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sábado, 30 de agosto de 2014

GRANDIOSOS MILAGRES EUCARÍSTICOS NO MUNDO




    "João 6, 51

    Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo."

    A revista “Jesus” das Edições Paulinas de Roma, publicou uma matéria do escritor Antonio Gentili, em abril de 1983, pp. 64-67, onde apresenta uma resenha de milagres eucarísticos. Há tempos, foi traçado um “Mapa Eucarístico”, que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade dos quais ocorridos na Itália. São muitíssimos os milagres eucarísticos no mundo todo. Por exemplo, Marthe Robin, uma francesa, milagre eucarístico vivo, alimentou-se durante 53 anos só de Eucaristia. Teresa Newmann, na Alemanha, durante mais de 36 anos alimentou-se também só de Eucaristia. Bom vamos a alguns Milagres maravilhosos onde Jesus se revelar no Santíssimo Sacramento: CLIQUE ABAIXO PARA SE REDIRECIONADO PARA POSTAGEM COMPLETA:


    1 - Marta Rubin a mulher que viveu 53 anos alimentando-se apenas da Eucaristia.

    2 - Nove Hóstias que se transformaram em carne - Milagres Eucarísticos

    3 - O MILAGRE EUCARÍSTICO DE BOLSENNA ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRIST 

    4 - Teresa Newman a mulher que viveu 36 anos apenas alimentando-se da Santa Eucaristia.

    5 - Milagre eucarístico de Ofida - Ano 1273

    6 - Papa Francisco e o milagre eucarístico de Buenos Aires


    EM BREVE MAIS POSTAGEM..

    COMPARTILHEM CATÓLICOS COM ALEGRIA, JESUS ESTA NO MEIO DE NÓS !!!!




            segunda-feira, 29 de julho de 2013

            A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou



            A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou


            Os dias em que Deus confirmou sua existência para 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro
            \
            Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo.
            A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura.
            O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para
            arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus.
            A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí.
            Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão.
            Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

            segunda-feira, 27 de maio de 2013

            Papa não fez exorcismo, mas doente realmente estava possuído pelo demônio por um propositor divino.


            Entrevista com Pe. Juan Rivas, L.C., sacerdote que levou o enfermo para receber a benção do Papa Francisco depois da missa de Pentecostes na Praça de São Pedro

            Brasília, 26 de Maio de 2013 (Zenit.org) Thácio Lincon Soares de Siqueira | Um “suposto exorcismo” realizado pelo Papa Francisco, ao final da missa de Pentecostes, na praça de São Pedro foi notícia mundial em diversos meios de comunicação, especialmente depois do programa “Vade Retro” do canal SAT 2000, da televisão italiana.

            Tal notícia foi esclarecida pelo Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, em nota do dia 21 de maio. (Cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/vaticano-nega-suposto-exorcismo-feito-pelo-papa-francisco). Nessa, Pe. Lombardi explicou que o “Papa Francisco não teve nenhuma intenção de fazer um exorcismo, mas simplesmente de orar por uma pessoa que sofria e que lhe foi apresentada”.

            No entanto, na nota da Assessoria de Imprensa da Santa Sé não se afirma e nem se nega que o tal enfermo apresentado numa cadeira de rodas, realmente era ou não era um “demopatólogo”, uma pessoa que padecia de uma possessão diabólica.

            Para saber mais detalhes desse caso, ZENIT procurou o sacerdote que levou o enfermo ao Papa, Pe. Juan Rivas, LC, e lhe propomos uma entrevista.

            Pe. Juan Rivas Pozas, L.C., é fundador do Centro Multimídia Hombre Nuevo e produtor do programa de rádio e TV que tem o mesmo nome, localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

            Apresentamos aos nossos leitores a entrevista a seguir:

            ZENIT: O homem que você apresentou ao Papa para ser abençoado depois da missa de Pentecostes, na praça de São Pedro, estava realmente possuído?

            Pe. Juan Rivas: Sim. Tinha quatro demônios. O Pe. Gabriel Amorth fez o exorcismo e os quatro disseram o seu nome mas isso nós já sabíamos, porque essa pessoa recebeu 30 exorcismos de 10 sacerdotes.

            ZENIT: Como vocês se conheceram? Quem é ele (se você pode dizer).

            Pe. Juan Rivas: Eu o conheci em um café na sua cidade natal. Eu tinha ido a essa cidade para dar uma conferência sobre a Divina Misericórdia e ele pediu para falar comigo. Seu problema era que tinha 4 demônios. Os exorcistas diziam que era um caso estranho porque de acordo com os demônios, eles não saiam porque “A Senhora” não permitia, que provavelmente tinha uma missão mas que não sabiam qual era. Quando lhe pedi mais informação sobre os demônios me disse que um era um bruxo que antes do cristianismo oferecia sacrifícios de bebês não nascidos aos demônios. No mesmo instante entendi qual era a missão: como eu há anos já vinha dizendo ao meu auditório na cidade de Los Angeles que a violência no México estava relacionada com o aborto, porque aconteceu no mesmo ano em que se aprovou a lei, cresce em proporção e se parece na sua crueldade lhe disse: “Está claro qual é a tua missão”.

            A sua possessão tem relação com o grande crime que cometeu México ao aprovar a lei do aborto.

            Mas o crime é duplo porque se aprovou o aborto onde está Maria de Guadalupe, a Virgem grávida. Isso foi um

            segunda-feira, 18 de março de 2013

            O que é a cúria romana ?





            A CÚRIA ROMANA

            Para exercer o poder supremo, pleno e imediato sobre a Igreja universal, o Romano Pontífice vale-se dos Dicastérios da Cúria Romana. Estes, por conseguinte, em nome e com a autoridade dele, exercem seu ofício para o bem das Igrejas e em serviço dos Sagrados Pastores. 


            CHRISTUS DOMINUS, 9

            Pe. Paulo Ricardo neste vídeo vem esclarece o que é  A CÚRIA ROMANA 






            Realize também o downloads do áudio deste vídeo :



            Fontes para esta postagens:

            Vaticano.

