA.....MAS AFINAL , COMO FICAMOS INDIFERENTES , DIANTE DA CRUCIFIXÃO E DA MORTE DE JESUS CRISTO ? POR CERTO , NÃO HAVEMOS DE SER , DE MODO ALGUM , COMO OS APÓSTOLOS ADORMECIDOS NO GETSÊMANI , NEM , MUITO MENOS , COMO OS SOLDADOS , QUE POUCO SE IMPORTAVAM COM OS ATROZES ESPASMOS DE JESUS AGONIZANTE . MAS INFELIZMENTE , ESTA É A REALIDADE ANGUSTIOSA QUE SE VÊ HOJE EM DIA , QUANDO SE ASSISTE ÁS CHAMADAS MISSAS BEATS , CELEBRADAS AO TOQUE DE GUITARRAS E ACOMPANHAMENTOS ESTRIDENTES , COMO DANÇAS , PULOS E PALMAS TOTALMENTE INCOVENIENTES, E CONTRÁRIAS Á LITURGIA, COM MULHERES E HOMENS VESTIDOS DE MODO INCOVENIENTE, E POR JOVENS QUE OSTENTAM AS MAIS EXTRAVAGANTES MANEIRAS. PESSOAS QUE CONVERSAM E SE DISTRAEM DE FORMA VOLUNTÁRIA, DURANTE TODA Á SANTA MISSA, QUE COMUNGAM EM ESTADO DE PECADO, DE FORMA SACRÍLEGA, SEM O MENOR TEMOR. PESSOAS QUE NÃO VÊEM A HORA DA MISSA TERMINAR , SEM DAR AO MENOS ALGUNS POUCOS SEGUNDOS DE AÇÃO DE GRAÇAS , SAINDO ÁS PRESSAS DA IGREJA , ATÉ MESMO ANTES DA BENÇÃO FINAL DE SACERDOTE....."SENHOR , PERDOAI-LHES.....".

TAMBÉM SÃO JOÃO BOSCO, LAMENTAVA AMARGAMENTE O COMPORTAMENTO DE CRISTÃOS QUE , NA IGREJA , FICAVAM "VOLUNTARIAMENTE DISTRAÍDOS , SEM NENHUMA MODÉSTIA , SEM ATENÇÃO , SEM RESPEITO , DE PÉ , OLHANDO PARA CÁ E PARA LÁ . ESSES TAIS , NÃO ASSISTEM AO DIVINO SACRIFÍCIO COMO MARIA E JOÃO , MAS COMO OS JUDEUS , PREGANDO DE NOVO , A JESUS NA CRUZ" . OLHEMOS PARA NOSSA SENHORA E PARA OS SANTOS. IMITEMO-LOS. SÓ MESMO ACOMPANHANDO-OS É QUE SEGUIREMOS PELO CAMINHO CERTO QUE É "AGRADAVEL Á DEUS" (1 COR 1,21)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Porque a castidade deve ser guardada até o casamento?


Porque a castidade deve ser guardada até o casamento?

Primeiro, porque é mandamento de Deus... E quanto ao por quê?

Porque desde os primórdios, com o passar das tradições culturais,
por honrosa atitude de respeito pela própria mulher e suas famílias.

Deveria sempre ser uma celebração extraordinária de uma linda e abençoada união,
em que o casal por amor e obediência primeiramente ao nosso Senhor,
consagram-se juntos um ao outro em comunhão com Deus.

Agora, quando geralmente a castidade é quebrada antes do casamento, ou seja, em um namoro não santo e nem casto...até porque, um namoro santo não tem referência única a castidade, mas ao respeito de uma forma geral a Deus primeiro, e em seguida a(ao) parceiro(a)...

enfim, devido a esta quebra de respeito e obediência, geralmente acaba acarretando tribulações, problemas, sentimentos de posse sobre o(a) outro(a), o que só dá mais forças ao pecado e a uma paixão irracional.


Ocorre muito também, que as pessoas acabam não percebendo, mas a paixão acaba ganhando mais força que o amor, e com esse desiquilíbrio no relacionamento, o inimigo entra pela brecha deixada pelo pecado, ti faz pensar que toda esta ação, de dor, impotência, e até de falta de amor próprio, são causas do próprio AMOR...

Não se enganem, pois nada disso é causado pelo AMOR, mas pela paixão.

Em relacionamento em que Deus não é o centro, não há AMOR, mais apenas sentimentos carnais de paixão.

