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sábado, 30 de agosto de 2014

GRANDIOSOS MILAGRES EUCARÍSTICOS NO MUNDO




    "João 6, 51

    Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo."

    A revista “Jesus” das Edições Paulinas de Roma, publicou uma matéria do escritor Antonio Gentili, em abril de 1983, pp. 64-67, onde apresenta uma resenha de milagres eucarísticos. Há tempos, foi traçado um “Mapa Eucarístico”, que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade dos quais ocorridos na Itália. São muitíssimos os milagres eucarísticos no mundo todo. Por exemplo, Marthe Robin, uma francesa, milagre eucarístico vivo, alimentou-se durante 53 anos só de Eucaristia. Teresa Newmann, na Alemanha, durante mais de 36 anos alimentou-se também só de Eucaristia. Bom vamos a alguns Milagres maravilhosos onde Jesus se revelar no Santíssimo Sacramento: CLIQUE ABAIXO PARA SE REDIRECIONADO PARA POSTAGEM COMPLETA:


    1 - Marta Rubin a mulher que viveu 53 anos alimentando-se apenas da Eucaristia.

    2 - Nove Hóstias que se transformaram em carne - Milagres Eucarísticos

    3 - O MILAGRE EUCARÍSTICO DE BOLSENNA ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRIST 

    4 - Teresa Newman a mulher que viveu 36 anos apenas alimentando-se da Santa Eucaristia.

    5 - Milagre eucarístico de Ofida - Ano 1273

    6 - Papa Francisco e o milagre eucarístico de Buenos Aires


    EM BREVE MAIS POSTAGEM..

    COMPARTILHEM CATÓLICOS COM ALEGRIA, JESUS ESTA NO MEIO DE NÓS !!!!




            domingo, 24 de agosto de 2014

            Ah o Céu como és belo - Visão de São Dom Bosco



            A maioria das pessoas vivem como se depois desta vida não houvesse um lugar que as aguarda, mas cada um de nós, no anoitecer da nossa existência, receberemos a nossa recompensa de acordo com nossas obras (Mt 16,27), Céu ou Inferno. Ainda não somos tão violentos no trabalho para a nossa salvação porque não meditamos sobre o prêmio dos justos. Meditemos, pois, sobre a Nova Jerusalém e animemo-nos. "Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida." (Ap 2,10)

            “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia.
            Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo.
            Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.
            Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição.
            Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
            Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva.
            O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.
            Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte.
            Então veio um dos sete Anjos que tinham as sete taças cheias dos sete últimos flagelos e disse-me: Vem, e mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.
            Levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, revestida da glória de Deus. Assemelhava-se seu esplendor a uma pedra muito preciosa, tal como o jaspe cristalino.
            Tinha grande e alta muralha com doze portas, guardadas por doze anjos. Nas portas estavam gravados os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
            Ao oriente havia três portas, ao setentrião três portas, ao sul três portas e ao ocidente três portas.
            A muralha da cidade tinha doze fundamentos com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
            Quem falava comigo trazia uma vara de ouro como medida para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.
            A cidade formava um quadrado: o comprimento igualava à largura. Mediu a cidade com a vara: doze mil estádios. O comprimento, a largura e a altura eram iguais.
            E mediu a muralha: cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida humana empregada pelo anjo.
            O material da muralha era jaspe, e a cidade ouro puro, semelhante a puro cristal.
            Os alicerces da muralha da cidade eram ornados de toda espécie de pedras preciosas: o primeiro era de jaspe, o segundo de safira, o terceiro de calcedônia, o quarto de esmeralda,
            o quinto de sardônica, o sexto de cornalina, o sétimo de crisólito, o oitavo de berilo, o nono de topázio, o décimo de crisóparo, o undécimo de jacinto e o duodécimo de ametista.
            Cada uma das doze portas era feita de uma só pérola e a avenida da cidade era de ouro, transparente como cristal.
            Não vi nela, porém, templo algum, porque o Senhor Deus Dominador é o seu templo, assim como o Cordeiro.
            A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro.
            As nações andarão à sua luz, e os reis da terra levar-lhe-ão a sua opulência.
            As suas portas não se fecharão diariamente, pois não haverá noite.
            Levar-lhe-ão a opulência e a honra das nações.
            Nela não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
            Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandecente como cristal de rocha, saindo do trono de Deus e do Cordeiro.
            No meio da avenida e às duas margens do rio, achava-se uma árvore da vida, que produz doze frutos, dando cada mês um fruto, servindo as folhas da árvore para curar as nações.
            Não haverá aí nada de execrável, mas nela estará o trono de Deus e do Cordeiro. Seus servos lhe prestarão um culto.
            Verão a sua face e o seu nome estará nas suas frontes.
            Já não haverá noite, nem se precisará da luz de lâmpada ou do sol, porque o Senhor Deus a iluminará, e hão de reinar pelos séculos dos séculos.
            Ele me disse: Estas palavras são fiéis e verdadeiras, e o Senhor Deus dos espíritos dos profetas enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos o que deve acontecer em breve.
            Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste livro.
            Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava.
            Mas ele me disse: Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste livro. Prostra-te diante de Deus.
            Disse ele ainda: Não seles o texto profético deste livro, porque o momento está próximo.
            O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais.
            Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.
            Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim.
            Felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas.
            Fora os cães, os envenenadores, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!
            Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos atestar estas coisas a respeito das igrejas. Eu sou a raiz e o descendente de Davi, a estrela radiosa da manhã.
            O Espírito e a Esposa dizem: Vem! Possa aquele que ouve dizer também: Vem! Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida!
            Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro;
            e se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro.
            Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!”