            Pe.Paulo Ricardo.

            segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

            PAPA BENTO XVI E SUA RENÚNCIA - Padre Paulo Ricardo


            Na manhã deste dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, fomos colhidos pela notícia espantosa de que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, renunciou ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro.
            Em discurso ao Consistório dos Cardeais reunidos diante dele, o Papa declarou que o faz "bem consciente da gravidade deste ato" e "com plena liberdade".
            É evidente que a renúncia de um Papa é algo inaudito nos tempos modernos. A última renúncia foi de Gregório XII em 1415. A notícia nos deixa a todos perplexos e com um grande sentimento de perda. Mas este sentimento é um bom sinal. É sinal de que amamos o Papa, e, porque o amamos, estamos chocados com a sua decisão.
            Diante da novidade do gesto, no entanto, já começam a surgir teorias fabulosas de que o Papa estaria renunciando por causa das dificuldades de seu pontificado ou que até mesmo estaria sofrendo pressões não se sabe de que espécie.
            O fato, porém, é que, conhecendo a personalidade e o pensamento de Bento XVI, nada nos autoriza a arriscar esta hipótese. No seu livro Luz do mundo (p. 48-49), o Santo Padre já previa esta possibilidade da renúncia. Durante a entrevista, o Santo Padre falava com o jornalista Peter Seewald a respeito dos escândalos de pedofilia e as pressões:
            Pergunta: Pensou, alguma vez, em pedir demissão?
            Resposta: Quando o perigo é grande, não é possível escapar. Eis porque este, certamente, não é o momento de demitir-se. Precisamente em momentos como estes é que se faz necessário resistir e superar as situações difíceis. Este é o meu pensamento. É possível demitir-se em um momento de serenidade, ou quando simplesmente já não se aguenta. Não é possível, porém, fugir justamente no momento do perigo e dizer: "Que outro cuide disso!"
            Pergunta: Por conseguinte, é imaginável uma situação na qual o senhor considere oportuno que o Papa se demita?
            Resposta: Sim. Quando um Papa chega à clara consciência de já não se encontrar em condições físicas, mentais e espirituais de exercer o encargo que lhe foi confiado, então tem o direito – e, em algumas circunstâncias, também o dever – de pedir demissão.
            Ou seja, o próprio Papa reconhece que a renúncia diante de crises e pressões seria uma imoralidade. Seria a fuga do pastor e o abandono das ovelhas, como ele sabiamente nos exortava em sua homilia de início de ministério: "Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos" (24/04/2005).
            Se hoje o Papa renuncia, podemos deduzir destas suas palavras programáticas, é porque vê que seja um momento de serenidade, em que os vagalhões das grandes crises parecem ter dado uma trégua, ao menos temporária, à barca de Pedro.
            Podemos também deduzir que o Santo Padre escolheu o timing mais oportuno para sua renúncia, considerando dois aspectos:
            1. Ele está plenamente lúcido. Seria realmente bastante inquietante que a notícia da renúncia viesse num momento em que, por razões de senilidade ou por alguma outra circunstância, pudéssemos legitimamente duvidar que o Santo Padre não estivesse compos sui (dono de si).
            2. Estamos no início da quaresma. Com a quaresma a Igreja entra num grande retiro espiritual e não há momento mais oportuno para prepararmos um conclave através de nossas orações e sacrifícios espirituais. O novo Pontífice irá inaugurar seu ministério na proximidade da Páscoa do Senhor.
            Por isto, apesar do grande sentimento de vazio e de perplexidade deste momento solene de nossa história, nada nos autoriza moralmente a duvidar do gesto do Santo Padre e nem deixar de depositar em Deus nossa confiança.
            Peçamos com a Virgem de Lourdes que o Senhor, mais uma vez, derrame o dom do Espírito Santo sobre a sua Igreja e que o Colégio dos Cardeais escolha com sabedoria um novo Vigário de Cristo.
            Nosso coração, cheio de gratidão pelo ministério de Bento XVI, gostaria que esta notícia não fosse verdade. Mas, se confiamos no Papa até aqui, porque agora negar-lhe a nossa confiança? Como filhos, nos vem a vontade de dizer: "não se vá, não nos deixe, não nos abandone!"
            Mas não estamos sendo abandonados. A Igreja de Cristo permanecerá eternamente. O que o gesto do Papa então pede de nós, é mais do que confiança. Ele nos pede a fé! Talvez seja este um dos maiores atos de fé aos quais seremos chamados, num ano que, providencialmente, foi dedicado pelo próprio Bento XVI à Fé.
            Fé naquelas palavras ditas por Nosso Senhor a São Pedro e a seus sucessores: "As portas do inferno não prevalecerão!" (Mt 16, 18).
            Estas palavras permanecem inabaláveis através dos séculos!
            Autor: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

            quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

            A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA

               
            A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA
            "A SANTA MISSA , É A OBRA NA QUAL DEUS COLOCA SOB OS NOSSOS OLHOS TODO O AMOR QUE ELE NOS TEVE ; É , DE CERTO MODO , A SÍNTESE DE TODOS OS BENEFÍCIOS QUE ELE NOS FEZ - SÃO BOAVENTURA


            E ASSIM É, SE DE VERDADE PENSÁSSEMOS NO VALOR INFINITO DA SANTA MISSA , DESEJARÍAMOS PARTICIPAR DELA E PROCURARÍAMOS POR TODOS OS MODOS ACHAR O TEMPO PARA ISSO. OBSTÁCULOS NÃO TINHAM PARA OS SANTOS, QUANDO SE TRATAVA DE NÃO PERDER A SANTA MISSA.

             SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , CERTA VEZ , EM UMA DAS RUAS , SE SENTIU TOMADO POR VIOLENTAS DORES NAS VÍCERAS . O COIRMÃO QUE O ACOMPANHAVA , O EXORTOU A PARAR PARA TOMAR UM REMÉDIO . MAS O SANTO , QUE AINDA NÃO TINHA CELEBRADO A SANTA MISSA NAQUELE DIA , RESPONDEU PRONTAMENTE AO COIRMÃO : "MEU CARO , VOU FAZER DEZ MILHAS A PÉ , MAS NÃO VOU PERDER A SANTA MISSA" .