Está escrito que Deus é AMOR, então se Deus não está no centro, então não há amor, logo não há a benção nem confirmação, como vontade de Deus.

Fonte:  Alegria da Igreja (Facebook) 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

10 CONSELHOS PARA UM NAMORO SANTO E NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE.


Desejo compartilha dez conselhos para os jovens e outras pessoa, para que não venham cometer o ato sexual antes do momento “certo”, no caso o casamento. Confira abaixo :

1) Evite más companhias e conversas. 

Se você andar com pessoas não cristãs, ficará dominado por eles com o tempo, logo se verá falando a agindo como eles. A Bíblia diz: “Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor.  (II Co. 6:17)

2) Evite o segundo olhar desejosos. 

Você não pode controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo, para não se torna cobiça que é um pecado que leva a tantos outros na área da sexualidade.

3) Tenha cuidado com a maneira de vestir-se

Deve ser um assunto entre você e Deus as roupas que usa. fale: De agora em diante vou vestir-me como se Jesus e Maria Santíssima fossem os meus acompanhantes. Tenha isso em mente sempre.

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4) Escolha cuidadosamente os filmes, séries e programas de televisão que vai assistir.

5) Tome cuidado com o que você lê

A literatura de hoje em dia apela muito ao instinto sexual.

6) Esteja em guarda com relação a seu tempo livre.

 Davi tinha o tempo em suas mãos, viu Beteseba e caiu em complicações.

7) Faça uma regra de nunca se envolver em namoro pesados e mundanos.

 Importante isso ! Jovens cristãos deviam orar antes de cada encontro com os namorado(a). A jovem que tem Jesus Cristo em seu coração possui um poder para dizer “não” aos avanços de qualquer rapaz. E o rapaz que conhece Jesus Cristo tem poder para disciplinar sua vida e disse "não" aos avanços de qualquer moça. Pense em Jesus Eucarístico, na Virgem Maria eles te ajudarão.

8) Invista grande parte de seu tempo lendo as Escrituras, Estudando, Orando e fazendo atividades sozinho ou em grupo de amigos que não gerem pecados graves

“Guardo no fundo do meu coração a vossa palavra, para não vos ofender. . (Sl 119:11) – Memorize versículos de libertação e repreensão e quando a tentação chegar, na sua mente e coração cite-os. A palavra de Deus, Jesus Eucarístico, a  Virgem Maria e a Santa Igreja são as únicas coisas que satanás não pode se opor. 

Faça atividades sozinho ou em grupo para lugares legais como shopping, cinema, parques, etc. lugares onde você não vai pecar gravemente. Pois diz a palavra "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar". (I São Pedro 5,8)

9) Cultive Jesus Cristo eucarísticos em seu coração e vida

Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.  (Jo 6:56)

10) Por fim tenha sempre a devoção do Santo terço ou rosário.

 Pela ação da Mãe, Jesus realiza maravilhas. Confira um grande milagre através do rosário -->> Clique Aqui  

Espero te ajudado ! 

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Ass: Geovani Alves.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dom Alberto Taveira tira dúvidas da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares.

Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC à CNBB

Dom Alberto Taveira fala da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares



Em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sou o Assistente Espiritual do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica, um dos mais significativos Movimentos Eclesiais existentes em nosso tempo. Algumas interrogações me foram feitas por Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo de Nova Friburgo-RJ, proporcionando-me levar ao Conselho Permanente da CNBB alguns esclarecimentos, que podem servir a tantos irmãos e irmãos da RCC ou que desejam conhecê-la mais de perto. Eis o texto escrito que apresentei à 58ª Reunião do Conselho Permanente da
CNBB:

Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC


Foi-me pedido para fazer uma breve comunicação a respeito de alguns pontos sobre a Renovação Carismática Católica (RCC). Escolhi dois caminhos, sendo o primeiro uma consulta feita aos coordenadores nacionais da RCC, aos quais encaminhei as perguntas feitas, com respostas que me foram apresentadas por Reinaldo Beserra, do Escritório Nacional da RCC e membro do Conselho Internacional da RCC – (ICCRS). Tais respostas correspondem e são plenamente assumidas por mim, por corresponderem ao que penso e às orientações que costumo oferecer à RCC. Em seguida, desejo apresentar algumas propostas.

