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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Toda superstição é um pacto com o demônio alerta exorcista


Pe. Duarte Lara
Foto: Wesley Almeida/Cancaonova.com
Deus muda o nosso coração com a oração. Ontem falei um pouco sobre a virtude da religião, que é como a justiça aplicada a Deus. Jesus nos disse: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22). “E o que é de Deus, padre?” É dar a Ele o que Lhe é devido: a honra, a glória, a adoração. Isso também é uma virtude, uma disposição interior, de dar a Deus o que pertence a Ele.

Como toda virtude, ela [a virtude da religião] cresce com o exercício. Uma pessoa que quer andar de bicicleta, por exemplo, tem que treinar. Da mesma forma, quem quer tocar violão, deve tocar um dia, dois dias, três dias; ninguém nasce aprendendo a tocar violão. Quem me ensinou a rezar? Minha mãe. A religião é uma virtude que se aprende; e a Igreja é esta grande família que nos ensina a rezar, é só olhar a vida dos santos.

De duas grandes formas se pode pecar contra essa virtude: sendo omisso, ou seja, não dando a Deus o que Lhe é devido, ou fazendo aquilo que é contrário a Ele. Deste último temos o pecado da irreligião e o de superstição.

O pecado de irreligião é não ter respeito ou aversão ao que é sagrado. Por exemplo: jogar futebol é uma coisa boa? Sim. E jogar futebol dentro da igreja? Claro que não, isso seria um sacrilégio. Jesus, por exemplo, ficou irado e expulsou os vendilhões do templo quando viu que faziam comércio na casa de Deus, no templo de Jerusalém.

Mas, hoje, gostaria de falar de um pecado que está crescendo muito no mundo, o da superstição. Por este pecado o demônio adquire um domínio maior sobre nós do que por intermédio de outros pecados. A superstição é divinizar o que, na realidade, não é divino. E existem três grandes formas de superstição: a idolatria, a adivinhação e a magia.

Na adivinhação você coloca verdade e confiança em algo que não vem de Deus, como, por exemplo, nos búzios, nas cartas, nos adivinhos, entre outros. Na magia, você faz algo muito parecido, mas não em termos de conhecimento, mas sim de poder, ou seja, você busca uma força que não é a de Deus, é oculta, não vem de Jesus de Nazaré. Você vai a um bruxo, vai a um curandeiro ou cartomante para buscar algo que só Deus pode lhe dar. O povo de Israel chamava esta prática de adultério para com Deus. Tem gente que vai à Missa num dia e no outro vai ao terreiro [de práticas ocultas].  
Cuidado, meu irmão, isso é muito perigoso! Isso é um pecado de irreligião, ou seja, é como se você estivesse dizendo para Deus: "Olha, aquilo que só o Senhor poderia me dar eu estou buscando em outro lugar, pois eu não confio no Seu poder".
"O demônio engana muita gente!", alerta padre Duarte Lara.
Foto: Wesley Almeida/Cancaonova.com


Nós perdemos esta sensibilidade espiritual, e ainda dizemos: "Ah! Mas isso não vai fazer mal a ninguém!". A Palavra de Deus diz que estas práticas [ocultas] são abomináveis! (cf. Dt 10, 12). Ao praticá-las você estará traindo o seu Deus! O Catecismo da Igreja Católica afirma que toda forma de adivinhação deve ser rejeitada.

O demônio engana muita gente, dizendo que não tem problema frequentar estes lugares, buscar um bruxo, etc., mas depois ele lança o veneno, divide os casais, faz a pessoa pecar contras as coisas sagradas. 

Santo Tomás de Aquino ensina que “toda adivinhação é obra de demônio", e Santo Agostinho escreveu um livro inteiro condenando a prática da adivinhação, afirmando que recorrer a estas práticas é fazer pactos com o demônio. Estes cultos de adivinhação trazem implícito um pacto com o demônio, e para ser liberto desse pacto é preciso uma renúncia explícita. Adivinhação é quando você pede ajuda ao demônio para conhecer coisas futuras ou coisas escondidas. “O demônio sabe das coisas futuras, padre?” Não, ele age como um meteorologista, ele faz cálculos para dizer o que vai acontecer.

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja, alerta que quem busca adivinhos ou invocação dos mortos (necromancia) faz um pacto explícito com os demônios. Esse santo afirma que os supostos espíritos que falam nos médiuns são, na verdade, os demônios. As pessoas ficam espantadas porque os médiuns falam com a voz do pai, da mãe, de um ente querido que morreu, porque o demônio também conhece os nossos entes queridos. Abra o olho porque aquele que fala ali não é a pessoa que já morreu, mas sim o demônio!

Todo tipo de adivinhação ou invocação de mortos é pecado grave e deve ser confessado, nos ensina a Igreja. São estes pactos que abrem as portas para a ação do demônio em nossas vidas. Daí começam a acontecer coisas em você, no seu corpo, doenças que não têm explicação, desmaios, etc. Isso porque você foi mexer com fogo, foi buscar solução em lugares que não vêm de Deus.

fonte: Transcrição e adaptação: Daniel Machado(@cancaonova)

domingo, 27 de outubro de 2013

OS EFEITOS DO EXORCISMO - Pe. Gabriele Amorth



Se a pessoa tinha negatividades, quer estas se tenham manifestado de maneira específica ou não durante o exorcismo, muitas vezes sente imediatamente os benefícios.

Geralmente não se repara em que dia é que o exorcismo foi praticado: pode produzir sensações de bem-estar ou mal-estar, atordoamento ou sonolência, aparecimento de desmaio ou desaparecimento de dores; nada disto tem importância.



O que é importante é avaliar as conseqüências do exorcismo a partir do dia seguinte. Em certos caso o doente fica mal durante um ou dois dias, depois o seu estado melhorara por algum tempo; geralmente sente repentinamente um bem estar que pode durar alguns dias ou até bastante tempo, segundo a gravidade do mal.

Se um individuo não mostra nenhum sinal de negatividade durante a benção e não observa nenhum efeito posteriormente, isso significa, na maioria dos casos, que não há a mínima negatividade; a origem dos seus problemas é outra. Mas o exorcista pode convidá-lo a receber outra benção se tem razões para suspeitar que o demônio está a tentar passar despercebido.



Além disso, é interessante notar o que se passa durante as bênçãos seguintes, tanto no que se refere ao comportamento do paciente no momento do exorcismo, como no que se refere às conseqüências dele. Pode acontecer por vezes que a influência maléfica, depois da primeira intervenção, já tenha mostrado toda a sua força. Assiste-se então a uma progressiva diminuição dos fenômenos.



Noutros casos, pelo contrário, é como se a perturbação maléfica se tentasse esconder e não aparecesse em toda a sua extensão senão a pouco e pouco; a seguir inicia-se a fase de regressão.

Lembro-me por exemplo de um adolescente que, durante o primeiro exorcismo, só tinha dado pequenos sinais de negatividade; no segundo exorcismo começou a urrar e a agitar-se. Embora este caso tenha sido mais sério do que muitos outros foram suficientes alguns meses de exorcismos para a libertação.

 

A colaboração do paciente tem um papel fundamental no sucesso do exorcismo. Costumo dizer que o efeito dos exorcismos influi 10% sobre o mal; os outros 90% têm a ver com o interessado.