            SÃO JOÃO BOSCO TAMBÉM OUTRO GRANDE SANTO, RECOMENDAVA VIVAMENTE: "FAÇAMOS TODO ESFORÇO EM IR Á SANTA MISSA , MESMO NOS DIAS DE SEMANA , AINDA QUE PARA ISSO TENHAIS QUE SOFRER ALGUM INCÔMODO. POIS COM ISSO OBTEREIS DO SENHOR, TODA SORTE DE BENÇÃOS"

            A GRANDEZA INFINITA DA SANTA MISSA, DEVE FAZER-NOS COMPREENDER A EXIGÊNCIA DE UMA PARTICIPAÇÃO ATENTA E DEVOTA AS SACRIFÍCIO DE JESUS. ADORAÇÃO, AMOR E DOR DEVERIAM SER NOSSOS SENTIMENTOS DOMINANTES. 

            O SUMO PONTPIFICE, PIO XII:  ESCULPIU EM PENSAMENTOS MARAVILHOSOS ( REPETIDOS MAIS TARDE NO CONCÍLIO VATICANO II) , O ESTADO DE ALMA COM QUE PRECISAMOS PARTICIPAR DA SANTA MISSA: 

            "O ESTADO DE ALMA EM QUE SE ACHAVA O NOSSO DIVINO REDENTOR , QUANDO FEZ O SACRIFÍCIO DE SI MESMO: UMA HUMILDE SUBMIÇÃO DO ESPÍRITO , ISTO É , A ADORAÇÃO , O AMOR , O LOUVOR E O AGRADECIMENTO Á SUMA MAJESTADE  DE DEUS. 

            REPRODUZIR EM NÓS MESMOS AS CONDIÇÕES DA VÍTIMA , A ABNEGAÇÃO DE NÓS MESMOS CONFORME OS PRECEITOS DO EVANGELHO , O VOLUNTÁRIO E ESPONTÂNEO SACRIFÍCIO DA PENITÊNCIA, A DOR E A EXPIAÇÃO DOS NOSSOS PRÓPRIOS PECADOS"PERGUNTEMOS A NÓS MESMOS, SERIAMENTE: É REALMENTE ESTE O ESTADO DE ALMA COM QUE NÓS PARTICIPAMOS DA SANTA MISSA? A VERDADEIRA PARTICIPAÇÃO ATIVA, É AQUELA QUE NOS TORNA VÍTIMAS IMOLADAS COMO JESUS, QUE CONSEGUE O ESCOPO DE "REPRODUZIR EM NÓS MESMOS OS DELINEAMENTOS DOLOROSOS DE JESUS, COMO DIZIA PIO XII

            "DANDO-NOS UMA UNIÃO COMUM COM CRISTO EM SEUS SOFRIMENTOS E A CONFORMIDADE COM ELE EM SUA MORTE" - (FL 3,10). NA VERDADE , QUANDO VAMOS Á MISSA , DEVERÍAMOS IR , REPETINDO COMO FAZIA SÃO TOMÉ : "VAMOS , NÓS TAMBÉM , PARA MORRERMOS COM CRISTO!" - (JO 11,16) . DEVEMOS SEGUIR ATENTAMENTE O SACERDOTE NO ALTAR . ASSIM , VENCEMOS MAIS FACILMENTE AS DISTRAÇÕES E O TÉDIO , E AOS DOMINGOS NÃO SE FICARÁ PERGUNTANDO , COMO FAZEM MUITOS , ONDE É QUE A MISSA É MAIS RÁPIDA , POIS ELES NÃO VÊEM A HORA QUE ELA ACABE . DURANTE O TEMPO DA SANTA MISSA , A NOSSA ÚNICA PREOCUPAÇÃO , DEVE SER A DE ACOMPANHÁ-LA . BASTA IR LENDO COM O SACERDOTE AS ORAÇÕES , QUE ELE RECITA NO ALTAR . ASSISTIR Á MISSA DE FATO , É COMO ESTAR PRESENTE NO CALVÁRIO

            O PAPA JOÃO PAULO II , EM UM DISCURSO AOS JOVENS , DISSE EM UMA FRASE SIMPLES E ADMIRÁVEL: "IR Á MISSA , QUER DIZER IR AO CALVÁRIO, PARA ENCONTRAR-NOS COM CRISTO, O NOSSO REDENTOR"  . UM ENCONTRO DE AMOR E DE DOR COM JESUS CRUCIFICADO: ISTO É QUE É PARTICIPAR DA SANTA MISSA. NÃO SE PODE SEPARAR A SANTÍSSIMA EUCARÍSTIA DA PAIXÃO DE JESUS, DIZIA SANTO ANDRÉ AVELINO , GEMENDO ENTRE LÁGRIMAS. CERTA VEZ, PERGUNTARAM Á SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA: PADRE, O SENHOR DEVE SOFRER MUITO POR FICAR EM PÉ DURANTE TODA A MISSA, APOIADO SOBRE AS CHAGAS SANGRENTAS DOS SEUS PÉS! O SANTO PADRE PIO, RESPONDEU: DURANTE A SANTA MISSA , NÃO ESTOU DE PÉ , ESTOU SUSPENSO" . QUE RESPOSTA !! AS DUAS PALAVRAS "ESTOU SUSPENSO", EXPRIMEM VIVA E FORTEMENTE AQUELAS OUTRAS PALAVRAS, "CRUCIFICADO COM CRISTO", DITAS POR SÃO PAULO (GI 2,19) , E QUE DISTIGUEM A VERDADEIRA E PLENA PARTICIPAÇÃO NA MISSA DE UMA PARTICIPAÇÃO VAZIA , ACADÊMICA E TALVEZ ATÉ RUIDOSA . QUANDO ASSISTIMOS Á MISSA , DEVEMOS ESTAR TOTALMENTE CONCENTRADO NO TREMENDO MISTÉRIO QUE ESTÁ ACONTECENDO DIANTE DE NOSSOS OLHOS : A REDENÇÃO DE NOSSA ALMA , E A RECONCILIAÇÃO COM DEUS . A VERDADEIRA PARTICIPAÇÃO NA SANTA MISSA , DEVE FAZER DE NÓS , VÍTIMAS COM A VÍTIMA , QUE É CRISTO. 

            SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA , PEDIA AOS DEVOTOS PRESENTES , QUE ASSISTISSEM Á MISSA DE JOELHOS , RECORDANDO-Á DO IMPRESSIONANTE SILÊNCIO EM QUE O RITO SAGRADO SE DESENROLAVA E O SOFRIMENTO CRUEL QUE SE FAZIA NOTAR , NO ROSTO DE PADRE PIO , ENQUANTO ELE IA PRONUNCIANDO COM ESFORÇO AS PALAVRAS DA CONSAGRAÇÃO , E TAMBÉM DO FERVOR DA ORAÇÃO SILENCIOSA DOS FIÉIS QUE ENCHIAM A IGREJA . MAS A SOFRIDA PARTICIPAÇÃO DE SANTO PADRE PIO NA SANTA MISSA , É A MESMA DE TODOS OS SANTOS . AS LÁGRIMAS DE PADRE PIO , ERAM COM AS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS (QUE MUITAS VEZES SE TORNAVAM SANGUÍNEAS) , COMO AS DE SÃO VICENTE FERRER , DE SANTO INÁCIO , DE SÃO FELIPE NERI , DE SÃO LOURENÇO DE BRINDESI (QUE CHEGAVA A ENSOPAR DE LÁGRIMAS SETE LENÇOS) , DE SANTA VERÔNICA GIULIANI , DE SÃO JOSÉ COPERTINO , DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , DE SANTA GEMA.....MAS AFINAL , COMO FICAMOS INDIFERENTES , DIANTE DA CRUCIFIXÃO E DA MORTE DE JESUS CRISTO ? POR CERTO , NÃO HAVEMOS DE SER , DE MODO ALGUM , COMO OS APÓSTOLOS ADORMECIDOS NO GETSÊMANI , NEM , MUITO MENOS , COMO OS SOLDADOS , QUE POUCO SE IMPORTAVAM COM OS ATROZES ESPASMOS DE JESUS AGONIZANTE . MAS INFELIZMENTE , ESTA É A REALIDADE ANGUSTIOSA QUE SE VÊ HOJE EM DIA , QUANDO SE ASSISTE ÁS CHAMADAS MISSAS BEATS , CELEBRADAS AO TOQUE DE GUITARRAS E ACOMPANHAMENTOS ESTRIDENTES , COMO DANÇAS , PULOS E PALMAS TOTALMENTE INCOVENIENTES, E CONTRÁRIAS Á LITURGIA, COM MULHERES E HOMENS VESTIDOS DE MODO INCOVENIENTE, E POR JOVENS QUE OSTENTAM AS MAIS EXTRAVAGANTES MANEIRAS. PESSOAS QUE CONVERSAM E SE DISTRAEM DE FORMA VOLUNTÁRIA, DURANTE TODA Á SANTA MISSA, QUE COMUNGAM EM ESTADO DE PECADO, DE FORMA SACRÍLEGA, SEM O MENOR TEMOR. PESSOAS QUE NÃO VÊEM A HORA DA MISSA TERMINAR , SEM DAR AO MENOS ALGUNS POUCOS SEGUNDOS DE AÇÃO DE GRAÇAS , SAINDO ÁS PRESSAS DA IGREJA , ATÉ MESMO ANTES DA BENÇÃO FINAL DE SACERDOTE....."SENHOR , PERDOAI-LHES.....".

            TAMBÉM SÃO JOÃO BOSCO, LAMENTAVA AMARGAMENTE O COMPORTAMENTO DE CRISTÃOS QUE , NA IGREJA , FICAVAM "VOLUNTARIAMENTE DISTRAÍDOS , SEM NENHUMA MODÉSTIA , SEM ATENÇÃO , SEM RESPEITO , DE PÉ , OLHANDO PARA CÁ E PARA LÁ . ESSES TAIS , NÃO ASSISTEM AO DIVINO SACRIFÍCIO COMO MARIA E JOÃO , MAS COMO OS JUDEUS , PREGANDO DE NOVO , A JESUS NA CRUZ" . OLHEMOS PARA NOSSA SENHORA E PARA OS SANTOS. IMITEMO-LOS. SÓ MESMO ACOMPANHANDO-OS É QUE SEGUIREMOS PELO CAMINHO CERTO QUE É "AGRADAVEL Á DEUS" (1 COR 1,21)

            domingo, 6 de janeiro de 2013

            O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro - SÃO LEÃO MAGNO, PAPA

            DOS SERMÕES DE SÃO LEÃO MAGNO, PAPA

            O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro.

            Tendo a misericordiosa Providência de Deus decidido vir nos últimos tempos em socorro do mundo perdido, determinou salvar todos os povos em Cristo.

            Esses povos formam a incontável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão; descendência gerada não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé, e por isso comparada à multidão das estrelas, para que o pai de todos os povos esperasse
            uma posteridade celeste e não terrestre.

            Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas, e recebam os filhos da promessa a benção da descendência de Abraão, à qual renunciaram os filhos segundo a
            carne. Que todos os povos, representados pelos três Magos, adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte o seu nome seja grande em Israel (Sl 75,2).

            Portanto, amados filhos, instruídos nos mistérios da graça divina, celebremos com alegria espiritual o dia das nossas primícias e do primeiro chamado dos povos pagãos à fé, dando graças a Deus misericordioso que, conforme diz o Apóstolo, nos tornou
            capazes de participar da luz que é a herança dos santos; ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu amado Filho (Cl 1,12-13). Pois, como anunciou Isaías, o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9,1). E ainda referindo-se a eles, o mesmo profeta diz ao Senhor: Nações que não vos conheciam vos invocarão e povos que vos ignoravam acorrerão a vós (cf. Is 55,5).