O Dom das Línguas 

I – Esclarecimentos solicitados pelo CONSEP, a pedido de Dom Rafael:

1. “Benefícios” da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Carismas são “manifestações do Espírito para proveito comum”. São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade.
Conceituação:

a) “É um dom de oração cujo valor, enquanto ‘linguagem de louvor’, não depende do fato de que um linguista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo”. É uma linguagem a-conceitual, que se “assemelha” às línguas conceituais. Não supõe absolutamente um estado de “transe” para praticá-la, não corresponde a um estado “extático”, e nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade.

b) É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a “falar uma língua” que só Deus entende.

2. O “falar em línguas”, consignado nas Escrituras comporta três modalidades:

a) a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que portanto não requer interpretação. Embora de caráter pessoal, ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus – que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra – por certo entende. Vale a intenção que está em nosso coração.

b) Essa oração também pode ser expressa em modalidade de canto, uma oração com uma melodia que não foi pré-estabelecida. Também essa modalidade não requer interpretação. A diferença em relação à modalidade anterior, é que aqui se trata de orar em línguas, mas num ritmo não falado, de expressão e cadência musical, de notas que se sucedem improvisadamente, numa modulação lírica com que se celebra as maravilhas de Deus. São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de “composição artística”. Santo Agostinho, comentando as palavras do Salmo “Cantai ao Senhor um Cântico novo”, adverte que o cântico novo não é coisa “de homens velhos”. “Aprendem-no os homens novos, renovados da velhice por meio da graça, pertencentes ao Novo Testamento, que já é o Reino dos Céus. Por ele manifestamos todo o nosso amor e lhe cantamos um canto novo. Quando podes oferecer-lhe tamanha competência que não desagrade a ouvidos tão apurados?… Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então, resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo” .

c) Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes. Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de “falar em línguas” em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo, edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de “mensagem em línguas”, ou ainda de “profecia em línguas”. Em oposição ao “falar em línguas” durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então “interpreta” a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de “falar mensagem em línguas” é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração.

3. Quando se deve orar em línguas? Só em atos próprios da RCC? Na TV para todos? Pode ser utilizada durante a Santa Missa, como parece ter acontecido na Oração dos fiéis nas missas de TV?

a) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar. Nos atos próprios da RCC, o Documento 53, n. 25 da CNBB, já o levou em consideração.

b) Se a TV está transmitindo um ato próprio da RCC, não é possível “encenar” um comportamento que anule a identidade do Movimento. O exercício do carisma de orar em línguas é parte constitutiva da RCC. De nossa parte – os “carismáticos” – não temos de que nos envergonhar dessa prática, e nem temos nada a esconder. Somos assim. nossos Grupos de Oração estão sempre com as portas abertas, e qualquer um pode conferir lá o que somos e o que praticamos.

c) Na Santa Missa: Se são missas celebradas em atos específicos da RCC, parece-nos que sim, desde que se exercite essa oração nos momentos ditados pelo bom senso e pela orientação do celebrante, de modo respeitoso, profundamente oracional, não exibitório, especialmente como glorificação a Deus, como expressão de contrição, como petição, e como ação de graças.

d) A RCC tem clara consciência de que a Igreja, durante muito tempo, não se abriu à essa forma de se exercitar os carismas. Por isso ela sabe que, esse reavivamento de perfil pentecostal que se colocou em marcha no último século – especialmente a partir de Helena Guerra, que motivou Leão XIII a escrever uma Encíclica sobre o Espírito Santo, passando por João XXIII, que pediu um novo Pentecostes para a Igreja e a “renovação dos sinais e prodígios da aurora da Igreja”, bem como pelo Concílio Vaticano II, onde Deus, providencialmente, lançou as bases e os fundamentos que tornaram possível o surgimento e a fundamentação do Movimento Pentecostal Católico, até João Paulo II, com sua Dominum et Vivificantem, e a inspirada exortação pronunciada na celebração de Pentecostes de 29 de maio de 2004, que dizia: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio. [...] Abram-se com docilidade aos dons do Espírito Santo! Recebam com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!” – precisa ser acolhido com abertura de espírito e destemor, mas também com bom senso, com humildade, com respeito pelas diferentes opções de engajamento na pastoral orgânica da Igreja, em absoluta adesão à doutrina da Igreja Católica, não escandalizando por falta de decoro litúrgico ou religioso, dentro da ordem, mas também não deixando de ser fiel à vocação que Deus nos faz, de, nesses tempos, contribuir para “revelar à Igreja aquilo que já lhe é próprio: sua dimensão carismática”.

e) No rito do Sacramento da Crisma, ao final da Oração dos fiéis, o Bispo reza: “Ó Deus, que destes o Espírito Santo a vossos apóstolos e quisestes que eles e seus sucessores o transmitissem aos outros fiéis, ouvi com bondade a nossa oração e derramai nos corações de vossos filhos e filhas os dons que distribuístes outrora no início da pregação apostólica”.