Como é isso? Com muita oração, com a freqüência aos sacramentos, com uma vida conforme às leis do Evangelho, com o uso dos sacramentais (falaremos mais tarde da água, do óleo e do sal exorcizados) fazendo com que outros rezem (as orações de toda uma família, duma comunidade paroquial ou religiosa, os grupos de oração, etc. são verdadeiramente eficazes) e mandando celebrar missas.



As peregrinações e as obras de caridade também são muito úteis. Mas, antes de tudo, é preciso que o próprio reze com fervor e estabeleça uma relação íntima com Deus, de forma que a oração se torne habitual. Contatando muitas vezes com pessoas pouco familiarizadas com as práticas religiosas, verifiquei ser extremamente eficaz integrá-las ativamente na paróquia ou num grupo de oração particularmente nos do Renovamento.



A fim de demonstrar esta necessidade de colaboração, muitas vezes faço a comparação com a droga: trata-se de uma situação completamente diferente, mas que toda a gente conhece bem. Toda a gente sabe que um drogado se pode curar, mas com duas condições: é preciso ajudá-lo (inserindo-o numa comunidade terapêutica, ou de outra forma) porque sozinho não o faz; por outro lado ele deve colaborar ativamente, com o seu esforço pessoal, sem o qual qualquer ajuda é inútil.



No caso que nos interessa, a ajuda pessoal é dada pelos meios que mencionamos. E, se os frutos diretos do exorcismo, isto é, a libertação, são excessivamente lenta em contrapartida já assisti a conversões rápidas; famílias inteiras empenhadas numa prática cristã vivida de forma intensa, e reunidas numa oração em conjunto (muitas vezes o terço).

Vi obstáculos à cura serem ultrapassados com uma enorme generosidade: por vezes o obstáculo tratava-se de uma situação matrimonial irregular; outras vezes o impedimento vinha da incapacidade de perdoar certas injustiças ou de conseguir reconciliar-se com as pessoas, na maioria dos casos parentes próximos com os quais todo o contato se havia cortado.



Convém chamar a atenção para o que constitui um dos preceitos evangélicos mais duros, e daí também a sua eficácia: o perdão concedido aos inimigos. No caso presente os inimigos são na maior parte das vezes aqueles que fizeram o malefício e que em alguns casos ainda o continuam a fazer. Um perdão sincero, uma oração por eles e a celebração de missas em seu favor, foram os meios que já permitiram desbloquear uma situação e acelerar a cura.

 

Citemos, entre os efeitos do exorcismo, a cura de males e de doenças muitas vezes consideradas incuráveis. Pode-se tratar de dores inexplicáveis, afetando diversas parte do corpo (especialmente, repetimos, a cabeça e o estômago), mas também doenças específicas diagnosticadas com precisão pelos médicos mas não curadas, ou declaradas incuráveis por estes.



O demônio tem este poder de provocar doenças. O Evangelho fala-nos de uma mulher que o demônio trazia encurvada já há dezoito anos (deformação da coluna vertebral); Jesus cura-a expulsando o demônio tal como cura um surdo mudo reduzido a esse triste estado por um malefício. Em várias ocasiões Jesus cura pessoas que ficaram surdas e mudas por presenças maléficas. O Evangelho distingue com muita precisão os doentes dos possessos, mesmo quando certas conseqüências possam parecer idênticas.

 

Quais os doentes mais graves?

Quais os mais difíceis de curar?


Sei por experiência que são os que foram vítimas de bruxedos particularmente graves. Lembro-me por exemplo de vários casos de pessoas que tinham sido vítimas de feitiçaria no Brasil (a chamada macumba): dei bênção a outros a quem os feiticeiros africanos tinham feito feitiços. Todos casos excessivamente complexos.

Não esquecer os feitiços que visam famílias inteiras para as destruir; por vezes é se confrontado com situações tão complicadas que nem se sabe por onde começar. Às pessoas a quem periodicamente fazem novos feitiços também a cura se torna mais morosa: o exorcismo é mais forte que a feitiçaria, e embora a cura forçosamente se verifique um dia, pode ser retardada durante muito tempo.


Quem são os mais atingidos?


Eu responderia sem hesitação: os jovens. Basta pensar nas causas culpáveis que indicamos como ocasiões que se oferecem ao demônio para poder interferir numa pessoa, e veremos como hoje, com a falta de fé e de idéias, os jovens são os mais expostos a “experiências” desastrosas.

Mesmo as crianças correm grandes riscos, não por culpa própria, mas por causa da sua fragilidade. Quantas vezes, ao exorcizar pessoas de meia idade, vimos a descobrir que a presença demoníaca remonta à sua primeira infância, por vezes ao momento do nascimento, ou mesmo antes, durante a gestação.



Várias vezes me fizeram notar que me procuram mais mulheres do que homens para receber benções. E acontece o mesmo com todos os exorcistas. Não se deve concluir daí que a mulher esteja mais exposta aos ataques do Maligno. Homens e mulheres estão igualmente expostos. A verdade é que as mulheres se dispõem muito mais a recorrer às bênçãos dum exorcista. Muitos homens, embora tenham a certeza de estar atingidos, não querem abeirar-se de um padre.

E conheci mais homens do que mulheres que quando lhes foi pedido que mudassem de vida, recusaram. Nunca mais deram sinal de vida, mas estavam perfeitamente conscientes do seu mal. O obstáculo maior residia na passagem da prática dum ateísmo confortável a uma fé vivida, ou duma vida de pecado para uma vida de graça.

 

Não vou esconder que a cura deste mal requer um compromisso pessoal e uma vida cristã intensa. Creio que é precisamente este um dos motivos porque Deus o permite.

Quantas vezes ouvi os meus pacientes confessar que a sua fé era fraca e a sua vida de oração quase inexistente. Aproximaram-se de Deus dedicando-se muitas vezes mesmo a um apostolado intenso, e vieram a reconhecer que essa aproximação se ficou a dever ao mal que os tinha atingido. Estamos muito mais agarrados a esta terra e a esta vida do que imaginamos; pelo contrário o Senhor vê mais longe e vela pelo nosso bem eterno.



Por seu lado o exorcista, ao dar as bênçãos, não se contentará em incitar o paciente a rezar e a empregar todos os outros meios já falados, mas procurará todos os meios possíveis para intimidar, enfraquecer e aniquilar o demônio. O Ritual preconiza que se insista nas expressões às quais o demônio reage mais (varia, segundo os indivíduos e os dias).



Mas existem também outros procedimentos. Para uns é insuportável ser aspergidos com água benta; outros ficam exasperados com o sopro, que é um meio ao qual se recorre desde a época patrística, como refere Tertuliano; outros ainda não suportam o cheiro do incenso, pelo que é muito inútil usá-lo; finalmente para outros é doloroso o som do órgão, da música sacra, do canto gregoriano. Trata-se de meios auxiliares de que já testamos a eficácia.


E como é que o demônio se comporta durante os exorcismos?


A este respeito acrescentaria uma coisa ao que já foi dito. O demônio sofre e faz sofrer. O sofrimento que ele experimenta durante o exorcismo é qualquer coisa de imaginável. Um dia o Pe. Cândido perguntou a um demônio se havia fogo no inferno, um fogo que queime para o bem; o demônio respondeu-lhe: “Se tu soubesses que fogo tu és para mim, não me farias essa pergunta”. Certamente não se trata de fogo terrestre, provocado pela combustão de matérias inflamáveis. Mas apercebemo-nos que o demônio se queima pelo contato com objetos sagrados como crucifixos, relíquias ou água benta.