            Esse dia, Abraão viu e alegrou-se (Jo 8,56) ao saber que seus filhos segundo a fé seriam abençoados na sua descendência, que é Cristo, e ao prever que, por sua fé, seria pai de todos os povos. E deu glória a Deus, plenamente convencido de que Deus
            tem poder para cumprir o que prometeu (Rm 4,20-21).

            Esse dia, também Davi cantou nos salmos, dizendo: As nações que criastes virão adorar, Senhor, e louvar vosso nome (Sl 85,9). E ainda: O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça (Sl 97,2).

            Como sabemos, tudo isso se realizou quando os três Magos, chamados de seu longínquo país, foram conduzidos por uma estrela, para irem conhecer e adorar o Rei do céu e da terra. O serviço prestado por esta estrela nos convida a imitar sua obediência, isto é, servir com todas as forças essa graça que nos chama todos para Cristo.

            Animados por esse desejo, amados filhos, deveis empenhar-vos em ser úteis uns aos
            outros, para que no reino de Deus, aonde se entra graças à integridade da fé e às boas
            obras, resplandeçais como filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e
            reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.

            terça-feira, 25 de dezembro de 2012

            Papa Bento XVI: “Onde não se dá glória a Deus, (…) não há paz.”


            Papa Bento XVI: “Onde não se dá glória a Deus, (…) não há paz.”

            “Sempre de novo me toca também a palavra do evangelista, dita quase de fugida, segundo a qual não havia lugar para eles na hospedaria. Inevitavelmente se põe a questão de saber como reagiria eu, se Maria e José batessem à minha porta. Haveria lugar para eles? E recordamos então que esta notícia, aparentemente casual, da falta de lugar na hospedaria que obriga a Sagrada Família a ir para o estábulo, foi aprofundada e referida na sua essência pelo evangelista João nestes termos: ‘Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram’ (Jo 1, 11). Deste modo, a grande questão moral sobre o modo como nos comportamos com os prófugos, os refugiados, os imigrantes ganha um sentido ainda mais fundamental: Temos verdadeiramente lugar para Deus, quando Ele tenta entrar em nós? Temos tempo e espaço para Ele? Porventura não é ao próprio Deus que rejeitamos? Isto começa pelo fato de não termos tempo para Deus. Quanto mais rapidamente nos podemos mover, quanto mais eficazes se tornam os meios que nos fazem poupar tempo, tanto menos tempo temos disponível. E Deus? O que diz respeito a Ele nunca parece uma questão urgente. O nosso tempo já está completamente preenchido. Mas vejamos o caso ainda mais em profundidade. Deus tem verdadeiramente um lugar no nosso pensamento? A metodologia do nosso pensamento está configurada de modo que, no fundo, Ele não deva existir. Mesmo quando parece bater à porta do nosso pensamento, temos de arranjar qualquer raciocínio para O afastar; o pensamento, para ser considerado ‘sério’, deve ser configurado de modo que a ‘hipótese Deus’ se torne supérflua. E também nos nossos sentimentos e vontade não há espaço para Ele. Queremo-nos a nós mesmos, queremos as coisas que se conseguem tocar, a felicidade que se pode experimentar, o sucesso dos nossos projetos pessoais e das nossas intenções. Estamos completamente ‘cheios’ de nós mesmos, de tal modo que não resta qualquer espaço para Deus. E por isso não há espaço sequer para os outros, para as crianças, para os pobres, para os estrangeiros. A partir duma frase simples como esta sobre o lugar inexistente na hospedaria, podemos dar-nos conta da grande necessidade que há desta exortação de São Paulo: ‘Transformai-vos pela renovação da vossa mente’ (Rm 12, 2). Paulo fala da renovação, da abertura do nosso intelecto (nous); fala, em geral, do modo como vemos o mundo e a nós mesmos. A conversão, de que temos necessidade, deve chegar verdadeiramente até às profundezas da nossa relação com a realidade. Peçamos ao Senhor para que nos tornemos vigilantes quanto à sua presença, para que ouçamos como Ele bate, de modo suave mas insistente, à porta do nosso ser e da nossa vontade. Peçamos para que se crie, no nosso íntimo, um espaço para Ele e possamos, deste modo, reconhecê-Lo também naqueles sob cujas vestes vem ter conosco: nas crianças, nos doentes e abandonados, nos marginalizados e pobres deste mundo.”
            (…)
            “E, com a glória de Deus nas alturas, está relacionada a paz na terra entre os homens. Onde não se dá glória a Deus, onde Ele é esquecido ou até mesmo negado, também não há paz. Hoje, porém, há correntes generalizadas de pensamento que afirmam o contrário: as religiões, mormente o monoteísmo, seriam a causa da violência e das guerras no mundo; primeiro seria preciso libertar a humanidade das religiões, para se criar então a paz; o monoteísmo, a fé no único Deus, seria prepotência, causa de intolerância, porque pretenderia, fundamentado na sua própria natureza, impor-se a todos com a pretensão da verdade única. É verdade que, na história, o monoteísmo serviu de pretexto para a intolerância e a violência. É verdade que uma religião pode adoecer e chegar a contrapor-se à sua natureza mais profunda, quando o homem pensa que deve ele mesmo deitar mão à causa de Deus, fazendo assim de Deus uma sua propriedade privada. Contra estas deturpações do sagrado, devemos estar vigilantes. Se é incontestável algum mau uso da religião na história, não é verdade que o ‘não’ a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então, este deixa de ser a imagem de Deus, que devemos honrar em todos e cada um, no fraco, no estrangeiro, no pobre. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros. Os tipos de violência arrogante que aparecem então com o homem a desprezar e a esmagar o homem, vimo-los, em toda a sua crueldade, no século passado. Só quando a luz de Deus brilha sobre o homem e no homem, só quando cada homem é querido, conhecido e amado por Deus, só então, por mais miserável que seja a sua situação, a sua dignidade é inviolável. Na Noite Santa, o próprio Deus Se fez homem, como anunciara o profeta Isaías: o menino nascido aqui é ‘Emmanuel – Deus conosco’ (cf. Is 7, 14). E verdadeiramente, no decurso de todos estes séculos, não houve apenas casos de mau uso da religião; mas, da fé no Deus que Se fez homem, nunca cessou de brotar forças de reconciliação e magnanimidade. Na escuridão do pecado e da violência, esta fé fez entrar um raio luminoso de paz e bondade que continua a brilhar.”
            (…)
            “Os pastores apressaram-se… Uma curiosidade santa e uma santa alegria os impelia. No nosso caso, talvez aconteça muito raramente que nos apressemos pelas coisas de Deus. Hoje, Deus não faz parte das realidades urgentes. As coisas de Deus – assim o pensamos e dizemos – podem esperar. E todavia Ele é a realidade mais importante, o Único que, em última análise, é verdadeiramente importante. Por que motivo não deveríamos também nós ser tomados pela curiosidade de ver mais de perto e conhecer o que Deus nos disse? Supliquemos-Lhe para que a curiosidade santa e a santa alegria dos pastores nos toquem nesta hora também a nós e assim vamos com alegria até lá, a Belém, para o Senhor que hoje vem de novo para nós. Amém.”
            Papa Bento XVIHomilia na Solenidade do Natal do Senhor
            24 de dezembro de 2012

            sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

            O Papa Bento XVI: Relativismo e violência são produto do esquecimento de Deus.

            Em audiência com os membros da Comissão Teológica Internacional, o Papa bento XVI explicou que o esquecimento de Deus na sociedade atual leva a uma forma de relativismo que, indevidamente, gera violência. Esta, ao contrário do que afirmam alguns, não deve ser atribuida às religiões monoteístas.

            O Pontífice assinalou que “hoje, este mesmo sentido sobrenatural da fé dos crentes leva a reagir com vigor também contra o preconceito segundo o qual as religiões, e em particular as religiões monoteístas, seriam intrinsecamente portadores de violência, sobretudo por causa do argumento de que elas têm a pretensão da existência de uma verdade universal".

            "Alguns acreditam que apenas o “politeísmo de valores” garantiria a tolerância e a paz civil seria conforme o espírito de uma sociedade democrática pluralista. Nesta direção, o vosso estudo sobre o tema “Deus Trino, unidade dos homens. Cristianismo e monoteísmo” é de viva atualidade. Por um lado, é essencial lembrar que a fé no Deus único, Criador do céu e da terra, atende às exigências racionais da reflexão metafísica, a qual não é enfraquecida, mas reforçada e aprofundada na Revelação do Mistério de Deus-Trino".

            O Papa explicou que "é necessário salientar a forma que a Revelação definitiva do mistério do único Deus toma na vida  e morte de Jesus Cristo, que vai ao encontro da Cruz como “cordeiro conduzido ao matadouro” (Is 53,7). O Senhor dá testemunho a uma rejeição radical de cada forma de ódio e violência em favor do primado absoluto da ágape".

            "Se, portanto, na história, houve ou há formas de violência feita em nome de Deus, estas não são atribuídas ao monoteísmo, mas às causas históricas, principalmente aos erros dos homens. Pelo contrário, é o próprio esquecimento de Deus que imerge as sociedades humanas em uma forma de relativismo, que gera inevitavelmente a violência".

            Bento XVI ressaltou que "quando se nega a possibilidade para todos de referir-se a uma verdade objetiva, o diálogo transforma-se impossível e a violência, declarada ou oculta, torna-se a regra dos relacionamentos humanos. Sem a abertura ao transcendente, que permite encontrar as respostas às perguntas sobre o sentido da vida e sobre a maneira de viver de modo moral, sem esta abertura o homem torna-se incapaz de agir segundo a justiça e de empenhar-se pela paz".

            O Santo Padre manifestou apreço pela mensagem da Comissão Teológica Internacional por ocasião do Ano da Fé que "ilustra bem o modo específico no qual os teólogos, servindo fielmente à verdade da fé, podem participar do esforço evangelizador da Igreja ".

            Essa mensagem retoma as questões do documento "A teologia hoje. Perspectivas, princípios e critérios”, publicado no início deste ano. Tomando nota da vitalidade e da variedade da teologia depois do Concílio Vaticano II, este documento pretende apresentar, por assim dizer, o código genético da teologia católica, isso é, princípios que definem a sua própria identidade e, por consequência, garantem a sua unidade na diversidade das suas realizações".

            "Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana".

            O Papa assinalou que, entre os critérios da teologia católica, o documento menciona a atenção que os teólogos devem prestar ao "sensus fidelium".
            "O Concílio Vaticano II, enfatizando o papel específico e insubstituível que cabe ao Magistério, salientou, no entanto, que todo o Povo de Deus participa na função profética de Cristo, realizando assim o desejo inspirado, expresso por Moisés: “Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!”", disse o Santo Padre.

            "Este dom, o sensus fidei, constitui no crente uma espécie de instinto sobrenatural, que tem uma conaturalidade vital com o mesmo objeto da fé. Observamos que propriamente os simples fiéis carregam em si esta certeza, esta segurança do sentido da fé. O sensus fidei é um critério para discernir se uma verdade pertence ou não ao depósito vivo da tradição apostólica".

            "Para este efeito, o texto esclarece os critérios para uma teologia autenticamente católica e, portanto, capaz de contribuir com a missão da Igreja, com o anúncio do Evangelho a todos os homens. Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana".

            O Papa ressaltou ademais que "Se o fracasso do relacionamento dos homens com Deus traz em si um desequilíbrio profundo nas relações entre os próprios homens, a reconciliação com Deus, feita pela Cruz de Cristo, “nossa paz” (Ef 2,14), é a fonte fundamental da unidade e da fraternidade”.

            “Nesta perspectiva, coloca-se também a vossa reflexão sobre o terceiro tema, aquele da doutrina social da Igreja no contexto da doutrina da fé. Essa confirma que a doutrina social não é uma adição extrínseca, mas, sem esquecer a contribuição de uma filosofia social, recebe os seus princípios básicos nas próprias fontes da fé”.