f) É de se esperar que, recebendo tais dons, possamos exercitá-los, pois “da aceitação desses carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exercê-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja e do mundo, na liberdade do Espírito Santo, que ‘sopra onde quer’ e ao mesmo tempo na comunhão com os irmãos em Cristo, sobretudo com seus pastores, a quem cabe julgar sobre a autenticidade e o uso dos carismas dentro da ordem, não por certo para extinguirem o Espírito, mas para provarem tudo e reterem o que é bom”.

g) “Na lógica da originária doação donde derivam, os dons do Espírito Santo exigem que todos aqueles que os receberam os exerçam para o crescimento de toda a Igreja, como no-lo recorda o Concílio”.

 Repouso no Espírito: 



O Documento 53, no número 65, aborda o tema e diz a respeito: “Em Assembléia, grupos de oração, retiros e outros reuniões evite-se a prática do assim chamado ‘repouso no Espírito’. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento”.

a) O Cardeal Suenens, que escreveu muito sobre a RCC e a apoiou, foi muito cauteloso em relação à prática do repouso no Espírito, recomendando reserva.

b) Pe. Robert De Grandis foi quem muito a divulgou aqui pelo Brasil e tem um livro sobre o assunto.

c) Pe. Antonello, da Arquidiocese de S. Paulo, pratica-o com bastante freqüência e também escreveu sobre o assunto.

d) Não há fundamentação bíblica consistente sobre ele, embora sua prática remonte aos grupos qualificados de entusiastas, especialmente nos grupos de reavivamento nos Estados Unidos entre os séculos XVII e XIX.

e) “O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-Comunhão os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons especiais, chamados carismas. Podem assumir as mais variadas formas, tanto como expressão da liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja” . Em muitas ocasiões – especialmente quando praticado em atendimentos pessoais, em clima de oração –, de modo especial em atendimentos de oração por cura interior, essas manifestações se revelam perceptivelmente legítimas, sem componentes de perfil patológico, gerando em quem a experimenta profunda paz e bem estar, com conseqüente reavivamento ou novo compromisso, com os compromissos relativos à fé. Pe. Isaac Isaias Valle, por exemplo, de Porto Feliz, na Arquidiocese de Sorocaba, sacerdote muito estudioso e preparado doutrinariamente, atende as pessoas utilizando-se dessa prática.

f) Em muitas ocasiões – especialmente em grandes encontros – há um visível descontrole emocional da parte de muitos nos quais se manifesta tal fenômeno, chegando-se mesmo a identificáveis casos de histeria, seja por desequilíbrio de cunho psicológico. Como diz João Paulo II, “na verdade, a ação do Espírito Santo, que sopra onde quer, nem sempre é fácil de se descobrir e de se aceitar. Sabemos que Deus atua em todos os fiéis cristãos e estamos conscientes dos benefícios que provém dos carismas, tanto para os indivíduos como para toda a comunidade cristã. Todavia, também temos consciência da força do pecado e as confusões na vida dos fiéis e da comunidade.”

g) Assim, não é oportuno incentivar tal prática. Mas há vezes em que, sem que ninguém estimule, ocorre tal manifestação. Então, surge a oportunidade para cumprir o que determina o Documento 53, buscando aprofundar o entendimento sobre a matéria, pela observação com um estudo do caso, até perguntando à pessoa como é que ela está se sentindo, se aquilo lhe gerou paz, se o seu é um histórico sem comprometimentos outros, etc, para chegar a um discernimento sobre as características que possam nos ajudar a identificar a legitimidade do repouso.

Sobre as inspirações particulares: 

Em geral a liderança da RCC tem tido bastante bom senso no exercício dessas chamadas inspirações, ou moções. Junto com os dons da Palavra de Ciência e a Palavra de Sabedoria, a RCC se esmera em fazer uso do Dom do Discernimento Carismático. Podem ocorrer exageros e afoitas condutas? Claro que sim. Mas a realidade dos fatos logo “traz para a terra” aqueles espíritos mais atabalhoados, e que agem por impulsos meramente humanos, e de maneira até irresponsável. Na observância dos resultados práticos e dos frutos produzidos por tais inspirações é que a RCC busca aprender a deixar-se conduzir pelo Espírito, que – segundo a Apostolicam Actuositatem – distribui também aos leigos dons e carismas para capacitá-los a anunciar o Reino, com poder. É possível encontrar-se falsas moedas. Mas não vamos, com elas, jogar fora as legítimas, as verdadeiras. Em 2003, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou a RCC a dar sua contribuição no Colóquio Internacional sobre a Oração para pedir de Deus a cura, realizado em Roma, sob os auspícios daquele Conselho, reconhecendo nela essa prudência.
II – Propostas:

a) Ao acompanhar a RCC, percebo que existe seriedade, busca de maior conhecimento teológico em suas lideranças e docilidade. Sugiro que a Comissão Episcopal de Doutrina promova um estudo sobre os Carismas e as práticas da RCC, com seus representantes. Pode até surgir uma nova e mais atualizada orientação pastoral.

b) Sugiro que os senhores bispos verifiquem em suas Dioceses os eventuais problemas, proporcionando uma orientação segura, através de um assistente diocesano que possa acompanhar de perto.

c) Nos Congressos Estaduais da RCC, seria muito oportuno que o Bispo do local em que o mesmo se realiza se fizesse presente com a apresentação de um tema de formação. Penso que “adotando a criança”, poderemos orientar melhor e os membros da RCC não se sentirão marginalizados, mas membros vivos das Igrejas particulares.
Dom Alberto Taveira*
A oração em línguas é um dom do Espírito Santo (1 Cor 12,10). São Paulo faz vária citações sobre esse carisma e sua importância para quem o põe em prática. Vemos o apóstolo delongar-se na instrução aos Coríntios sobre o uso do dom das línguas e na correção aos exageros que por vezes ocorriam; podemos perceber que esse era um dom usado com muita freqüência, um dom muito comum para eles e assim o foi, nos primórdios, para a Igreja.
Contudo, durante muito tempo esse dom ficou esquecido e ate parecia ter desaparecido do seio da Igreja, mas novamente essa forma de oração tem ganhado expressão e é cada vez mais comum a sua prática em meio a Renovação Carismática.
Quantas vezes nos vemos perdidos, sem saber como rezar? Faltam-nos as palavras. Outras vezes começamos a louvar a Deus e não somos capazes de permanecer sequer cinco minutos em Seu louvor. Outras, ainda, sentimos o coração quase sair do peito de tanta vontade de falar com o Senhor, mas toda palavra que nos chega á boca parece ser insuficiente.
É bom saber que não estamos sozinhos, o Espírito mesmo vem em auxilio à nossa fraqueza.
Porque não sabemos o que devemos pedir nem orar como convém, Ele mesmo se dispõe a orar em nós. Trata-se do próprio Deus, que habita em nossos corações, templos Seus, a orar em nós. Diz a Sagrada Escritura que Ele o faz com gemidos inefáveis, se maneira que a inteligência humana é incapaz de entender.
São gemidos, sílabas que se combinam de maneira inteligível, mas de grande significância. É Deus que, sendo Pai e conhecendo o nosso coração, quer nos levar a uma oração profunda.
Aquele que ora em línguas não diz coisas que a inteligência humana seja capaz de compreender; a sua oração brota do seu coração, do seu espírito, rumo ao coração de Deus; ninguém o compreende, nem mesmo ele próprio, porque diz coisas misteriosas sob a ação do Espírito Santo. Há aqui um obstáculo para as pessoas que racionalizam tudo em demasia. Essa oração é uma humilhação para a inteligência… Quantas pessoas ao orar em línguas perguntam a si mesmas se não estão fazendo papel de estúpidas, até mesmo se sentem ridículas por consentir em iniciar tal forma de oração. Contraditório seria entendê-la quando a Sagrada Escritura diz que não é possível fazê-lo.
Há muitos que dizem não querer saber de dons, que a caridade lhes basta, como se esta se contrapusesse aos carismas e vice-versa. O Espírito Santo nos ensina: “Empenhai-vos em procurar a caridade. Aspirai igualmente os dons espirituais…” Devemos aspirar à caridade na mesma intensidade, da mesma forma e profundidade que os dons espirituais ( que acabam por ser uma operação da própria caridade).
Felizes são aqueles que se ariscam e se aventuram, mesmo quando os sentimentos contrariam a intenção de se lançar nessa maravilhosa experiência, já que aquele que assim reza edifica-se a si mesmo. Todos os outros carismas são para as outras pessoas; a oração em línguas é o único carisma voltado para a edificação pessoal. Convém não desperdiçar.

Fonte: Extraido do livro: “Quando só Deus é a resposta”

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