            Apocalipse 21, 1-27; 22, 1-20

            VISÃO DE SÃO JOÃO BOSCO

            “O Céu, na noite de 22 de Dezembro (de 1876), ficou memorável no Oratório de Dom Bosco.
            A hora da oração foi um pouco antecipada.
            No locutório, reuniram-se os estudantes, os artesãos e todas as pessoas da casa.
            Dom Bosco tinha prometido falar no domingo anterior, mas não pudera fazê-lo.
            Imagine-se a expectativa geral.
            Subiu à cátedra, saudado por palmas entusiásticas, como acontecia sempre que dava, daquele modo, a "boa noite" à comunidade inteira.
            Fez o sinal de que ia falar, e imediatamente fez-se completo silêncio...
            Na noite em que estive em Lanzo -- iniciou D. Bosco --, chegada a hora de repousar, aconteceu-me que tive um sonho especial, que não tem nenhuma relação com sonhos normais.
            São coisas muito estranhas.
            Mas para os meus filhos não tenho segredos; abro-lhes inteiramente o coração.
            Pensai o que quiserdes desse sonho.
            Como diz S. Paulo, «quod bonum est tenete» [conservai o que é bom], se alguma coisa encontrardes nele que seja de proveito para a vossa alma, sabei aproveitar-vos disso.
            Quem não quiser acreditar-me, que não acredite, pouco importa; mas que ninguém jamais zombe das coisas que vou dizer.
            Peço-vos ainda que não o conteis, nem o comuniqueis por escrito, aos que não são desta casa.
            Aos sonhos, pode dar-se a importância que os sonhos merecem, e os que não conhecem a nossa intimidade poderiam formar juízos erróneos, vendo as coisas de modo diferente do que são na realidade.
            Não sabem eles que sois meus filhos, e que sempre vos digo tudo o que sei, e às vezes até mesmo o que não sei (risos gerais).
            Mas o que um pai manifesta aos seus filhos queridos, para o bem deles, deve ficar entre o pai e os filhos, não passando adiante.
            E ainda por outro motivo: É que em geral, quando se contam tais coisas por fora, ou se desfiguram os factos, ou se conta apenas uma parte deles, sendo por isso mal interpretados; de onde nasce dano, pois o mundo desprezaria o que não deve ser desprezado.
            Deveis saber que, ordinariamente, temos sonhos quando dormimos.
            Ora, na noite de 6 de Dezembro, enquanto eu estava no meu quarto, não me recordo bem se lendo, ou se dando voltas pelo aposento, ou se me havia já deitado, comecei a sonhar...
            Logo me pareceu estar sobre uma elevação de terreno, ou numa colina, à beira duma imensa planície, cujos confins a vista não alcançava, pois perdiam-se na imensidão.
            A palnície era toda azulada, como um mar calmo, embora o que eu visse não fosse água, parecendo um cristal límpido e luminoso.
            Sob os meus pés, por trás de mim e de ambos os lados, via uma região à maneira dum litoral, à margem do oceano.
            Largos e gigantescos caminhos dividiam aquela planície em vastíssimos jardins de indescritível beleza, todos estes repartidos em bosquezinhos, prados e canteiros de flores, de formas e cores variadas.
            Nenhuma das nossas plantas pode dar-nos uma ideia daquelas, embora tenham com elas alguma semelhança.
            As ervas, as flores, as árvores, as frutas, eram vistosíssimas e de belíssimo aspecto.
            As folhas eram de ouro; os troncos e ramos, de diamante; correspondendo tudo o mais a tal riqueza.
            Era impossível contar as diferentes espécies de plantas, e cada uma resplandecia com uma luz própria.
            No meio daqueles jardins e em toda a extensão da planície, eu contemplava incontáveis edifícios de ordem, beleza, harmonia, magnificência e proporções tão extraordinárias, que para a construção de um só deles me parecia que não seriam suficientes todos os tesouros da Terra.
            E eu dizia para mim mesmo: "Se os meus meninos tivessem uma destas casas, como gozariam, que felizes seriam e com quanto gosto viveriam nela!"
            Isto pensava eu, vendo externamente os palácios.
            Qual não deveria ser então a sua magnificência interior!
            Enquanto contemplava, extasiado, tão estupendas maravilhas que adornavam aqueles jardins, eis que chega aos meus ouvidos uma música dulcíssima, de tão agradável e suave harmonia que nem posso dar-vos dela a mínima ideia.
            As músicas do Padre Cagliero e de Dogliani nada têm de musical, se comparadas àquela!
            Eram cem mil instrumentos, produzindo cada qual um som diverso do outro, enquanto todos os sons possíveis difundiam pelos ares as suas ondas sonoras.
            A tão maravilhosos sons, somavam-se ainda os inebriantes coros de cantores.
            Vi então uma grande multidão de pessoas que se encontrava naqueles jardins e se regozijava com com imensa alegria e satisfação.
            Uns tocavam e outros cantavam; e cada voz, cada nota, produzia o efeito de mil instrumentos reunidos, todos diferentes uns dos outros.
            Ao mesmo tempo, ouviam-se os diversos graus da escala harmónica, desde os mais baixos até aos mais agudos que se possam imaginar, mas todos em perfeita harmonia.
            Ah, para descrever-vos tal harmonia, não existem comparações humanas!
            Via-se, pelo rosto dos felizes habitantes do jardim, que os cantores não só experimentavam extraordinário prazer em cantar, mas ao mesmo tempo sentiam imenso gozo em ouvir cantar os demais.
            Quanto mais um cantava, mais se lhe acendia o desejo de cantar, e quanto mais ouvia, mais desejava ouvir.
            Era isto o que eles cantavam:
            «Salus, honor, gloria Deo Patri omnipotenti!... Auctor saeculi, qui erat, qui est, qui venturus est iudicare vivos et mortuos, in saecula saeculorum» [Saudação, honra e glória a Deus Pai omnipotente!... Autor do tempo, Aquele que era e que é, e que virá a julgar os vivos e os mortos, por todos os séculos dos séculos].
            Enquanto ouvia, atónito, essa celestial harmonia, vi aparecer uma imensa multidão de jovens, muitos dos quais eu conhecia, pois tinham estado no Oratório e noutros nossos colégios; mas era-me desconhecida a maior parte deles.
            A multidão interminável dirigia-se para mim.
            À sua frente, vinha (São) Domingos Sávio, e logo atrás dele vinham o Padre Alasonatti, o Padre Chiala, o Padre Giulitto, e muitos outros sacerdotes e clérigos, cada um deles conduzindo uma secção de jovens.
            E eu perguntava a mim mesmo: "Estou a dormir, ou estou acordado?"
            Batia as mãos uma na outra e tocava no meu peito, para certificar-me de que era realidade o que então via.
            Chegada diante de mim toda aquela multidão, parou à distância de oito ou dez passos.
            Brilhou então um relâmpago de luz mais viva; cessou a música e fez-se um silêncio profundo.
            Todos os jovens estavam tomados pela maior alegria, que lhes transparecia no olhar, e nos seus rostos via-se a paz de uma felicidade perfeita.
            Olhavam-me com um suave sorriso nos lábios, e parecia que desejavam falar, mas não falavam.
            Então, adiantou-se Domingos Sávio, apenas alguns passos, e ficou tão próximo a mim que, se eu tivesse estendido a mão, certamente tê-lo-ia tocado.
            Calava-se e olhava-me, sorrindo. Que belo ele estava!
            As suas vestes eram verdadeiramente singulares:
            Caía-lhe até aos pés uma túnica alvíssinia, coberta de diamantes e toda bordada de ouro.
            Cingia-lhe a cintura uma ampla faixa vermelha, recamada com tantas pe dras preciosas que uma quase tocava a outra, e entrelaçavam-se em desenho tão maravilhoso, apresentando tanta beleza de cores, que eu, ao vê-lo, sentia-me fora de mim por tamanha admiração!
            Pendia-lhe do pescoço um colar de flores raras, mas não naturais, parecendo como se as pétalas fossem de diamantes unidos entre si, sobre hastes de ouro; e assim era tudo o mais.
            Essas flores refulgiam com luz sobre-humana, mais viva que a do Sol, que naquele instante brilhava com todo o esplendor duma manhã de Primavera.
            As flores reflectiam os seus raios sobre o rosto cândido e corado (de Domingos Savio), de modo indescritível, dando-lhe uma luz de modo tão singular, que nem se distinguiam bem as suas várias espécies.
            A cabeça, tinha-a cingida com uma coroa de rosas; e os cabelos caíam-lhe sobre os ombros em ondulantes cachos, dando-lhe um ar tão pulcro, tão afectuoso, tão encantador, que parecia... parecia mesmo um Anjo!”

            quarta-feira, 7 de maio de 2014

            Dom Bosco e as três alvuras da fé católica e o plano para desmitifica os santos


            Muitos conhecem Dom Bosco pelo seu trabalho com a juventude. De fato, isso é verdade. Mas, o que muitos não sabem é que São João Bosco era um fiel escravo de Nossa Senhora, com uma devoção cortante pelo Santíssimo Sacramento, além de sua dedicação filial ao Papa.

            Veja o vídeo de padre Padre Paulo Ricardo em uma ótima aula, abaixo tem um breve resumo, mas o vídeo e mais detalhando além de ter outras mensagens do padre.



            Mais sobre São Dom Bosco (resumo breve do vídeo)


            No dia 31 de janeiro de 1888, partia ao Céu um grande educador da juventude: João Melchior Bosco. Este homem de santidade indiscutível foi canonizado pelo Papa Pio XI ainda no ano de 1934 e a liturgia católica celebra-o em todo final de janeiro, quando se recorda a data de seu nascimento para Deus.