Aconteceu-me várias vezes ouvir o demônio reconhecer que sofria mais durante as bênçãos do que no inferno. E quando lhe perguntei: “Neste caso porque não vais para o inferno?” ele respondeu-me: “Porque a mim, só me importa fazer esta pessoa”. Vê-se aqui a verdadeira perfídia diabólica: o demônio sabe que não vai tirar nenhum proveito disso, mas que pelo contrário será castigado com um aumento da sua punição eterna por cada um dos sofrimentos que causa. E apesar disso, embora correndo o risco de perder com isso, não renuncia a fazer o mal pelo único prazer de fazer mal.

 

Os próprios nomes dos demônios indicam, tal como acontece com os Anjos, a sua função. Os principais demônios têm nomes bíblicos ou transmitidos pela tradição: satanás ou belzebu, lúcifer, amodeu, zabulão... Outros nomes designam mais precisamente a finalidade que se propõem atingir: Destruição, Perdição, Ruína,..., ou simplesmente males específicos: Insônia, Terror, Discórdia, Inveja, Ciúme, Luxúria,...



Quando deixam uma alma, os demônios, na maioria dos casos, são destinados ao inferno, mas também outras vezes mandados para o deserto (vê-se no livro de Tobias, a sorte de asmodeu encadeado no deserto pelo Arcanjo Rafael). Eu obrigo-os sempre a ir aos pés da cruz para receber o destino que Jesus - Cristo, o único Juiz, lhes tem reservado.

 
Fonte: Extraído do Livro "Um Exorcista Conta-nos" - Pe. Gabriele Amorth - Ed. Paulin

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Papa não fez exorcismo, mas doente realmente estava possuído pelo demônio por um propositor divino.


Entrevista com Pe. Juan Rivas, L.C., sacerdote que levou o enfermo para receber a benção do Papa Francisco depois da missa de Pentecostes na Praça de São Pedro

Brasília, 26 de Maio de 2013 (Zenit.org) Thácio Lincon Soares de Siqueira | Um “suposto exorcismo” realizado pelo Papa Francisco, ao final da missa de Pentecostes, na praça de São Pedro foi notícia mundial em diversos meios de comunicação, especialmente depois do programa “Vade Retro” do canal SAT 2000, da televisão italiana.

Tal notícia foi esclarecida pelo Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, em nota do dia 21 de maio. (Cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/vaticano-nega-suposto-exorcismo-feito-pelo-papa-francisco). Nessa, Pe. Lombardi explicou que o “Papa Francisco não teve nenhuma intenção de fazer um exorcismo, mas simplesmente de orar por uma pessoa que sofria e que lhe foi apresentada”.

No entanto, na nota da Assessoria de Imprensa da Santa Sé não se afirma e nem se nega que o tal enfermo apresentado numa cadeira de rodas, realmente era ou não era um “demopatólogo”, uma pessoa que padecia de uma possessão diabólica.

Para saber mais detalhes desse caso, ZENIT procurou o sacerdote que levou o enfermo ao Papa, Pe. Juan Rivas, LC, e lhe propomos uma entrevista.

Pe. Juan Rivas Pozas, L.C., é fundador do Centro Multimídia Hombre Nuevo e produtor do programa de rádio e TV que tem o mesmo nome, localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Apresentamos aos nossos leitores a entrevista a seguir:

ZENIT: O homem que você apresentou ao Papa para ser abençoado depois da missa de Pentecostes, na praça de São Pedro, estava realmente possuído?

Pe. Juan Rivas: Sim. Tinha quatro demônios. O Pe. Gabriel Amorth fez o exorcismo e os quatro disseram o seu nome mas isso nós já sabíamos, porque essa pessoa recebeu 30 exorcismos de 10 sacerdotes.

ZENIT: Como vocês se conheceram? Quem é ele (se você pode dizer).

Pe. Juan Rivas: Eu o conheci em um café na sua cidade natal. Eu tinha ido a essa cidade para dar uma conferência sobre a Divina Misericórdia e ele pediu para falar comigo. Seu problema era que tinha 4 demônios. Os exorcistas diziam que era um caso estranho porque de acordo com os demônios, eles não saiam porque “A Senhora” não permitia, que provavelmente tinha uma missão mas que não sabiam qual era. Quando lhe pedi mais informação sobre os demônios me disse que um era um bruxo que antes do cristianismo oferecia sacrifícios de bebês não nascidos aos demônios. No mesmo instante entendi qual era a missão: como eu há anos já vinha dizendo ao meu auditório na cidade de Los Angeles que a violência no México estava relacionada com o aborto, porque aconteceu no mesmo ano em que se aprovou a lei, cresce em proporção e se parece na sua crueldade lhe disse: “Está claro qual é a tua missão”.

A sua possessão tem relação com o grande crime que cometeu México ao aprovar a lei do aborto.

Mas o crime é duplo porque se aprovou o aborto onde está Maria de Guadalupe, a Virgem grávida. Isso foi um

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Rosário, poderosa arma contra o Maligno - Dom Gabriele Amorth

Irmãos, neste artigo, Dom Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma, nos recorda o poder do rosário na luta contra o demônio. Façamos uso diário desta corrente com a qual prendemos nossos corações e os corações dos outros ao Coração Imaculado de Maria, para nos colocarmos a salvo das insídias do maligno.

"Está mais viva do que nunca a lembrança da Carta Apostólica “Rosário da Virgem Maria”, com a qual João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, encorajava novamente a cristandade a recorrer a esta oração, tão calorosamente recomendada por todos os últimos papas e nas últimas aparições marianas. De fato, para tornar mais completa aquela oração, que Paulo VI chamava de “o compêndio de todo o Evangelho”, foram adicionados os “mistérios da luz”: cinco mistérios referentes à vida pública de Jesus. Sabemos bem como o Padre Pio chamava a coroa do rosário: a arma. Arma de extraordinário poder contra satanás. Um dia, um colega meu exorcista ouviu o demônio dizer-lhe: “Cada Ave é como um golpe na minha cabeça; se os cristãos conhecessem o poder do Rosário, estaria tudo acabado para mim”.

Mas qual é o segredo que torna esta oração tão eficaz? É que o Rosário é, ao mesmo tempo, oração e meditação; oração dirigida ao Pai, à Virgem, à Santíssima Trindade; e, ao mesmo tempo, meditação cristocêntrica. Na verdade, como expõe o Santo Padre na citada Carta Apostólica, o Rosário é oração contemplativa: se recorda Cristo com Maria, se aprende Cristo através de Maria, nos tornamos conformes a Cristo com Maria, se faz súplicas a Cristo com Maria, se anuncia Cristo com Maria.

Hoje, mais do que nunca, o mundo tem necessidade de rezar e meditar. Antes de tudo, de rezar, porque os homens se esqueceram de Deus e sem Deus estão à beira de um terrível precipício; daí a contínua insistência de Nossa Senhora, em todas as suas mensagens de Medjugorje, em relação à oração. Sem a ajuda de Deus, se dá a vitória do jogo a satanás. E há a necessidade da meditação porque, quando as grandes verdades cristãs são esquecidas, nas almas resta o vazio; um vazio que o inimigo sabe bem como preencher. Eis então a difusão da superstição e do ocultismo, sobretudo naquelas três formas hoje tão em moda: magia, sessões espíritas, satanismo.