            “Tal doutrina procura tornar efetivo, na grande diversidade das situações sociais, o mandamento novo que o Senhor Jesus nos deixou: “Como eu vos amei, assim amais também vós uns aos outros”".

            “Rezemos à Virgem Imaculada, modelo de quem escuta e medita a Palavra de Deus, que vós recebais a graça de servir sempre alegremente a inteligência da fé em favor de toda a Igreja. Renovando a expressão da minha profunda gratidão pelo vosso serviço eclesial, asseguro-vos a minha constante proximidade na oração e concedo de coração a todos vós a Benção Apostólica", concluiu o Pontífice.


            Por: ACI Digital

            quinta-feira, 15 de novembro de 2012

            Catequese de Bento XVI - Caminhos para conhecer Deus - 14/11/2012

            Catequese de Bento XVI - Caminhos para conhecer Deus - 14/11/2012

            Caros irmãos e irmãs,

            Quarta-feira passada refletimos sobre o desejo de Deus que o ser humano traz consigo no profundo de si mesmo. Hoje gostaria de continuar a aprofundar este aspecto meditando brevemente com vocês sobre algumas vias para chegar à consciência de Deus. Gostaria de recordar, no entanto, que a iniciativa de Deus ant
            ecede sempre cada iniciativa do homem e, também no caminho para Ele, é Ele primeiro que nos ilumina, nos orienta e nos guia, respeitando sempre a nossa liberdade. E é sempre Ele que nos faz entrar na sua intimidade, revelando-se e doando-nos a graça para poder acolher esta revelação na fé. Não esqueçamos nunca a experiência de Santo Agostinho: não somos nós a possuir a Verdade depois de tê-la procurado, mas é a Verdade que nos procura e nos possui.

            Todavia há algumas vias que podem abrir o coração do homem ao conhecimento de Deus, há sinais que conduzem para Deus. Certo, muitas vezes corremos o risco de sermos ofuscados pelo brilho do mundanismo, que nos tornam menos capazes de percorrer tais caminhos ou de ler tais sinais. Deus, porém, não se cansa de procurar-nos, porque nos ama. Esta é uma verdade que deve nos acompanhar cada dia, também se certas mentalidades propagadas tornam mais difícil à Igreja e ao cristão comunicar a alegria do Evangelho a cada criatura e conduzir todos ao encontro com Jesus, único Salvador do mundo. Esta, porém, é a nossa missão, é a missão da Igreja e cada crente deve vivê-la alegremente, sentindo-a como própria, através de uma existência animada verdadeiramente pela fé, marcada pela caridade, pelo serviço a Deus e aos outros, e capaz de irradiar esperança. Esta missão brilha, sobretudo, na santidade à qual todos somos chamados.

            Hoje, o sabemos, não faltam dificuldades e provações para a fé, muitas vezes mal compreendida, contestada, rejeitada. São Pedro dizia aos seus cristãos: “Estejam sempre prontos a responder, mas com doçura e respeito, a quem lhe pede a esperança que está em vossos corações”. No passado, no Ocidente, em uma sociedade considerada cristã, a fé era o ambiente em que tudo acontecia; a referência e a adesão a Deus eram, para a maioria das pessoas, parte da vida cotidiana. Pelo contrário, aquele que não acreditava precisava justificar a própria descrença. No nosso mundo, a situação mudou e sempre mais aquele que crê precisa ser capaz de dar razão da sua fé. O Beato João Paulo II, na sua Encíclica Fides et ratio, ressaltava como a fé é colocada à prova também na época contemporânea, atravessada por formas sutis e insidiosas do ateísmo teórico e prático (cfr nn. 46-47). A partir do Iluminismo, a crítica à religião intensificou-se; a história foi marcada também pela presença de sistemas ateus, nos quais Deus era considerado uma mera projeção da alma humana, uma ilusão e o produto de uma sociedade já distorcida por tantas alienações. O século passado conheceu um forte processo de secularismo, em nome da autonomia absoluta do homem, considerado como medidor e artífice da realidade, mas empobrecido do seu ser criatura, “à imagem e semelhança de Deus". Nos nossos tempos, verificou-se um fenômeno particularmente perigoso para a fé: existe, de fato, uma forma de ateísmo que definimos, precisamente, “prático”, no qual não se negam a verdade da fé ou os ritos religiosos, mas simplesmente são considerados irrelevantes para a existência cotidiana, destacados da vida, inúteis. Muitas vezes, então, acredita-se em Deus de modo superficial e se vive “como se Deus não existisse” (etsi Deus non daretur). No final, porém, este modo de viver resulta ainda mais destrutivo, porque leva à indiferença para com a fé e a questão de Deus.

            Na realidade, o homem, separado de Deus, é reduzido a uma única dimensão, aquela horizontal, e este reducionismo é uma das causas fundamentais dos totalitarismos que tiveram consequências trágicas no século passado, bem como a crise de valores que vemos na realidade atual. Obscurecendo a referência a Deus, obscureceu-se também o horizonte ético, para deixar espaço ao relativismo e a uma concepção ambígua da liberdade, que em vez de fins libertadores, acaba por amarrar o homem aos ídolos. As tentações que Jesus enfrentou no deserto antes de sua missão pública, representam bem quais ídolos fascinam o homem, quando não vai além de si mesmo. Se Deus perde a centralidade, o homem perde o seu lugar certo, não encontra mais a sua colocação na criação, nas relações com os outros. Não diminui isso que a sabedoria antiga evoca com o mito de Prometeu: o homem acha que pode tornar-se a si mesmo “deus”, mestre da vida e da morte.

            Diante deste quadro, a Igreja, fiel ao mandato de Cristo, não cessa nunca de afirmar a verdade sobre o homem e sobre o seu destino. O Concílio Vaticano II afirma sinteticamente: “A maior razão da dignidade do homem consiste em sua vocação à comunhão com Deus. Desde o nascimento, o homem é convidado ao diálogo com Deus: não existiria, na verdade, se não fosse criado pelo amor de Deus, por Ele sempre é conservado por amor, nem vive plenamente segundo a verdade se não O reconhece livremente e não se confia ao seu criador.” (Cost. Gaudium et spes, 19).