            São famosos, por exemplo, os sonhos que este servo de Deus relatava aos jovens de seu Oratório. Desde a mais tenra infância, o Senhor se comunicava com Dom Bosco por meio dessas experiências. E, no entanto, seus sonhos – com conteúdos verdadeiramente extraordinários – foram reduzidos por muitos biógrafos a meros “contos pedagógicos”, como se João Bosco os tivesse inventado para ensinar lições aos seus jovens. Os testemunhos de quem convivia com São João Bosco, no entanto, atestam que os seus sonhos eram realidades de fato sobrenaturais. Pessoas próximas relatavam ver uma luz sair de Dom Bosco durante seus sonos, enquanto sonhava, e também durante suas pregações, enquanto ensinava. Foi durante um sonho que ele teve, ainda aos nove anos de idade, que lhe foi revelada a sua vocação: neste sonho, ele tentava mudar alguns jovens com violência e Deus lhe dizia que não era assim que ele os iria converter, mas sim falando a eles da feiura do pecado e da beleza das virtudes. Ainda que as coisas não tenham ficado claras para ele naquele instante, mais adiante ele percebeu o que Deus queria dele: que se entregasse totalmente à evangelização da juventude
            De fato, seu trabalho com os jovens foi de tal modo significativo que fez com que o bem-aventurado João Paulo II o aclamasse como “pai e mestre da juventude”[2].

            Mas não foi apenas por sua vida ativa que Dom Bosco mereceu ser elevado à honra dos altares. Ao lado de uma intensa atividade pastoral, João Bosco era um homem de profunda oração. Obediente à palavra do Apóstolo: “Orai sem cessar”[3], ele teve avanços prodigiosos na vida espiritual, chegando, sem dúvida, àquela que Santa Teresa de Ávila descreve como a sétima morada[4]. Ao fim de sua vida, tal era sua união com o Altíssimo, que ele, por assim dizer, “não precisava rezar”, pois as faculdades de sua alma estavam todas na presença de Deus e toda a sua vida havia se transformado em uma oração.


            Ao lado desta união com Deus, estavam as manifestações extraordinárias que lhe aconteciam. Além de seus sonhos, Dom Bosco também tinha visões. Ambas revestiam-se, muitas vezes, de caráter profético.
            o famoso sonho das duas colunas, por exemplo, Dom Bosco viu o barco da Igreja, conduzido pelo Papa, ser ancorado em duas grandes colunas: uma com a Virgem Maria e outra, maior, com a imagem da hóstia consagrada, Jesus Eucarístico.


            Neste sonho, pequenos navios tentavam derrubar a barca da Igreja e o Papa se reunia com os capitães dos barcos vizinhos para aconselhar-se. No entanto, por conta dos ataques externos, os bispos tinham que voltar aos seus barcos. Era uma clara alusão ao Concílio Vaticano I, convocado pelo Papa Pio IX, Concílio que não chegou a encerrar-se, por causa da invasão de Roma em 1870 pelos “piemonteses”[5] [6], processo que consolidou a unificação da Itália.


            Ainda no sonho, Dom Bosco via que o Papa se reunia novamente com os capitães dos barcos próximos e, depois disso, aparecia um Pontífice que era atingido, mas não morria – referências evidentes ao Concílio Vaticano II e ao atentado ao Papa João Paulo II, em 13 de maio de 1981.


            Outro dado interessante era que o barco da Igreja não era apenas mirado por canhões, mas também por “livros incandescentes”. Dom Bosco estava indicando que a guerra à Igreja seria, sobretudo, uma guerra dos maus livros, dos maus ensinamentos.


            Em uma visão, às vésperas da solenidade da Epifania do Senhor, em 1870, ano da invasão dos Estados Pontifícios, Dom Bosco viu o acontecimento que se daria naquele ano, a saber: a Guerra Franco-Prussiana, que faria as tropas francesas se retirarem de Roma e a deixarem desprotegida. Na mesma visão, Deus revelou a São João Bosco castigos que cairiam sobre a Cidade Eterna, como a brecha de Porta Pia. O santo escreveu ainda que, “antes que transcorram dois plenilúnios do mês das flores, o arco-íris da paz aparecerá sobre a terra”. O próximo plenilúnio no mês de maio – o “mês das flores” – está previsto para acontecer em 2026. Seria desta data que Dom Bosco estaria falando?


            Na verdade, os sonhos e visões proféticos de São João Bosco não devem ser para nós fontes para uma curiosidade malsã, um desejo de saber a data dos acontecimentos futuros ou mesmo do próprio fim dos tempos, dia que “ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai”[7]. Devem ser, ao contrário, uma palavra de confiança n’Aquele que conduz a Igreja e prometeu que, apesar das perseguições e dos incessantes combates, as portas do inferno não prevaleceriam contra ela[8].


            São João Bosco nutria uma grande devoção pela Santíssima Virgem Maria, invocada de modo especial sob o título de Nossa Senhora Auxiliadora. Fê-lo porque estava convencido de que a mesma Senhora que auxiliou o povo cristão na famosa batalha de Lepanto – o combate dos cristãos contra os infiéis que queriam dominar a Cristandade – viria em socorro da Igreja nestes tempos de grande combate. Nessa época em que há tantas heresias e ensinamentos errados, Dom Bosco confiava na Virgem Auxiliadora, rogando a ela que mantivesse viva, no povo cristão, a pureza da fé.


            Fonte: Padre Paulo Ricardo

            quinta-feira, 31 de outubro de 2013

            Três visões terríveis do inferno dadas por Deus a santos da Igreja Católica.


            O juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia, disse acreditar no inferno e no diabo, e as pessoas zombaram dele. Mas os partidários de Scalia são muito mais importantes que seu críticos: além de serem maioria no país, tanto Jesus, o Filho de Deus, como o seu Vigário, o Papa Francisco, falam constantemente do inferno em seus ensinamentos.
             
            O inferno é real e, para os católicos, sua existência é um dogma. O Concílio de Florença estabeleceu, em 1439, que “as almas dos que morrem em pecado mortal atual, ou somente no pecado original, descem rapidamente ao inferno”.
             
            Por ser um lugar no qual estão somente aqueles que morreram, os vivos não têm acesso a ele – pelo menos em circunstâncias normais. No entanto, muitos santos, ao longo da história da Igreja, afirmaram ter vivido experiências místicas do inferno e as descreveram.
             
            A seguir, detalharemos três destas descrições.
             
            Cabe recordar que o Catecismo da Igreja Católica afirma claramente que o papel das revelações privadas não é “melhorar” ou “completar” o depósito da fé, mas “ajudar a vivê-la mais plenamente em uma determinada época histórica”.
             
            O relato destas visões servem para ajudar as pessoas a levar mais a sério a realidade do reino eterno dos condenados. Duas das visões que apresentamos são do século XX.
             
            Densa escuridão: Santa Teresa de Ávila
             
            A grande santa do século XVI, Teresa de Ávila, foi uma religiosa e teóloga carmelita. Está na lista dos 35 doutores da Igreja. Seu livro “Castelo Interior” é considerado um dos textos mais importantes sobre a vida espiritual. Em sua autobiografia, a santa também descreve uma visão do inferno que Deus lhe concedeu, segundo ela, para ajudá-la a afastar-se dos seus pecados.
             
            “A entrada pareceu-me semelhante a uma passagem estreita muito longa, como um forno baixo, escuro e constrangido; o chão pareceu-me consistir em água lamacenta, muito suja e de muito mau cheiro, com muitos parasitas e vermes imundos. No fim, havia um nicho na parede ao jeito de um pequeno armário; aí achei-me metida em muito estreito lugar. Tudo isso era nada, em comparação com que eu sentia: isto que eu descrevo está só mal expresso.”
             