O homem de hoje tem, mais do que nunca, necessidade de pausas de silêncio e de reflexão. Neste mundo, cheio de ruídos, existe a necessidade de um silêncio orante. Também em face de ameaças de guerra, se acreditamos na potência da oração, estamos convencidos de que o Rosário é mais forte do que a bomba atômica. É verdade, é uma oração que exige empenho, que requer um certo tempo. Nós, ao contrário, estamos habituados a fazer as coisas com pressa, especialmente em relação a Deus... Talvez o Rosário nos proteja daquele risco sobre o qual Jesus alertava Marta, irmã de Lázaro: “Te ocupas com tantas coisas, mas uma só coisa é necessária”. Também nós corremos o mesmo perigo: nos ocupamos e nos preocupamos com tantas coisas, muitas vezes até prejudiciais à alma, e nos esquecemos de que a única coisa necessária é viver com Deus."

Dom Gabriele Amorth

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Por que usar a água benta no dia -a- dia ? Sua ação e comprovações bíblicas.


Antes era muito comum o uso de água benta entre os católicos, depois a água benta ficou restrita apenas a alguns ambientes. Normalmente encontramos uma pia de água benta na porta das Igrejas, onde o fiel molha a ponta dos dedos e se benze fazendo o sinal da cruz. Também há o uso de água benta em algumas cerimônias da Igreja, como no início da Missa Tradicional: o padre anda na Igreja aspergindo água benta nos fieis, antes de começar a Santa Missa.

Mas há fiéis que levam num vidrinho pequeno, água benta consigo. Aspergem-na discretamente no ambiente de trabalho, na escola, na faculdade, no carro novo que comprou, e até em si mesmos antes de fazerem algum exame, diante de uma provação, diante de uma dificuldade.

É muito útil levar água benta consigo em um pequeno vidrinho recomendo.eu efeito mais importante é afastar o demônio. Este "ronda em torno de nós como o leão que ruge", procurando fazer- nos toda espécie de mal, como nos adverte São Pedro (I Ped 5,8).

Outras vezes o mal provocam pequenos incidentes, em nosso dia-a-dia, criam atrapalhações que parecem ter causas meramente naturais.

Por exemplo, na hora de cumprir um dever, a pessoa sente um inexplicável mal-estar, um inesperado desânimo, uma estranha dor de cabeça... Em certas oportunidades, sem qualquer motivo, o marido fica repentinamente irritado contra a esposa, ou vice-versa, daí surge uma discussão e se quebra a paz do lar. Ou, então, o pai ou a mãe deixa-se levar por um movimento de impaciência e repreende duramente o filho, em vez de admoestá-lo com doçura. O filho se revolta, sai de casa. Está criado um problema! Tudo isso pode ser evitado afugentando o demônio com um simples sinal-dacruz, feito com água benta. Quando você sentir uma irritação estranha, faça essa experiência, e preste atenção no efeito salutar que produz! Logo lhe voltará a serenidade.

No início do Cristianismo, Santo Alexandre mandou usar o sal na bênção da água. 

Essa mistura nos remete ao profeta Eliseu que usou sal na água para torna-la sadia (II Reis 2,12-22). Também nos remete ao Evangelho, no qual o cristão é convidado a ser sal da terra (Mateus 5,13).

Na lei de Moisés, aspergia-se o povo com água misturada com a cinza do bezerrinho vermelho que imolavam. Chama-se lustral essa água (Num 19,9), que limpava o povo das imundícies.

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O que as cinzas eram na Lei de Moisés é o sal no Novo Testamento.
O sal simboliza a sabedoria e a amargura da penitência.
Antes de benzer a água, benze-se o sal.
A água simboliza o batismo.
Benzendo-se a água, o padre vai misturando o sal já bento e assim resulta-se na água benta.

Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.
 (São João 4, 14)

Efeitos espirituais da água benta:
  • Afugenta todo o poder do demônio no lugar em que se joga a água benta;
  • Nos dá forças contra os pecados mortais e veniais;
  • Afugenta toda sombra, fantasia e astúcia diabólica;
  • Tira as distrações na oração;
  • Dispõe a alma, com a graça do Espírito Santo, à maior devoção.
  • Destrói todas as conseqüências da inveja, contaminações espirituais, maldições e tandos outros males.
  • obtém o perdão dos pecados veniais.
  • livrar-nos de acidentes e até curar doenças.  

Efeitos corporais da água benta:
  • Abundância nos bens temporais;
  • Afasta as enfermidades;
  • Libertada do mal estar, medo, pesadelos a noite entre outras libertações.
  • Afugenta os gafanhotos, ratos e outros animais daninhos e ares pestíferos.
  • Livra-nos de incômodos físicos ou psicológicos.


A água benta afugenta o demônio, pois é uma água plena da força do Espírito Santo, uma água viva, que nos lembra o Batismo (Jo 4,14; Heb 10,22), e nos recorda a cruz, morte  ressurreição do Senhor e a destruição do poder do pecado e do demônio (Rom 6,3-4; Col 2,15) . 

O conhecido livro" Tesouros de Exemplos conta que uma criança gravemente enferma ficou curada ao receber a benção de São João Crisóstomo com a água benta. São João Crisóstomo viveu entre 347-407, o que mostra que o uso da água benta é antiquíssimo.

Oscar Motitsuki

Afirmou que inúmeros católicos, mesmo dos mais instruídos, não sabem para que serve a água benta. É que pena! Por isso, não se beneficiam desse precioso instrumento instituído pela Igreja para ajudá-los em praticamente todas as circunstâncias e dificuldades da vida!

Para que serve? E por que usa-lá?

Há várias formas de usá-la. A mais comum é persignar-se com ela. Outra é aspergi-la sobre si mesmo, sobre outras pessoas, lugares ou objetos. Qualquer leigo ou leiga pode fazer isto. Naturalmente, quando feito por um sacerdote tem mais peso.

Seu efeito mais importante é afastar o demônio. Este “ronda em torno de nós como o leão que ruge”, procurando fazer- nos toda espécie de mal, como nos adverte São Pedro (I Ped 5,8). Os espíritos malignos, cujas misteriosas e sinistras operações afetam às vezes até as atividades físicas do homem, querem, antes de tudo, induzir-nos ao pecado grave, que conduz ao inferno. Para isto empregam todos os recursos. Às vezes, por exemplo, provocam em nós um sem número de incômodos físicos ou psicológicos.

Outras vezes provocam pequenos incidentes, em nosso dia-a-dia, criam atrapalhações que parecem ter causas meramente naturais.

Por exemplo, na hora de cumprir um dever, a pessoa sente um inexplicável mal-estar, um inesperado desânimo, uma estranha dor de cabeça… Em certas oportunidades, sem qualquer motivo, o marido fica repentinamente irritado contra a esposa, ou vice-versa, daí surge uma discussão e se quebra a paz do lar. Ou, então, o pai ou a mãe deixa-se levar por um movimento de impaciência e repreende duramente o filho, em vez de admoestá-lo com doçura. O filho se revolta, sai de casa. Está criado um problema! Tudo isso pode ser evitado afugentando o demônio com um simples sinal-dacruz, feito com água benta. Quando você sentir uma irritação estranha, faça essa experiência, e preste atenção no efeito salutar que produz! Logo lhe voltará a serenidade.

