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sábado, 24 de março de 2012

O Sacramento da Unção dos Enfermos.

  Este Sacramento que nos prepara para a morte se chama Unção dos Enfermos.


 Origem Etimológica

A palavra unção vem do Latim  unctio, e significa ato ou efeito de ungir, de aplicar óleo consagrado numa pessoa.  
Enfermo vem também do Latim infirmus - 'fraco, débil, adoentado”.

  O Sacramento da Unção dos Enfermos – sua instituição
A Instituição do Sacramento da Unção dos Enfermos

O Sacramento da Unção dos Enfermos foi instituído, por Cristo, quando enviando os discípulos dois a dois (conforme descrito em Marcos 6, 7-13), para continuar  a missão de Jesus: pedir mudança radical da orientação de vida (conversão), desalienar as pessoas (libertar dos demônios), restaurar a vida humana (cura). Em Marcos 6,13 está explicito: “Expulsavam demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo”.
Tiago na sua Epístola Católica (Tg 5,14-15) exorta, que no caso de doença, a comunidade intervenha através dos responsáveis, ali chamados de presbíteros. A unção do doente com óleo, juntamente com a invocação do poder do Senhor, assegura para o doente a salvação, isto é, o bem-estar físico (recuperação) e espiritual (o perdão dos pecados)

O Sacramento da Unção dos Enfermos – o por quê de sua instituição

Do mesmo modo que na doença e em perigo de morte precisamos de um fortalecimento especial para o corpo, precisamos igualmente fortalecer a alma, deixando-a pronta para essa passagem terrível que é a morte, quando estaremos diante de Nosso Senhor Jesus Cristo para sermos julgados dos nossos atos.
Para nos ajudar a ir para o Céu, nesse momento da doença grave, Jesus Cristo, o amigo dos doentes, vem-nos em auxílio e institui o Sacramento da Unção dos Enfermos. Sabe-se que Jesus instituiu o Sacramento da Unção dos Enfermos, pelo  que está escrito na Epístola de São Tiago, Apóstolo: “Alguém dentre vós está enfermo? Mande chamar os Presbíteros (Padres) da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará e os pecados que tiver cometido ser-lhes-ão perdoados” (S. Tiago, 14).
Esta carta de São Tiago nos mostra que os Apóstolos já administravam o Sacramento da Extrema-Unção, ou seja, eles só podem ter aprendido isso do próprio Jesus Cristo.
Todo católico que, por doença, acidente ou velhice avançada, estiver em perigo de morte, deve

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Sacramento do Matrimônio

A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, ordenada ao bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos, foi elevada, entre os que são batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor.

Diz Jesus em Mt 19,6: "De modo que já não são dois, mas uma só carne". Isso mostra uma unidade profunda de duas vidas, confirmadas pelo pacto conjugal, ou seja, o consentimento pessoal irrevogável.

O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja.

Concede aos esposos a graça de se amarem com o mesmo amor com que Cristo amou a sua Igreja. A graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna. Se os cônjuges separam-se, divorciam-se, separam algo que Deus uniu. O novo casamento dos divorciados ainda em vida do legítimo cônjuge contraria o desígnio e a lei de Deus, que Cristo nos ensinou. Eles não estão separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Levarão vida cristã principalmente educando seus filhos na fé.

O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda

quarta-feira, 21 de março de 2012

A Confissão dos pecados

A Confissão



 Todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros – são perdoados de uma vez por todas quando nos tornamos cristãos? Não, de acordo com a Bíblia ou com os primeiros Padres da Igreja. A Escritura não afirma em nenhum lugar que os nossos pecados futuros são perdoados. Ao contrário, Ela nos ensina a orar: "E perdoai-nos as nossas dívidas, como nós também temos perdoado aos nossos devedores." (Mt 6:12).
O meio pelo qual Deus perdoa pecados depois do batismo é a confissão: "Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade." (1Jo 1:9). Pecados menores ou veniais podem ser confessados diretamente a Deus, mas para pecados graves ou mortais, que esmagam a vida espiritual da alma, Deus instituiu um meio diferente para obter perdão: o sacramento conhecido popularmente como confissão, penitência ou reconciliação.
Este sacramento está enraizado na missão que Deus deu a Cristo como o Filho do Homem na terra para ir e perdoar pecados (cf. Mt 9:6). Assim, a multidão que testemunhou esse novo poder "glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens." (Mt 9:8; observe o plural "homens"). Depois da Sua ressurreição, Jesus transmitiu Sua missão de perdoar pecados aos seus ministros, dizendo-lhes "Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós... Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos." (Jo 20:21–23).
Visto que não é possível confessar todas as nossas muitas faltas diárias, sabemos que a reconciliação sacramental é necessária apenas para pecados graves ou mortais – mas é necessária, senão Cristo não teria ordenado isso.
Ao longo do tempo, mudaram as formas que o sacramento foi administrado. Na Igreja primitiva, pecados publicamente conhecidos (como apostasia) foram muitas vezes confessados abertamente na igreja, embora a confissão privada com um sacerdote fosse sempre uma opção para os pecados cometidos particularmente. Ainda assim, a confissão não era apenas algo feito em silêncio a Deus por si só, mas algo feito "na igreja", como o Didaqué (70 d.C.) indica.
As penitências também tendiam a ser executadas antes e não após a absolvição, e elas eram muito mais

terça-feira, 20 de março de 2012

O Sacramento da Confirmação ou O crisma.