            “O que senti, parece-me que não posso nem começar a exprimi-lo; nem pode ser entendido. Experimentei um fogo na alma, que eu não sei como descrevê-lo. As dores corpóreas tão insuportáveis, que embora as tenho sofrido penosas nesta vida e que, de acordo com o que os médicos dizem, das piores que podem ser sofridas na terra, pois todos os meus nervos estavam contraídos quando fiquei paralisada, e com mais muitos outros sofrimentos de muitas espécies que eu suportei, e ainda alguns, como disse, causados pelos demônios, todos estes eram nada em comparação com os que eu experimentei lá, e saber que haviam de ser sem fim e sem jamais cessar.”
             
            “Isto não era nada, porém, em comparação com o agoniar da alma: um apertamento, um afogamento, uma aflição tão agudamente sentida e com tal desesperada e afligida infelicidade que atormenta, que eu não sei como exprimir; porque parece estar-se sempre arrancando a alma que se rasga em pedaços.”
            “O fato é que não sei como dar uma descrição suficientemente poderosa daquele fogo interior e aquela gravíssima desesperação sobre tão dolorosos tormentos e dores. Eu não vi quem me os infligia, mas, sentia-me queimar e espedaçar, ao que me parece, e repito que o pior era aquele fogo interior e aquele desespero.”
            “Estando em tão fétido lugar, tão incapaz de esperar qualquer consolação, não há onde sentar-se ou deitar-se, nem há lugar, ainda que estava eu metida nessa espécie de buraco feito na parede, porque essas paredes apertam e tudo sufoca. Não há nenhuma luz, senão todo trevas escuríssimas.”
             
            “Depois, eu tive uma visão de coisas espantosas. De alguns vícios, o castigo. Porque não é nada o ouvi-lo dizer, nem eu ter meditado de outras vezes sobre diversos tormentos (embora poucas vezes o fizesse, pois que, por caminho de temor, não ia bem a minha alma), nem que os demônios atormentam, nem outros diferentes suplícios que tenho lido, nada é como esta pena, porque é outra coisa. Enfim, é tão diferente como a pintura o é da realidade, e o queimar-se aqui na terra é muito pouco em comparação com este fogo de lá. Eu fiquei tão aterrada, e ainda agora o estou ao escrever isto, apesar de haver já quase seis anos que de temor – parece-me, e assim é –, me falta o calor natural aqui onde estou.”
             
            “Daqui também cobrei a grandíssima pena que me dão as almas que se condenam (destes luteranos em especial, porque já eram, pelo Batismo, membros da Igreja), e os grandes ímpetos de salvar almas, que me parece certo que, para livrar uma só de tão gravíssimos tormentos, padeceria eu muitas mortes de muito boa vontade.”
             
            Cavernas horríveis, abismos de tormentos: Santa Maria Faustina Kowalska
            Santa Maria Faustina Kowalska, conhecida como Santa Faustina, foi uma religiosa polonesa que afirmou ter tido uma série de visões que incluíam Jesus, a Eucaristia, os anjos e vários santos. Das suas visões, registradas em seu “Diário“, a Igreja recebeu a já popular devoção ao Terço da Divina Misericórdia.
             
            Em um trecho do seu diário, no final de outubro de 1936, ela descreve sua visão do inferno:
             
            “Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do inferno, um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca; o quarto tormento, é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói: é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o seu. O sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo tormento é o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.”
            “São tormentos que todos os condenados sofrem juntos. Mas não é ó fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Estou escrevendo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve lá e não sabe como é.”
             
            “Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham de me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi.”
             
            “Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o inferno existia. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. ‘Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios, a ter que vos ofender com o menor pecado que seja’.”
             
            Um grande mar de fogo: Irmã Lúcia de Fátima
             
            A irmã Lúcia não é uma santa, mas é uma das destinatárias de uma das revelações privadas mais importantes do século XX, ocorrida em Fátima (Portugal). Em 1917, ela era uma das três crianças que afirmou ter tido numerosas visões de Nossa Senhora. Ela declarou que Maria lhes mostrou uma visão do interno que ela descreveu em suas “Memórias”.
             
            “Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizava e fazia estremecer de pavor.”
             
            “Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, graças à nossa boa Mãe do céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.”
             
            Alguma reação? Podemos nos confiar à misericórdia de Deus em Cristo, e evitar, assim, qualquer coisa que se aproxime destas descrições, passando toda a eternidade em união com Deus no céu.
            Fonte: Brantly Millegan

            segunda-feira, 2 de setembro de 2013

            SANTA MISSA: TESOURO SACRATÍSSIMO, TESOURO SEM PREÇO! - por São Leonardo de Porto-Maurício.



            Um texto belíssimo de São Leonardo de Porto-Maurício, sobre as excelências da Santa Missa, seus frutos e a riqueza desperdiçada por muitos, entre religiosos e leigos. Sacerdotes inclusos. O texto é longo, eu sei, mas vale a pena "perder" um pouco de tempo com essa leitura, porque o tempo da eternidade no Inferno é... maior!

            PARA EXCITAR TODOS OS FIÉIS A ASSISTIR TODOS OS DIAS À SANTA MISSA‏

            Aqueles que não têm gosto para assistir à Santa Missa, invocam inúmeros pretextos para escusar sua tibieza. Podeis vê-los absolvidos por seus negócios. Cheios de solicitude e zelo pelo progresso de seus miseráveis interesses. Para isso toda fadiga é leve, e não há dificuldade que os retenha. Ao contrário, para assistir à Santa Missa, que é o mais importante dos tesouros, ei-los cheios de frieza e preguiça, invocando centenas de escusas frívolas: seus inúmeros cuidados, sua saúde delicada, os embaraços da família, a falta de tempo, o excesso de ocupações. Em suma, se a Santa Madre Igreja não os obrigasse sob pena de pecado a assistir à Santa Missa ao menos, aos domingos e dias santificados, sabe DEUS se visitariam jamais uma igreja ou dobrariam o joelho ante um altar!

            Ó vergonha, ó profunda miséria de nossos tempos infelizes, que estamos longe do fervor dos primeiros cristãos, os quais, como já disse, assistiam todo dia à Santa Missa e recebiam o Pão dos Anjos. No entanto, não lhes faltavam afazeres, cuidados, ocupações. Mas a própria Santa Missa era para eles um auxílio para bem dirigir seus negócios e interesses espirituais e temporais

            Mundo obcecado! Quando abrirás os olhos para reconhecer tão palpável ilusão? Vamos! Despertemos todos! E que nossa devoção preferida, a mais amada, seja assistir diariamente à Santa Missa e nela comungar, pelo menos espiritualmente

            Para alcançar tão santo resultado, não sei de meio mais eficaz que o exemplo, pois é uma máxima indiscutível que todos “vivimus ab exemplo”: isto é, que tudo que vemos feito por nossos semelhantes se nos torna acessível e fácil. Não poderás fazer, dizia a si próprio Santo Agostinho, o que fazem estes e aqueles? “Tu non poteris qudo isti et istae”?

            Apresentarei, portanto, alguns exemplos interessantes de pessoas diversas, e por este meio espero convencer todo o mundo.