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Além do mais, a água benta é um sacramental que nos alcança o perdão dos pecados veniais, pode livrar-nos de acidentes (trânsito, assaltos, quedas), e ajuda até a curar doenças. O conhecido livro “Tesouro de Exemplos” conta que uma criança gravemente enferma ficou imediatamente curada ao receber a bênção de São João Crisóstomo com água benta.

A água benta, como todo sacramental, leva-nos a invocar, nas diversas circunstâncias do dia, o socorro do Divino Espírito Santo, para o bem de nossa alma e de nosso corpo.

Outro benefício muito interessante e pouco conhecido: ela pode ser usada eficazmente em proveito de pessoas que se acham distantes de nós. E mais, cada vez que a utilizamos para fazer o sinal da- cruz, na intenção das almas do purgatório, elas são aliviadas dos seus sofrimentos.

De onde vem esse poder maravilhoso?

Vem do fato de ser ela um sacramental instituído pela Santa Igreja Católica. O sacerdote benze a água, enquanto ministro de Deus, em nome da Igreja e na qualidade de representante dela, cujas orações nosso Divino Salvador sempre atende com benevolência.

É importante lembrar que para ser verdadeiramente água benta, ela precisa ser benzida pelo sacerdote segundo o cerimonial prescrito pela Igreja, no “Ritual de Bênçãos” e no próprio “Missal Romano”, ambos publicados pela CNBB.

São belas e altamente significativas as orações para a bênção da água. Por exemplo, esta:

Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a vida, abençoai esta água que vamos usar confiantes para implorar o perdão dos nossos pecados e alcançar a proteção da vossa graça contra toda doença e cilada do inimigo.

Concedei, ó Deus, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre para nós as águas da salvação para que possamos nos aproximar de Vós com o coração puro e evitar todo perigo do corpo e da alma. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Portanto, não se esqueça!

É muito conveniente ter sempre consigo água benta para usar em qualquer circunstância. Por exemplo, benzer-se com ela ao sair e ao entrar na igreja, em casa ou no local de trabalho; ao iniciar uma oração, um serviço, uma viagem. Para afastar do lar a influência maléfica dos demônios, é muito aconselhável aspergir na casa algumas gotas de vez em quando. Isto pode ser feito por qualquer pessoa da família. É claro que pedir a um Padre para benzer a casa é muito melhor! Portanto, a água benta é sempre benfazeja e eficaz

Sacramentais, o que são?

Os sacramentais são sinais sagrados instituídos pela Igreja para proporcionar aos fiéis benefícios principalmente espirituais, mas também temporais, obtidos pela impetração da própria Igreja.

São sacramentais, por exemplo: bênçãos de pessoas, de famílias, de casas e de objetos (água, velas, medalhas, imagens, sinos, etc.).

Embora os sacramentais tenham analogias com os sacramentos, são essencialmente diferentes em dois pontos principais:

1º – Os sacramentos foram instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, e são apenas sete.
Já os sacramentais são instituídos pela Igreja, a qual pode aumentar seu número o quanto julgar conveniente para o bem das almas.

2º – Os sacramentos têm o poder de produzir a graça santificante pelo próprio fato de serem administrados validamente.
Os sacramentais conferem apenas uma graça auxiliar, pelo poder das preces da Igreja e dependendo das boas disposições de quem os recebe. Um efeito muito importante dos sacramentais é o de preparar a alma para receber a graça divina e ajudá-la a cooperar com ela.

Fabricação" da água benta terá sido instituída no ano 1000 ?  Isso é Falso ! comprovamos a origem da água benta e até mesmo do SINAL DA CRUZ logo abaixo:  

Segundo alguns impressos protestantes, a "fabricação" da água benta terá sido instituída no ano 1000. O que não é verdade:

Deve-se dizer que o uso da água benta na Igreja se prende ao uso da água batismal.

Sim; o elemento natural "água" tendo sido escolhido por Jesus para comunicar a regeneração e a vida eterna, os cristãos julgaram oportuno renovar o seu compromisso batismal usando água sob forma de sacramental ( o Batismo é um sacramento; a água benta é um sacramental) - sacramental é um objeto sobre o qual a Igreja reza, pedindo a Deus sejam recobertos de graças e bênçãos todos aqueles que os utilizarem.

Entende-se, pois, que o uso da água benta não teve origem no ano 1000, mas, sim, nos primórdios da Igreja, em íntima conexão com o Batismo.

É difícil dizer donde os protestantes tiram tantas distorções históricas.

Do mesmo modo, lê-se em panfletos protestantes que o sinal da Cruz foi instituído em 300 d.C. o que também não é verdade:

Quem pesquisa a literatura cristã anterior a 300, verifica, por exemplo, que o escritor Tertuliano (falecido pouco antes de 220) atesta o amplo uso do sinal da Cruz por parte dos cristãos nas mais variadas situações da vida:

"Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz" (De corona militis 3).

Diz ainda Hipólito de Roma (+ 235/6), descrevendo as práticas dos cristãos do século III:

"Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro Verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar" (Tradição dos Apóstolos 42).

Esses testemunhos dão a ver que o sinal da Cruz já no início do século III estava muito difundido entre os cristãos, de tal modo que suas origens se identificam com as dos primórdios do Cristianismo.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A VISÃO DO PAPA LEÃO XIII , O PAPA DE SÃO MIGUEL ARCANJO.


A VISÃO  DO PAPA LEÃO XIII , O PAPA DE SÃO MIGUEL ARCANJO 

ANTIGAMENTE , ERA COMUM , OS CELEBRANTES E OS FIÉIS, NO FIM DE CADA MISSA , AJOELHAVAM-SE PARA REZAR UMA ORAÇÃO A NOSSA SENHORA (SALVE RAINHA) E OUTRA A SÃO MIGUEL ARCANJO

         TRANSCREVO UM ARTIGO QUE FOI PUBLICADO NA REVISTA: EPHEMERIDES LITURGICAE ESCRITO PELO PE. DOMENICO PECHENINO EM 1955, A PÁGS . 58-59 . NELE , SABEREMOS COMO O PAPA LEÃO XII , INSTITUIU ESTA EXTRAORDINÁRIA ORAÇÃO :

"UMA MANHÃ, O GRANDE PONTÍFICE LEÃO XIII TINHA CELEBRADO A SANTA MISSA E ESTAVA A ASSISTIR A UMA OUTRA DE AÇÃO DE GRAÇAS, COMO DE COSTUME

DE REPENTE, VIU-SE ELE VIRAR ENERGICAMENTE A CABEÇA , DEPOIS DE FIXAR QUALQUER COISA INTENSAMENTE, SOBRE A CABEÇA DO CELEBRANTE . MANTINHA-SE IMÓVEL , SEM PESTANEJAR , MAS COM UMA EXPRESSÃO DE TERROR E DE ADMIRAÇÃO , TENDO O SEU ROSTO MUDADO DE COR . ADIVINHAVA-SE NELE QUALQUER COISA DE ESTRANHO , DE GRANDE
     