O termo “Confirmação” não tem por origem ser uma confirmação do batismo, segundo o qual as crianças batizadas, quando atingiam a adolescência, seriam levadas à presença do Bispo, para ratificarem a fé aceita por ocasião do Batismo. A origem do termo está no fato de que Deus pela virtude do Sacramento confirma em nós o que começou a operar no Batismo, conduzindo-nos a uma sólida perfeição da vida cristã.
Não foi a Confirmação instituída como meio indispensável para a salvação, mas ela deve pela sua virtude tornar-nos fortes e corajosos nas lutas, que temos de travar pela fé de Cristo. No Batismo recebemos a graça regeneradora como um bebê recebe o leite materno, porém, a criança para crescer deverá servir-se de alimentos mais substanciosos. Desta forma, após o batismo, todos devem receber o Sacramento da Confirmação.
Pela graça do Batismo, são os homens gerados para uma vida nova. Pelo Sacramento da Confirmação, os que foram gerados tornaram-se varões, depois de deixarem o que tinham próprio de crianças. (Cat Rom II,III,5).
Pelo Batismo, o homem alista-se na milícia; pela Confirmação, equipa-se para a luta. Na fonte batismal, o Espírito Santo confere a plenitude da inocência; na Confirmação, dá a consumação da graça. No Batismo, renascemos para a vida; depois do Batismo, somos confirmados para a luta. No Batismo, somos purificados; depois do Batismo,somos munidos de força. A regeneração garante de per si a salvação aos que se batizam em tempo de paz; a Confirmação arma e adestra para os embates da guerra (Papa Melcíades. Epístola aos Bispos Espanhóis).
Todos devem empenhar-se por renascer em Deus [receber o Batismo], sem mais demora, para serem afinal assinalados pelo Bispo [receber a Confirmação], isto é, para receberem os sete dons

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Sacramento do Batismo.

Significado: Nas sagradas escrituras, designa não só a ablusão que faz parte do Sacramento, mas qualquer espécie de ablução. Por vezes, aplica-se à Paixão de Cristo, em sentido figurado (cf. Mc 7,4).
Os escritores eclesiásticos não o tomam como qualquer espécie de ablução corporal, mas unicamente como uma ablução sacramental, que se faz sob a forma prescrita das palavras. Neste sentido, os Apóstolos empregavam o termo muitíssimas vezes, obedecendo àsdeterminações de Cristo Nosso Senhor.
A Igreja adota o significado dado por Nosso Senhor e S. Paulo na epístola aos Efésios. Jesus disse: “Quem não nascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). O Apóstolo falando da Igreja, diz que Cristo “a purificou pela ablução da água na palavra”(cf. Ef 5,26). Pelo sentido destas palavras podemos definir com acerto e brevidade, que oBatismo é um “Sacramento de regeneração pela palavra na água”.

Necessidade
Do Batismo, por exemplo, declarou Nosso Salvador se absolutamente necessário para todos os homens. Suas palavras são as seguintes: “Quem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3,5).
Se alguém disser que o batismo é livre, ou seja, não necessário à salvação: seja anátema. (Concílio de Trento VII, V sobre o batismo).
É importante deixar claro que o batismo da Nova Aliança era diferente do Batismo de João, o Batista. O batismo de João era uma preparação para o caminho do Senhor, não imprimia na alma de quem o recebia
um caráter indelével, que vem do Espírito Santo.
Se alguém disser que o batismo de João tinha a mesma força que o batismo de Cristo: seja anátema. (Concílio de Trento VII, I sobre o batismo).
Matéria e forma
Matéria ou elemento deste Sacramento é qualquer espécie de água natural, seja de mar, de rio, de banhado, de poço ou de fonte, uma vez que possa simplesmente chamar-se água sem

domingo, 18 de março de 2012

Os Sete Sacramentos da Santa Igreja.


Etimologia: A palavra sacramento tem origem no termo latino sacramentum que corresponde ao termo grego mystêrion. Mystêrion não tem a conotação de mistério, no sentido de misterioso ou segredo. Seu sentido é oculto, inefável, grandioso, incompreensível. O plural de mystêrion é mystêria. Por isso, a Santa Igreja Católica também chama os sacramentos de Santos Mistérios.
O termo sacramentum é formado por dois outros termos: a) sacra: significa sagrado ou santo; b) mentum: de memorale, memória não no sentido de lembrança, mas de tornar novamente presente, repetido.



Definição

Meios pelos quais se logra a salvação e a justificação. Segundo Santo Agostinho “Sacramento é o sinal de uma coisa sagrada” (cf. Cidade de Deus X,5). A definição clássica: “Sacramento é um sinal visível de uma graça invisível, instituído para nossa justificação” (Concílio de Trento XIII cap 3). Segundo Santo Agostinho (cf. A doutrina cristã 2,1), um sinal é tudo aquilo que, além de atuar por si em nossos sentidos, nos leva também ao conhecimento de outra coisa concomitante. Por exemplo, pelos vestígios impressos na terra, facilmente conhecemos que ali passou alguém, cujas pegadas aparecem. Logo, os Sacramentos pertencem à categoria dos sinais, porque nos mostram exteriormente, por certa imagem e semelhança, o que Deus opera interiormente, em nossa alma, pelo Seu poder invisível.
Quantos e quais são os sacramentos

Os sacramentos são sete: batismo, confirmação, eucaristia, penitência, extrema-unção, ordem e matrimônio. Razão de ser seu número não ser maior e nem menor pode-se demonstrar por uma analogia entre a vida natural e a sobrenatural. Para viver, conserva-se, levar uma vida útil a si mesmo e a sociedade, precisa de sete coisas: nascer (batismo), crescer (confirmação), nutrir-se (eucaristia), curar-se quando adoece (penitência), recuperar forças perdidas (extrema-unção), ser guiado na vida social por chefes revestidos de

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