            EXEMPLOS PARA AS PESSOAS DE CATEGORIA:

            Uma mulher, que entra na Igreja com um traje espaventoso, atrai todos os olhares, e queira DEUS não atraia também os corações, arrebatando ao SENHOR as devidas adorações!
            Não é preciso excitar estas pessoas a assistir todos os dias à Santa Missa; já são demais levadas a frequentar as igrejas. O importante será fazer-lhes compreender com que modéstia e respeito devem portar-se na casa de DEUS, especialmente quando se celebra a Santa Missa. Tanto mais me edificam senhoras da nobreza e princesas que só aparecem ante aos altares vestidas simplesmente, sem luxo nem elegâncias refinadas, quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com seus penteados ridículos e ares de atrizes, assumem poses de deusas no lugar santo
            A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso devido à Santa Missa. Ao assistir à Santa Missa, viu essa nobre flamenga um espetáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber, e sim, para satisfazer uma paixão impura. Em volta dela estavam um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo. Quando ela se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns lhe seguraram a cauda do vestido, outro lhe ofereceu o braço enquanto outros lhe faziam cortejo e serviam-lhe como a sua senhora. No momento em que o sacerdote descia do altar com a Santa Hóstia na mão, a fim de dar a comunhão àquela infeliz, pareceu a Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e volvia ao Céu, repugnando-Lhe entrar num coração assim rodeado de espíritos das trevas. Aterrorizada por semelhante cena, a bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor. E Ele revelou-lhe a causa, fazendo-lhe ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se achava próxima do altar, e que durante toda a Santa Missa, ao invés de se ocupar dos Santos Mistérios, contemplava-a com olhares impuros, desejando antes lhe agradar que agradar a DEUS. Por isso rodeavam-na os demônios e faziam-lhe o cortejo
            Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas, e eu creio de boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com certos trajes escandalosos, mereceis todas as censuras. Transformeis o templo sagrado em covil de ladrões, pois roubais a DEUS a honra, pelas distrações que provocais aos sacerdotes, aos ministros, a todo o povo

            Por favor, considerai e tomai a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir à Santa Missa, ela se dirigia com grande pompa à Igreja. Mas, para assistir ao Santo Sacrifício, retirava da cabeça a coroa, os anéis dos dedos, depunha seus ornamentos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos. Tudo isso agradou de tal modo a DEUS que Ele quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa, a Santa aparecia envolta de tal claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes; parecia-lhes contemplar um Anjo do Paraíso Imitai exemplo tão ilustre, certos de que agradareis a DEUS e aos homens, e que a Santa Missa será para vós de imenso proveito para esta vida e para a outra

            EXEMPLO PARA AS MULHERES DO POVO:

            Grande é a utilidade que se aufere da assistência à Santa Missa, o que acaba de ser demonstrado. Muitas vezes, porém, há impossibilidade para certas pessoas, ou mesmo inconveniência, de ir à Igreja todos os dias. Vós que tendes filhos pequenos, ou que por obrigação ou caridade cuidais de um doente, ou que tendes um marido difícil que vos proíbe sair, não deveis inquietar-vos, ou, o que é pior, desobedecer. Pois, ainda que a Santa Missa seja um santo tesouro e de valor infinito, apesar de tudo, é sempre ainda melhor obedecer e renunciar à própria vontade, pois a obediência é imensamente valiosa
            Que sucederia, no entanto, se fôsseis à Santa Missa para vos entregardes à tagarelice, à curiosidade, às distrações voluntárias, e voltásseis com as mãos vazias? Foi o que sucedeu a uma camponesa, que morava em uma aldeia um pouco afastada da Igreja. Querendo alcançar uma graça importante, ela prometeu assistir à Santa Missa durante um ano. Com esta intenção, todas as vezes que ouvia repicar o sino anunciando a Santa Missa, em alguma Igreja dos arredores, largava imediatamente seu trabalho e punha-se a caminho, sem atender sequer às inclemências do tempo. De volta a casa, para não perder a conta das Santas Missas assistidas, que tencionava completar exatamente conforme se impusera, depositava cada vez uma fava em uma caixa cuidadosamente guardada. Passou-se o ano, e ela, certa de ter cumprido a promessa e alcançado muitos méritos, foi abrir a caixa. Ora, de tantas favas que ajuntara, só encontrou uma. 
            Surpreendida e consternada, invadiu-a um grande pesar, e dirigiu-se a DEUS, dizendo-lhe lacrimosa: “Ó SENHOR, como é possível que, de tantas Santas Missas que participei, só uma se encontre de sobra? Nunca faltei, a despeito do esforço a fazer, do mau tempo, da chuva, do frio e do caminho ruim!”. DEUS então lhe inspirou a ideia de contar sua infelicidade a um piedoso sacerdote muito prudente. Este lhe perguntou de que modo ia ela à igreja, e com que devoção assistia ao santo Sacrifício. Então, ela disse-lhe que no caminho só falava de negócios ou de diversões e passava o tempo dos divinos Mistérios a tagarelar com um e outro, tendo o espírito ocupado exclusivamente com sua casa e seus campos. “Aí está, lhe disse o padre, o motivo de nada restar dessas Missas. A tagarelice, a curiosidade, as distrações voluntárias vos roubaram todo o mérito. Satanás vo-lo roubou. Por isso, vosso Anjo fez desaparecer as favas, para vos mostrar que as obras mal feitas, ficam perdidas. Dai graças a DEUS porque pelo menos uma das Santas Missas foi bem assistida e vos trouxe frutos”
            Fazei agora uma reflexão bem séria e dizei: Quem sabe, de tantas Santas Missas a que tenho assistido em minha vida, quantas foram agradáveis a DEUS? Que vos responde a consciência! Se vos parece que bem poucas dessas Santas Missas são dignas de mérito aos olhos de DEUS, remediai esta situação e emendai-vos sinceramente para o futuro
            Mas se, o que não queira DEUS, sois do número dessas infelizes, asseclas dos demônios, que vão à igreja ajudá-los a arrastar ao inferno, ouvi uma história apavorante e tremei!
            Conta-se que certa mulher, tendo caído em grande miséria, errava em extremo desespero, num lugar solitário. Apareceu-lhe Satanás e disse-lhe que se ela quisesse distrair as pessoas na igreja, por meio de conversinhas e falatório inútil e inconveniente, ele a tornaria rica como nunca. A miserável mulher aceitou a proposta e pôs-se a executar o diabólico ofício, alcançando plenos resultados: agia e falava de tal maneira que ninguém perto dela podia assistir atentamente à Santa Missa, nem a outras cerimônias. Não durou muito, porém, que não pesasse sobre ela a mão de DEUS. Certa manhã desencadeou-se terrível tempestade e um raio certeiro fulminou-a, reduzindo-a a cinzas

            Ó mulheres, aprendei à custa de outrem, e fugi das pessoas que, por suas tagarelices e irreverências nas igrejas, exercem o ofício de ministros de Satanás, se não quereis incorrer também vós na cólera de DEUS

            São Tomás e São Boaventura, os dois doutores da Igreja, ensinam, como dissemos anteriormente, que o Santo Sacrifício da Missa é de valor infinito, tanto pela Vítima que é ai oferecida, que é o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, principalmente, por Quem o oferece. No entanto, muitos há que o têm em tão pouca estima que colocam este tesouro sacratíssimo abaixo do mínimo interesse
            Outra finalidade não tem este livrinho, da primeira à última página, senão dar uma ideia justa desta preciosidade tão grande que não tem preço. E se, até aqui, este Santo Sacrifício era para vós um tesouro oculto, agora que lhe conhecem o valor infinito, tomem a resolução de aproveitá-lo, assistindo à Santa Missa! Para a isso mais incitá-los, vou contar uma história apavorante, que será a conclusão desta obra.