FINALMENTE VOLTANDO A SI , BATE LIGEIRA , MAS ENERGICAMENTE COM A MÃO, LEVANTA-SE . DIRIGE-SE AO SEU ESCRITÓRIO PARTICULAR . OS MAIS PRÓXIMOS SEGUEM-NO COM PREOCUPAÇÃO E ANSIEDADE . E PERGUNTAM-LHE EM VOZ BAIXA : SANTO PADRE , NÃO SE SENTE BEM ? PRECISA SE ALGUMA COISA ? RESPONDE : “NADA , NADA”
     
DAÍ A UMA MEIA HORA MANDA CHAMAR O SECRETÁRIO DA CONGREGAÇÃO DOS RITOS , E ESTENDENDO-LHE UMA FOLHA DE PAPEL , MANDA FAZÊ-LA IMPRIMIR E ENVIAR A TODOS OS ORDINÁRIOS DO MUNDO . QUE ASSUNTO CONTINHA ? A ORAÇÃO QUE REZÁVAMOS NO FIM DA MISSA COM O POVO, COM A SÚPLICA A MARIA E A INVOCAÇÃO ARDENTE AO PRÍNCIPE DAS MILÍCIAS CELESTES, IMPLORANDO A DEUS QUE PRECIPITE SATANÁS NO INFERNO
     
NAQUELE ESCRITO ORDENAVA-SE IGUALMENTE QUE AS ORAÇÕES FOSSEM REZADAS DE JOELHOS . TAMBÉM FOI PUBLICADO NO JORNAL LA SETTIMANA DEL CLERO , EM 30 DE MARÇO DE 1947 , NÃO SENDO CITADA A FONTE QUE DEU ORIGEM À NOTÍCIA . SERÁ CONTUDO NOTADA A MANEIRA INSÓLITA COMO ESTA ORAÇÃO , ENVIADAS AOS ORDINÁRIOS EM 1886 , FOI MANDADA REZAR

PARA CONFIRMAR AQUILO QUE O PE. PECHENINO ESCREVEU , DISPOMOS DO TESTEMUNHO IRREFUTÁVEL DO CARDEAL NATALLI ROCCA , QUE NA SUA CARTA PASTORAL PARA A QUARESMA , EMANADA DE BOLONHA EM 1946 , DIZ  :
“FOI MESMO LEÃO XIII QUEM REDIGIU ESTA ORAÇÃO . A FASE (SATANÁS E OS OUTROS ESPÍRITOS MALIGNOS) QUE VAGUEIAM PELO MUNDO PARA PERDER DAS ALMAS TEM UMA EXPLICAÇÃO HISTÓRICA QUE O SEU SECRETÁRIO PARTICULAR MONS. RINALDO ANGELI, NOS CONTOU VÁRIAS VEZES :

LEÃO XIII TEVE VERDADEIRAMENTE A VISÃO DE ESPÍRITOS INFERNAIS QUE SE ADENSAVAM SOBRE A CIDADE ETERNA (ROMA) ; E FOI DESTA EXPERIÊNCIA QUE NASCEU A ORAÇÃO QUE ELE QUIS TODA A IGREJA REZASSE . ESTA ORAÇÃO REZAVA-A ELE COM VOZ VIVA E VIBRANTE :  OUVIMO-LA MUITAS VEZES NA BASÍLICA DO VATICANO
 MAS ISTO NÃO É TUDO : ELE ESCREVEU TAMBÉM POR SUAS PRÓPRIAS MÃOS UM EXORCISMO ESPECIAL QUE FIGURA NO RITUAL ROMANO (ED. 1954, TIT. XII, C.III, PÁG.863 E SEG.) . RECOMENDAVA AOS BISPOS E AOS SACERDOTES QUE REZASSEM MUITAS VEZES ESTES EXORCISMOS NAS SUAS DIOCESES E PARÓQUIAS . ELE PRÓPRIO O FAZIA MUITAS VEZES DURANTE O DIA
     
TAMBÉM É INTERESSANTE TER EM CONTA UM OUTRO ACONTECIMENTO QUE REFORÇA AINDA MAIS O VALOR DESTA ORAÇÃO QUE SE REZAVA NO FIM DE CADA MISSA”

PIO XI QUIS QUE , AO SEREM REZADAS ESTAS ORAÇÕES , SE PUSESSE UMA INTENÇÃO PARTICULAR PELA RÚSSIA (ALOCUÇÃO DE 30 DE JUNHO DE 1930) . NESTA ALOCUÇÃO , DEPOIS DE TER LEMBRADO AS ORAÇÕES PELA RÚSSIA QUE ELE PRÓPRIO TINHA PEDIDO A TODOS OS FIÉIS A QUANDO DA FESTA DO PATRIARCA SÃO JOSÉ (19 DE MARÇO DE 1930) E , DEPOIS DE TER LEMBRADO A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NA RÚSSIA , CONCLUIU COM ESTAS PALAVRAS :

“E PARA QUE TODOS POSSAM SEM FADIGA E SEM OBSTÁCULOS CONTINUAR ESTA SANTA CRUZADA , DECIDIMOS QUE AS ORAÇÕES QUE O NOSSO BEM AMADO PREDECESSOR LEÃO XIII ORDENOU AOS SACERDOTES E AOS FIÉIS QUE REZASSEM DEPOIS DA MISSA , SEJAM DITAS POR ESTA INTENÇÃO PARTICULAR , ISTO É , PELA RÚSSIA . QUE OS BISPOS E O CLERO SECULAR E REGULAR TOMEM AO SEU CUIDADO INFORMAR OS FIÉIS E AQUELES QUE ASSISTEM AO SANTO SACRIFÍCIO, E QUE NÃO SE ESQUEÇAM DE LHES LEMBRAR ESTAS ORAÇÕES  - (CIVILTÀ CATTOLICA, 1930, VOL.III)”
     
CONFORME SE PODE CONSTATAR A PRESENÇA ATERRORIZADORA DE SATANÁS FOI CLARAMENTE TIDA EM CONTA PELO PONTÍFICE ; E A INTENÇÃO QUE PIO XI , TINHA ACRESCENTADO , VISAVA MESMO O FUNDAMENTO DAS FALSAS DOUTRINAS DIFUNDIDAS NO NOSSO SÉCULO , QUE ENVENENARAM NÃO SÓ A VIDA DOS POVOS MAS TAMBÉM DOS PRÓPRIOS TEÓLOGOS . SE A DISPOSIÇÃO TOMADA POR PIO XI NÃO FOI RESPEITADA ,  A FALTA DEVE-SE ÀQUELES A QUEM TINHA SIDO CONFIADA ; INSERIA-SE PERFEITAMENTE NO ÂMBITO DOS AVISOS CARISMÁTICOS QUE O SENHOR HAVIA DADO À HUMANIDADE ATRAVÉS DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA , EMBORA MANTENDO-SE INDEPENDENTE DESTA : FÁTIMA AINDA ERA DESCONHECIDA DO MUNDO - (PE. GABRIELE AMORTH. EXOCISTA OFICIAL DE ROMA)

O EXORCISMO DE LEÃO XIII , QUE NOS MOSTRA A AÇÃO NEFASTA DO MALIGNO, NOS NOSSOS DIAS , VÊ COMO É NECESSÁRIO RECORRER À PODEROSA INTERCESSÃO DA VIRGEM MARIA E DE SÃO MIGUEL , NO ATAQUE CONTRA AS FORÇAS DO MAL , QUER SE TRATE DE MALES FÍSICOS COMO DA ALMA

NÃO NOS DEIXEMOS ENGANAR : O INIMIGO DOS HOMENS , SATANÁS , TEM INVEJA DELES (SANTÍSSIMA VIRGEM E SÃO MIGUEL) . E AINDA QUANDO PARECE AJUDÁR-NOS FAVORECENDO-NOS COM UMA VIDA DE DINHEIRO , SENSUALIDADE E SORTE , É SEMPRE TENDO EM MIRA A NOSSA CONDENAÇÃO ETERNA... PENSE NISSO !

domingo, 30 de setembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO USO DA ÁGUA, ÓLEO E SAL EXORCIZADOS


Olá pessoal ! Nesta postagem você verá os meios instituídos por Jesus Cristo e pela Igreja para nos defender das ciladas dos Demônios. Existem muitos meios, como os Sacramentos que são sinais visíveis da graça de Deus, como por exemplo: Confissão, Eucaristia (Santa Missa)... 