            Piccolomini, mais tardePio II, refere que, em certa região da Alemanha, havia um fidalgo de grande linhagem que, tendo caído na pobreza, vivia retirado em uma de suas terras. Aí, acabrunhado pela melancolia, estava prestes a deixar-se dominar pelo desespero, pois Satanás o impelia, cada dia, a por uma corda ao pescoço a fim de dar cabo da vida. Nesse combate contra a tristeza e a tentação, recorreu a um santo confessor, que lhe deu o excelente conselho de não passar, nem um dia, sem assistir à Santa Missa. O fidalgo aceitou o conselho e logo o colocou em prática; e fez mais: para ficar seguro de nunca faltar à Santa Missa, tomou um capelão que devia estar pronto a oferecer, cada manhã, o Santo Sacrifício, a que ele assistia com grande fervor e devoção. Um dia, porém, o capelão dirigiu-se bem cedo a uma aldeia pouco afastada para assistir um padre recém-ordenado que lá celebrava sua primeira Missa. O fidalgo, receoso de ficar privado da Santa Missa naquele dia, dirigiu-se apressadamente para a tal aldeia. No caminho, porém, encontrou um camponês, e este lhe disse que podia voltar dali, pois a Santa Missa do novo sacerdote já havia terminado e que na aldeia não se celebraria outra. A esta notícia, o fidalgo perturbou-se e exclamou entre lágrimas: “Que vai ser de mim hoje?”. O camponês, que nada podia entender de tão pungente aflição, replicou num tom de gracejo e ímpio ao mesmo tempo: “Não choreis, senhor, eu vos venderei a Missa que acabo de assistir. Dai-me o manto que trazeis e eu vo-la cedo”. O gentil-homem aceitou a estranha proposta do camponês e, entregando-lhe o manto, encaminho-se para a Igreja. Fez uma curta oração no lugar santo e voltou em seguida para casa. Mas, ao chegar ao sítio em que se detivera pouco antes, qual não foi seu espanto ao ver enforcado num carvalho, morto como Judas, o desgraçado camponês que lhe vendera sua Missa. A tentação de suicídio passara do fidalgo ao camponês que, privado do socorro que a Santa Missa lhe alcançara, não soubera resistir ao Diabo. O fato acabou de convencer o bom fidalgo de quão eficaz era o remédio sugerido pelo confessor, e mais se firmou em sua resolução de assistir, todos os dias, à Santa Missa

            Duas coisas de grande importância eu quisera que notásseis neste terrível caso. Primeiro, a grosseira ignorância de grande número de cristãos que, não sabendo apreciar as riquezas imensas na Santa Missa, vão a ponto de taxá-la por um preço material
            Daí vem a linguagem inconveniente de algumas pessoas que falam em “pagar ao sacerdote a sua Missa”. Pagar a Missa! E onde encontrareis fortuna capaz de igualar o valor de uma única Santa Missa, já que ela vale mais que todo o Paraíso ó ignorância revoltante. Esse pouco de dinheiro que dais ao sacerdote, vós lho dais para seu sustento, mas não como pagamento, pois a Santa Missa é um tesouro sem preço
            Por que vos exortei, neste livrinho, a assistir todos os dias à Santa Missa e a encomendar quantas puderdes, é possível que Satanás vos coloque no espírito esta ideia: “Os padres nos exortam a encomendar muitas Missas, por motivos muito bonitos e especiais. Mas nem tudo que brilha é ouro. Sob esta aparência de zelo, eles escondem seu proveito e no fim de contas vê-se que o interesse é que lhes inspira a conduta e as palavras” . Que erro o vosso, se pensais assim!
            Dou graças a DEUS de me ter inspirado abraçar uma ordem na qual se professa a mais estrita pobreza, e não se recebem “espórtulas” pelas Missas. Se nos oferecessem cem escudos por uma só Missa, jamais os aceitaríamos, pois dizemos todas as nossas Missas na intenção que tinha CRISTO na Cruz, quando ofereceu ao Eterno PAI o primeiro Sacrifício do Calvário. Se, portanto, alguém há que possa elevar a voz sem receio de censura, sou eu que só busco o vosso interesse

            Ora, tudo que vos aconselhei neste opúsculo vo-lo repito novamente, rogo-vos: assisti a muitas Santas Missas e encomendai o mais que puderdes. Tereis amontoado um grande tesouro que vos aproveitará neste Mundo e no outro

            A segunda verdade que deveis depreender da história precedente é a eficácia da Santa Missa para alcançar todo bem e preservar-se de todo mal, e em particular para adquirir forças espirituais a fim de vencer todas as tentações. Deixai-me, portanto, dizer-vos ainda: À Santa Missa! À Santa Missa! Se quereis a vitória sobre vossos inimigos e ver todo o Inferno vencido e dominado.
            Resta-me ainda dar-vos um aviso, que se dirige também tanto aos sacerdotes, aos religiosos, como aos leigos: é que, para receber com grande abundância os frutos da Santa Missa, importa ir a Ela com a máxima devoção. Vós, leigos, portanto, assisti com toda a devoção à da Santa Missa, e para isto, se quiserdes, utilizai-vos deste livrinho e ponde em prática, cuidadosamente, tudo o que nele vai indicado. Em pouco tempo, posso assegurar-vos pela experiência, verificareis uma mudança sensível em vosso coração e tocareis com o dedo o grande bem que daí há de auferir a vossa alma
            E vós, sacerdotes, deveis temer a justiça de DEUS quando, por uma pressa exagerada ou por negligência irreverente, executardes mal as santas cerimônias, precipitardes as palavras, confundirdes os movimentos, numa palavra: despachardes a Missa. Refleti que consagrais, que tocais e recebeis o FILHO DO ALTÍSSIMO, e que não podeis, sem falta, omitir a menor cerimônia ou fazê-la de modo negligente ou defeituoso, como o ensina o sábio Suarez: “Vei unius caeremoniae omissio culpae reatum inducit”!

            Por isso, João d'Avila, o oráculo da Espanha, não punha em dúvida que o Soberano Juiz pedirá aos sacerdotes uma conta mais rigorosa de todas as Missas que tiverem celebrado, do que qualquer outra obrigação. Por este motivo, tendo ouvido dizer que um jovem sacerdote passara à outra vida ao terminar sua primeira Missa, aquele santo homem soltou um suspiro e disse: “Ele celebrou, então, a Santa Missa?”. E como lhe respondessem que o neo-sacerdote tivera a felicidade de morrer logo depois de celebrá-la, replicou: “Ah! Grande conta tem ele de dar a DEUS, se celebrou uma Missa!”
            E vós e eu, que tantas temos celebrado, como nos arranjaremos no tribunal de DEUS? Tomemos por tanto a salutar resolução de rever, ao menos no próximo retiro que fizermos, todas as rubricas do Missal e todas as cerimônias sacras, a fim de celebrar com a máxima perfeição possível
            E estou certo de que se nós, sacerdotes, celebramos com um exterior grave e recolhido e, sobretudo, com grande fervor, os leigos, de sua parte, hão de decidir-se a assistir diariamente à Santa Missa. E teremos a consolação de ver renascer entre os cristãos de nossos dias o fervor dos primeiros fiéis da Igreja.

            E vós, que é que estais fazendo? Por que é que não ides correndo para as igrejas para lá assistirdes fervorosamente a todas as Santas Missas que puderdes? Por que é que não quereis imitar os Anjos que, quando se celebra a Santa Missa, descem do Paraíso em grande número e vêm ficar ao redor do altar em adoração, intercedendo por nós?
            E DEUS será soberanamente honrado e glorificado: é esta a única finalidade desta pequena obra. Orai por mim, rezando uma Ave Maria - [Trecho do Livro “As Excelências da Santa Missa” - SÃO LEONARDO DE PORTO-MAURÍCIO – páginas 54-55 / 66-70, 78-82. ]

            quinta-feira, 29 de agosto de 2013

            [Vídeo] Por que Padre Pio apanhava do demônio? - Pe.Paulo Rircado.


            Por que Padre Pio apanhava do demônio? 

            Como explicar as agressões físicas causadas pelo demônio sobre Padre Pio? Uma vez que o demônio é um ser espiritual como é possível que ele atue no mundo material ?

            Em um vídeo  curto, direto e objetivo padre Paulo Rircado explica este grande mistério

            Vídeo :




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            quinta-feira, 11 de abril de 2013

            O Pecado Mortal. Escrito de Sta Teresa D'Avila


            Sta Teresa D'Avila fala sobre o pecado mortal


            Antes de passar adiante, quero dizer-vos que considereis o que será ver este castelo tão resplandecente e formoso (que é a alma), esta pérola oriental, esta árvore de vida que está plantada nas mesmas águas vivas da Vida, que é Deus, quando cai em pecado mortal. Não há trevas mais tenebrosas, nem coisa tão escura e negra que ela o não esteja muito mais. Basta saber que, estando até o mesmo Sol, que lhe dava tanto resplendor e formosura no centro de sua alma, todavia é como se ali não estivesse, para participar d'Ele, apesar de ser tão capaz de gozar de Sua Majestade, como o cristão o é para nele resplandecer o sol. Nenhuma coisa lhe aproveita; e daqui vem que todas as boas obras que fizer, estando assim em pecado mortal, são de nenhum fruto para alcançar glória; porque, não procedendo daquele princípio que é Deus, do qual vem que a nossa virtude é virtude, e apartando-nos d'Ele, não pode a obra ser agradável a Seus olhos; porque, enfim, o intento de quem faz um pecado mortal, não é contentar a Deus, senão dar prazer ao demônio o qual, como é as mesmas trevas, assim a pobre alma fica feita uma mesma treva.

            Eu sei de uma pessoa a quem Nosso Senhor quis mostrar como ficava uma alma quando pecava mortalmente. Diz aquela pessoa que lhe parece que, se o entendessem, não seria possível que alguém pecasse, ainda que se pusesse nos maiores trabalhos que se possam pensar para fugir das ocasiões. E assim, deu-lhe um grande desejo de que todos o entendessem. Assim volo dê a vós, filhas, de rogar a Deus pelos que estão neste estado, todos feitos uma escuridão, e tais são suas obras; porque, assim como duma fonte muito clara, claros são os arroiozitos que dela manam, assim é uma alma que está em graça, pois daqui lhe vem serem suas obras tão agradáveis aos olhos de Deus e dos homens, porque procedem desta fonte de vida, onde a alma está como uma árvore plantada; nem ela teria frescura e fruto, se não lhe viesse dali; é isto que a sustenta e faz com que não seque, e que dê bom fruto. Assim a alma que, por sua culpa se aparta desta fonte e se transplanta a outra de uma negríssima água e de muito mau odor, tudo o que dela sai é a mesma desventura e sujidade.

            É de considerar aqui que a fonte e aquele Sol resplandecente que está no centro da alma, não perde seu resplendor e formosura, que está sempre dentro dela, e não há coisa que lhe possa tirar a sua formosura.

            quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

            A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA

               
            A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA
            "A SANTA MISSA , É A OBRA NA QUAL DEUS COLOCA SOB OS NOSSOS OLHOS TODO O AMOR QUE ELE NOS TEVE ; É , DE CERTO MODO , A SÍNTESE DE TODOS OS BENEFÍCIOS QUE ELE NOS FEZ - SÃO BOAVENTURA


            E ASSIM É, SE DE VERDADE PENSÁSSEMOS NO VALOR INFINITO DA SANTA MISSA , DESEJARÍAMOS PARTICIPAR DELA E PROCURARÍAMOS POR TODOS OS MODOS ACHAR O TEMPO PARA ISSO. OBSTÁCULOS NÃO TINHAM PARA OS SANTOS, QUANDO SE TRATAVA DE NÃO PERDER A SANTA MISSA.

             SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , CERTA VEZ , EM UMA DAS RUAS , SE SENTIU TOMADO POR VIOLENTAS DORES NAS VÍCERAS . O COIRMÃO QUE O ACOMPANHAVA , O EXORTOU A PARAR PARA TOMAR UM REMÉDIO . MAS O SANTO , QUE AINDA NÃO TINHA CELEBRADO A SANTA MISSA NAQUELE DIA , RESPONDEU PRONTAMENTE AO COIRMÃO : "MEU CARO , VOU FAZER DEZ MILHAS A PÉ , MAS NÃO VOU PERDER A SANTA MISSA" .

            SÃO JOÃO BOSCO TAMBÉM OUTRO GRANDE SANTO, RECOMENDAVA VIVAMENTE: "FAÇAMOS TODO ESFORÇO EM IR Á SANTA MISSA , MESMO NOS DIAS DE SEMANA , AINDA QUE PARA ISSO TENHAIS QUE SOFRER ALGUM INCÔMODO. POIS COM ISSO OBTEREIS DO SENHOR, TODA SORTE DE BENÇÃOS"

            A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA, DEVE FAZER-NOS COMPREENDER A EXIGÊNCIA DE UMA PARTICIPAÇÃO ATENTA E DEVOTA AS SACRIFÍCIO DE JESUS. ADORAÇÃO, AMOR E DOR DEVERIAM SER NOSSOS SENTIMENTOS DOMINANTES. 

            O SUMO PONTPIFICE, PIO XII:  ESCULPIU EM PENSAMENTOS MARAVILHOSOS ( REPETIDOS MAIS TARDE NO CONCÍLIO VATICANO II) , O ESTADO DE ALMA COM QUE PRECISAMOS PARTICIPAR DA SANTA MISSA: 

            "O ESTADO DE ALMA EM QUE SE ACHAVA O NOSSO DIVINO REDENTOR , QUANDO FEZ O SACRIFÍCIO DE SI MESMO: UMA HUMILDE SUBMIÇÃO DO ESPÍRITO , ISTO É , A ADORAÇÃO , O AMOR , O LOUVOR E O AGRADECIMENTO Á SUMA MAJESTADE  DE DEUS. 

            REPRODUZIR EM NÓS MESMOS AS CONDIÇÕES DA VÍTIMA , A ABNEGAÇÃO DE NÓS MESMOS CONFORME OS PRECEITOS DO EVANGELHO , O VOLUNTÁRIO E ESPONTÂNEO SACRIFÍCIO DA PENITÊNCIA, A DOR E A EXPIAÇÃO DOS NOSSOS PRÓPRIOS PECADOS"PERGUNTEMOS A NÓS MESMOS, SERIAMENTE: É REALMENTE ESTE O ESTADO DE ALMA COM QUE NÓS PARTICIPAMOS DA SANTA MISSA? A VERDADEIRA PARTICIPAÇÃO ATIVA, É AQUELA QUE NOS TORNA VÍTIMAS IMOLADAS COMO JESUS, QUE CONSEGUE O ESCOPO DE "REPRODUZIR EM NÓS MESMOS OS DELINEAMENTOS DOLOROSOS DE JESUS, COMO DIZIA PIO XII