E também os sacramentais tais como: Imagens, crucifixos, medalhas, água, óleo, velas, sal, entre outras coisas religiosas católicas, todos bentos por um sacerdote Católico (No caso um Padre). 
Aqui agora vamos vê o escrito de um famoso Exorcista Padre Gabriele Amorth Exorcista Oficial de Roma (Vaticano). Ele nos falará um pouco sobre os sacramentais no caso a ÁGUA, ÓLEO E SAL, bentos e exorcizados. Um ótimo escrito, extraído do livro "Um Exorcista Conta-nos".

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PADRE GABRIELE  AMORTH
 Famoso Exorcista da diocese de Roma.
Trecho do Livro "Um Exorcista Conta-nos" - Pe. Gabriele Amorth - Ed. Paulinas.

         De todos os meios a que o exorcistas (e não só exorcistas) recorrem com freqüência, citamos em primeiro lugar a água exorcizada (ou pela menos benzida), o azeite (de azeitona) exorcizado e o sal exorcizado. Qualquer sacerdote pode rezar as orações do Ritual para exorcizar estes três elementos, não sendo necessária nenhuma autorização especial. Mas é muito útil conhecer o uso específico destes três sacramentais que, usados com fé, são de uma enorme utilidade.

         A água benta: ocupa um lugar fundamental em todos os ritos litúrgicos. A sua importância leva-nos de novo à aspersão batismal. Durante a oração de benção, pede-se ao Senhor para que a aspersão desta água nos traga os três benefícios seguintes: 
  1. O perdão dos nossos pecados. 
  2. A defesa contra as ciladas do Maligno. 
  3. O dom da proteção divina.
 A oração do exorcismo da água proporciona outros tantos efeitos extras:
  1.  Afugentar todo o poder do demônio.
  2. Desarraigá-lo. 
  3. Expulsá-lo.
  4. curar doenças.
  5. aumentar a graça divina.
  6. proteger as casas onde os fiéis moram de toda a influência imunda causada pelo pestilento satanás.[...]

Em seguida a oração continua, sublinhando outros efeitos além de expulsar os demônios e acrescenta ainda a oração: Que as ciladas do demônio infernal sejam vencidas e que a serenidade e a saúde dos habitantes sejam protegidas de toda a eventual presença nociva, susceptível de perigar a paz dos habitantes, a fim de gozarem de serenidade e saúde.
         
O óleo exorcizado: Utilizado com fé, permite igualmente enfraquecer o poder dos demônios, os seus ataques e os fantasmas que suscitam. 

Recupera também a saúde da alma e do corpo; lembremos simplesmente o antigo costume de ungir as feridas com óleo e o poder que Jesus conferiu aos Apóstolos de curar os doentes pela imposição das mãos e a unção com óleo.

O óleo exorcizado tem, além disso, a propriedade específica de libertar o corpo do malefício. Aconteceu-me muitas vezes abençoar pessoas que tinham sido vítimas de bruxaria comendo ou bebendo qualquer coisa maléfica. É fácil compreender aquele mal de estômago de que já falamos ou ainda o fato de estas pessoas terem uma tendência para vomitar ou para começar com manifestações de soluços ou de arrotos especialmente em encontros de caráter religioso: quando vão á igreja, quando rezam, mas, sobretudo, quando são exorcizadas. Nesses casos o organismo, para se libertar, deve expelir tudo o que tem de maléfico. O óleo exorcizado é uma ajuda imensa para libertar o corpo dessas impurezas. Pode-se também beber água benta com esta finalidade.

         Convém mencionar alguns pormenores sobre este ponto, embora aqueles que não estão acostumados a estes fenômenos ou que nunca assistiram, tenham dificuldade em acreditar no que eu vou dizer.

Que coisas é que são expulsas? Por vezes saliva espessa e espumosa; outras vezes uma espécie de papa branca e granulosa. Outras ainda objetos dos mais variados: pregos, pedaços de vidro, bonequinhas pequenas em madeira, fios de corda com nós, fios de ferro enrolados, fios de algodão de diferentes cores, coágulos de sangue...essas coisas por vezes são expulsas pelas vias naturais; mas a maior parte das vezes vomitando. Repare-se que isso não provoca nunca o mínimo perigo ao organismo (que pelo contrário fica aliviado), mesmo que se trate de bocados de vidro cortantes.
O Pe. Cândido tinha uma pequena vitrine cheia deste tipo de objetos, expulsos por diversas pessoas. Noutros casos a expulsão permanece um ministério: a pessoa sente por exemplo uma dor abdominal como se tivesse um prego no estômago, depois encontra um prego no chão, ao seu lado, e a dor desaparece. Tem-se a impressão de que todos estes objetos se materializam exatamente no instante em que são expulsos.  
O Pe. Cândido afirmou durante uma entrevista “vi pessoas deitar bocados de vidro, de ferro, cabelos, ossos, algumas vezes pequenos objetos em plástico tendo a forma de uma cabeça de gato, de leão ou serpente. Estes objetos estranhos têm certamente uma ligação com a causa que determinou a possessão diabólica”.
         
O sal exorcizado: serve também para expulsar os demônios e para preservar a saúde da alma e do corpo. Mas uma das suas propriedades específicas consiste em proteger os lugares da influências ou presenças maléficas. Habitualmente, nestes casos, aconselho espalhar o sal exorcizado sobre a soleira da porta da casa e nos quatro cantos da divisão ou divisões que se suspeita estarem infestadas.
         O “mundo católico incrédulo” rir-se-á talvez perante estas afirmações. A verdade é que a ação dos sacramentais é tanto mais eficaz quanto maior for a fé; sem ela muitas vezes são ineficazes.
O Vaticano II, retomando os termos do Direito Canônico (Can. 1166), define-os como “os sinais sagrados com os quais por uma certa imitação dos sacramentos têm significado e obtêm efeitos especialmente espirituais, pela intercessão da Igreja”Quem os utilizar com fé obtém resultados inesperados. Sei de muitos males rebeldes aos medicamentos que desaparecem unicamente porque o interessado tinha feito sobre ele um sinal da cruz com óleo exorcizado.
       
        * comentário: o Vaticano II classifica, como uma "imitação" , no sentido de desvalorizar, o verdadeiro poder que temos em mãos, como leigos em especial, com os verdadeiros, sacramentais, não meramente imitados, e sim sacramentais verdadeiros, com uma forte arma contra o demônio - Clevinho Maia
 
         No que se refere às casas (de que falaremos aperte) é particularmente eficaz queimar incenso benzido. O incenso foi sempre considerado, mesmo junto dos povos pagãos, como um antídoto contra os espíritos malignos e um meio de louvar e adorar a divindade. Embora o seu emprego litúrgico seja extremante reduzido, continua a ser um meio eficaz de louvar e de lutar contra o Maligno.
         O Ritual contém uma benção especial para as roupas. Constatamos várias vezes a eficácia sobre pessoas incomodadas por presenças diabólicas. Por outro lado, isto constitui um teste para determinar se a pessoa é ou não vítima de presenças diabólicas. Também é útil saber isto.[São Miguel Arcanjo]
Nós, os exorcistas somos muitas vezes consultados por pessoas (pais, noivos...) que suspeitam que um dos seus próximos seja vítima do demônio, mas infelizmente essa pessoa não acredita nessas coisas, muitas vezes não tem qualquer fé religiosa e não está disposta de modo nenhum a receber a benção dum padre.

O que fazer nestes casos?

Acontece por vezes que, tendo sido benzidas algumas das suas roupas, a pessoa em questão despe-as imediatamente após as ter vestido, não suportando o contato com elas. Já demos um exemplo anteriormente. Também se pode fazer o teste da água benta. Por exemplo uma mãe suspeita dum filho ou do marido, prepara para todos a sopa feita com água benta; ou usa-a no chá ou no café. A pessoa que é vítima pode achar este alimento amargo ou intragável mas sem saber porquê.
         No entanto, chamamos a atenção para o fato de estes testes poderem ser revelados nos casos positivos: isto é, se uma pessoa é sensível ao fato de a água estar ou não benzida, poderá ser sintoma de uma presença maléfica. Porém o raciocínio inverso não é concludente: o fato de uma pessoa não reagir a este tipo de testes não permite excluir a possibilidade de ter uma presença maléfica. O demônio faz tudo para não ser descoberto.
         Mesmo durante os exorcismos o demônio procura esconder-se; e o Ritual põe mesmo de sobreaviso o exorcista contra os fingimentos diabólicos. Por vezes o demônio ou não responde ou dá respostas estúpidas, não atribuíveis a um espírito inteligente como ele é. Outras vezes finge ter saído do corpo de possesso e de ter deixado de o perturbar, esperando assim evitar que a pessoa procure bênçãos do exorcista.
Outras vezes impede por todos os meios que a pessoa se submeta aos exorcismos: poderão ser obstáculos físicos ou, na maior parte das vezes, psíquicos que fazem com que o paciente não compareça ao encontro com o exorcista no dia marcado, a não ser que seja forçado por um parente ou amigo.
Outras vezes finge os sintomas de uma doença quase sempre psíquica, para dissimular a realidade da sua presença e fazer crer que a pessoa sofre de uma doença natural.
Outras vezes o paciente tem sonhos ou visões em que tem a ilusão de que o Senhor, a Virgem Santíssima ou qualquer Santo o libertou, fato que o leva a anular a sua marcação com o exorcista, dizendo-lhe, eventualmente, já estar liberto.
         Os sacramentais indicados, além da ajuda específica própria de cada um, servem também para desmascarar, pelos menos parcialmente, as diversas ciladas do Maligno. Estas ciladas são muito numerosas e é preciso rezar muito para obter a graça do discernimento.
Citemos, entre os casos mais freqüentes: os que julgam ter visões ou ouvir vozes interiores; os que se abandonam a um misticismo falso ou se fazem passar por “vidente”. Quando não se trata de doenças psíquicas, estes casos são muitas vezes o fruto de engano do demônio.
         Termino este capítulo com um episódio relacionado com a água benta.
Um dia Pe. Cândido ia exorcizar um possesso. O sacristão aproximou-se dele com o recipiente da água e o hissope. O demônio disse-lhe imediatamente: “lava o focinho com esta água!”. Só então o sacristão se lembrou que tinha enchido o reservatório na torneira, mas que se tinha esquecido de mandar benzer a água.
         O novo Ritual de Bênçãos, obrigatório desde 1 de Abril de 1993, mudou a fórmula, mas certamente não lhe alterou os efeitos, embora já não venha indicado explicitamente.  

Extraído do Livro "Um Exorcista Conta-nos" - Pe. Gabriele Amorth - Ed. Paulinas.

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terça-feira, 17 de julho de 2012

PE. GABRIEL AMORTH FALA SOBRE ANJOS, DEMÔNIOS E EXORCISMO!



O Pe. Gabriel Amorth, um dos mais famosos exorcistas católicos do mundo na hodiernidade, concede entrevista pouco antes do lançamento do filme "O rito de Mikael Hafstrom" sobre as insídias diabólicas e os planos de satanás para dominar o mundo cristão. Sapiencialmente, o Pe. Gabriel nos instrui à tomarmos a devida cautela para não nos associarmos à tal projeto demoníaco, além de nos alertar sobre a profusão de livros na atualidade que carregam em si uma homenagem à Satanás 
 

Quinta-feira, 24 de novembro, 2011 (ZENIT.org) - Quem é o diabo? Qual é seu nome real? Quão poderoso é? Como se manifesta a sua obra destruidora nas vidas dos homens?

Estas e outras perguntas semelhantes foram respondidas pelo Padre Gabriel Amorth, célebre exorcista italiano, em uma vídeo-intrevista projetada ontem à tarde durante o Umbria International Film Fest, pouco antes da projeção do filme O rito de Mikael Hafstrom, cujo objeto é precisamente o exorcismo.

Padre Amorth diz que os anjos são essencialmente "um espírito puro criado por Deus. Como os homens, também os anjos foram submetidos à uma prova de obediência, que Satanás – que era o mais brilhante dos espíritos celestes - se rebelou.

Satanás é, portanto, o primeiro diabo da história sagrada, e o mais poderoso de todos. Assim como no céu, com os santos e anjos, nas suas várias categorias, também no inferno há uma hierarquia. Enquanto o Reino de Deus é governado pelo amor, o reino de Satanás é dominado pelo ódio. "Os demônios se odeiam entre si e a sua hierarquia é baseada no terror", disse o padre Amorth.

"Um dia - disse o exorcista - eu estava quase liberando uma pessoa possuída por um demônio que não era nem mesmo um dos mais fortes. Por que você não vai embora?, perguntei-lhe. Porque – me respondeu - se eu sair Satanás me punirá ". A finalidade da existência dos demônios é "arrastar o homem ao pecado e trazê-lo para o inferno", disse Amorth.

O que é, então, que impulsiona o homem a esta louca obra de auto-destruição e condenação? Segundo o padre Amorth, o homem é sempre impulsionado pela "curiosidade", uma inclinação que pode ser "positiva ou negativa dependendo das circunstâncias”.

O verdadeiro 'triunfo' do demônio, porém, é que ele está "sempre escondido" e a coisa que mais deseja é que não se "acredite na sua existência". Ele "estuda a cada um de nós, nas suas tendências para o bem e para o mal, e depois suscita as tentações", aproveitando-se das nossas fraquezas.

A época contemporânea, afinal de contas, é representada precisamente pelo total

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