            "DANDO-NOS UMA UNIÃO COMUM COM CRISTO EM SEUS SOFRIMENTOS E A CONFORMIDADE COM ELE EM SUA MORTE" - (FL 3,10). NA VERDADE , QUANDO VAMOS Á MISSA , DEVERÍAMOS IR , REPETINDO COMO FAZIA SÃO TOMÉ : "VAMOS , NÓS TAMBÉM , PARA MORRERMOS COM CRISTO!" - (JO 11,16) . DEVEMOS SEGUIR ATENTAMENTE O SACERDOTE NO ALTAR . ASSIM , VENCEMOS MAIS FACILMENTE AS DISTRAÇÕES E O TÉDIO , E AOS DOMINGOS NÃO SE FICARÁ PERGUNTANDO , COMO FAZEM MUITOS , ONDE É QUE A MISSA É MAIS RÁPIDA , POIS ELES NÃO VÊEM A HORA QUE ELA ACABE . DURANTE O TEMPO DA SANTA MISSA , A NOSSA ÚNICA PREOCUPAÇÃO , DEVE SER A DE ACOMPANHÁ-LA . BASTA IR LENDO COM O SACERDOTE AS ORAÇÕES , QUE ELE RECITA NO ALTAR . ASSISTIR Á MISSA DE FATO , É COMO ESTAR PRESENTE NO CALVÁRIO

            O PAPA JOÃO PAULO II , EM UM DISCURSO AOS JOVENS , DISSE EM UMA FRASE SIMPLES E ADMIRÁVEL: "IR Á MISSA , QUER DIZER IR AO CALVÁRIO, PARA ENCONTRAR-NOS COM CRISTO, O NOSSO REDENTOR"  . UM ENCONTRO DE AMOR E DE DOR COM JESUS CRUCIFICADO: ISTO É QUE É PARTICIPAR DA SANTA MISSA. NÃO SE PODE SEPARAR A SANTÍSSIMA EUCARÍSTIA DA PAIXÃO DE JESUS, DIZIA SANTO ANDRÉ AVELINO , GEMENDO ENTRE LÁGRIMAS. CERTA VEZ, PERGUNTARAM Á SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA: PADRE, O SENHOR DEVE SOFRER MUITO POR FICAR EM PÉ DURANTE TODA A MISSA, APOIADO SOBRE AS CHAGAS SANGRENTAS DOS SEUS PÉS! O SANTO PADRE PIO, RESPONDEU: DURANTE A SANTA MISSA , NÃO ESTOU DE PÉ , ESTOU SUSPENSO" . QUE RESPOSTA !! AS DUAS PALAVRAS "ESTOU SUSPENSO", EXPRIMEM VIVA E FORTEMENTE AQUELAS OUTRAS PALAVRAS, "CRUCIFICADO COM CRISTO", DITAS POR SÃO PAULO (GI 2,19) , E QUE DISTIGUEM A VERDADEIRA E PLENA PARTICIPAÇÃO NA MISSA DE UMA PARTICIPAÇÃO VAZIA , ACADÊMICA E TALVEZ ATÉ RUIDOSA . QUANDO ASSISTIMOS Á MISSA , DEVEMOS ESTAR TOTALMENTE CONCENTRADO NO TREMENDO MISTÉRIO QUE ESTÁ ACONTECENDO DIANTE DE NOSSOS OLHOS : A REDENÇÃO DE NOSSA ALMA , E A RECONCILIAÇÃO COM DEUS . A VERDADEIRA PARTICIPAÇÃO NA SANTA MISSA , DEVE FAZER DE NÓS , VÍTIMAS COM A VÍTIMA , QUE É CRISTO. 

            SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA , PEDIA AOS DEVOTOS PRESENTES , QUE ASSISTISSEM Á MISSA DE JOELHOS , RECORDANDO-Á DO IMPRESSIONANTE SILÊNCIO EM QUE O RITO SAGRADO SE DESENROLAVA E O SOFRIMENTO CRUEL QUE SE FAZIA NOTAR , NO ROSTO DE PADRE PIO , ENQUANTO ELE IA PRONUNCIANDO COM ESFORÇO AS PALAVRAS DA CONSAGRAÇÃO , E TAMBÉM DO FERVOR DA ORAÇÃO SILENCIOSA DOS FIÉIS QUE ENCHIAM A IGREJA . MAS A SOFRIDA PARTICIPAÇÃO DE SANTO PADRE PIO NA SANTA MISSA , É A MESMA DE TODOS OS SANTOS . AS LÁGRIMAS DE PADRE PIO , ERAM COM AS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS (QUE MUITAS VEZES SE TORNAVAM SANGUÍNEAS) , COMO AS DE SÃO VICENTE FERRER , DE SANTO INÁCIO , DE SÃO FELIPE NERI , DE SÃO LOURENÇO DE BRINDESI (QUE CHEGAVA A ENSOPAR DE LÁGRIMAS SETE LENÇOS) , DE SANTA VERÔNICA GIULIANI , DE SÃO JOSÉ COPERTINO , DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , DE SANTA GEMA.....MAS AFINAL , COMO FICAMOS INDIFERENTES , DIANTE DA CRUCIFIXÃO E DA MORTE DE JESUS CRISTO ? POR CERTO , NÃO HAVEMOS DE SER , DE MODO ALGUM , COMO OS APÓSTOLOS ADORMECIDOS NO GETSÊMANI , NEM , MUITO MENOS , COMO OS SOLDADOS , QUE POUCO SE IMPORTAVAM COM OS ATROZES ESPASMOS DE JESUS AGONIZANTE . MAS INFELIZMENTE , ESTA É A REALIDADE ANGUSTIOSA QUE SE VÊ HOJE EM DIA , QUANDO SE ASSISTE ÁS CHAMADAS MISSAS BEATS , CELEBRADAS AO TOQUE DE GUITARRAS E ACOMPANHAMENTOS ESTRIDENTES , COMO DANÇAS , PULOS E PALMAS TOTALMENTE INCOVENIENTES, E CONTRÁRIAS Á LITURGIA, COM MULHERES E HOMENS VESTIDOS DE MODO INCOVENIENTE, E POR JOVENS QUE OSTENTAM AS MAIS EXTRAVAGANTES MANEIRAS. PESSOAS QUE CONVERSAM E SE DISTRAEM DE FORMA VOLUNTÁRIA, DURANTE TODA Á SANTA MISSA, QUE COMUNGAM EM ESTADO DE PECADO, DE FORMA SACRÍLEGA, SEM O MENOR TEMOR. PESSOAS QUE NÃO VÊEM A HORA DA MISSA TERMINAR , SEM DAR AO MENOS ALGUNS POUCOS SEGUNDOS DE AÇÃO DE GRAÇAS , SAINDO ÁS PRESSAS DA IGREJA , ATÉ MESMO ANTES DA BENÇÃO FINAL DE SACERDOTE....."SENHOR , PERDOAI-LHES.....".

            TAMBÉM SÃO JOÃO BOSCO, LAMENTAVA AMARGAMENTE O COMPORTAMENTO DE CRISTÃOS QUE , NA IGREJA , FICAVAM "VOLUNTARIAMENTE DISTRAÍDOS , SEM NENHUMA MODÉSTIA , SEM ATENÇÃO , SEM RESPEITO , DE PÉ , OLHANDO PARA CÁ E PARA LÁ . ESSES TAIS , NÃO ASSISTEM AO DIVINO SACRIFÍCIO COMO MARIA E JOÃO , MAS COMO OS JUDEUS , PREGANDO DE NOVO , A JESUS NA CRUZ" . OLHEMOS PARA NOSSA SENHORA E PARA OS SANTOS. IMITEMO-LOS. SÓ MESMO ACOMPANHANDO-OS É QUE SEGUIREMOS PELO CAMINHO CERTO QUE É "AGRADAVEL Á DEUS" (1 COR 1,21)

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