            Que respostas, então, é chamada a dar a fé, com “doçura e respeito”, ao ateísmo, ao ceticismo, à indiferença para com a dimensão vertical, a fim de que o homem do nosso tempo possa continuar a interrogar-se sobre a existência de Deus e a percorrer os caminhos que conduzem a Ele? Gostaria de mencionar alguns caminhos, que derivam seja da reflexão natural, seja da própria força da fé. Gostaria de resumir para vocês muito sinteticamente em três palavras: o mundo, o homem, a fé.

            A primeira: o mundo. Santo Agostinho, que na sua vida procurou longamente a Verdade e foi agarrado pela Verdade, tem uma belíssima e célebre obra, na qual afirma: “Interrogue a beleza da terra, do mar, do ar rarefeito e em toda parte expandida; interrogue a beleza do céu..., interrogue todas estas realidades. Todos te responderão: olhe para nós também e observe como somos belos. A beleza deles é como um hino de louvor. Ora, essas criaturas tão belas, mas mudando, quem as fez se não um que é a beleza de modo imutável?” (Sermo 241, 2: PL 38, 1134). Penso que devemos recuperar e fazer recuperar ao homem de hoje a capacidade de contemplar a criação, a sua beleza, a sua estrutura. O mundo não é um magma disforme, mas quanto mais o conhecemos, mais descobrimos os surpreendentes mecansimos, mais vemos um projeto, vemos que tem uma inteligência criadora. Albert Einstein disse que nas leis da natureza “revela-se uma razão assim superior que toda a racionalidade do pensamento e das ordens humanas é comparativamente um reflexo absolutamente insignificante” (O Mundo como o vejo eu, Roma 2005). Uma primeira via, então, que conduz à descoberta de Deus é o contemplar com olhos atentos a criação.

            A segunda palavra: o homem. Sempre Santo Agostinho, então, tem uma célebre frase na qual diz que Deus é mais íntimo a mim quanto o seja eu a mim mesmo (cfr Confessioni III, 6, 11). Daqui ele formula o convite: “Não ande fora de si, entre em si mesmo: no homem interior habita a verdade” (De vera religione, 39, 72). Este é um outro aspecto que nós corremos o risco de perder no mundo barulhento e distraído em que vivemos: a capacidade de parar e olhar em profundidade para nós mesmos e ler esta sede de infinito que trazemos dentro, que nos impele a andar além e refere-se a Alguém que possa preenchê-la. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Com a sua abertura à verdade e à beleza, com o seu senso de bem moral, com a sua liberdade e a voz do conhecimento, com a sua aspiração ao infinito e à felicidade, o homem se interroga sobre a existência de Deus” (n. 33).

            A terceira palavra: a fé. Sobretudo na realidade do nosso tempo, não devemos esquecer que um caminho que conduz ao conhecimento e ao encontro com Deus é o caminho da fé. Quem crê está unido a Deus, está aberto à sua graça, à força da caridade. Assim a sua existência torna-se testemunha não de si mesmo, mas do Ressuscitado, e a sua fé não tem medo de mostrar-se na vida cotidiana, é aberta ao diálogo que exprime profunda amizade para o caminho de cada uma, e sabe abrir luzes de esperança à necessidade de redenção, de felicidade, de futuro. A fé, de fato, é encontro com Deus que fala e opera na história e que converte a nossa vida cotidiana, transformando em nós a mentalidade, juízos de valor, escolhas e ações concretas. Não é ilusão, fuga da realidade, refúgio confortável, sentimentalismo, mas é implicação de toda a vida e é anúncio do Evangelho, Boa Notícia capaz de libertar todos os homens. Um cristão, uma comunidade que seja diligente e fiel ao projeto de Deus que nos amou primeiro, constitui uma via privilegiada para aqueles que estão na indiferença ou na dúvida acerca da sua existência e da sua ação. Isto, porém, pede a cada um para tornar sempre mais transparente o próprio testemunho de fé, purificando a própria vida para que seja conforme Cristo. Hoje muitos têm compreensão limitada da fé cristã, porque a identificam como um mero sistema de crença e de valores e não tanto com a verdade de um Deus revelada na história, desejoso de comunicar com o homem face a face, em um relacionamento de amor com ele. Na realidade, o fundamento de cada doutrina ou valor tem o acontecimento do encontro entre o homem e Deus em Cristo Jesus. O Cristianismo, antes que uma moral ou uma ética, é caso de amor, é o acolher a pessoa de Jesus. Por isto, o cristão e a comunidade cristã devem antes de tudo olhar e fazer olhar para Cristo, verdadeiro caminho que conduz a Deus. Obrigado.

            quinta-feira, 25 de outubro de 2012

            A VISÃO DO PAPA LEÃO XIII , O PAPA DE SÃO MIGUEL ARCANJO.


            A VISÃO  DO PAPA LEÃO XIII , O PAPA DE SÃO MIGUEL ARCANJO 

            ANTIGAMENTE , ERA COMUM , OS CELEBRANTES E OS FIÉIS, NO FIM DE CADA MISSA , AJOELHAVAM-SE PARA REZAR UMA ORAÇÃO A NOSSA SENHORA (SALVE RAINHA) E OUTRA A SÃO MIGUEL ARCANJO

                     TRANSCREVO UM ARTIGO QUE FOI PUBLICADO NA REVISTA: EPHEMERIDES LITURGICAE ESCRITO PELO PE. DOMENICO PECHENINO EM 1955, A PÁGS . 58-59 . NELE , SABEREMOS COMO O PAPA LEÃO XII , INSTITUIU ESTA EXTRAORDINÁRIA ORAÇÃO :

            "UMA MANHÃ, O GRANDE PONTÍFICE LEÃO XIII TINHA CELEBRADO A SANTA MISSA E ESTAVA A ASSISTIR A UMA OUTRA DE AÇÃO DE GRAÇAS, COMO DE COSTUME

            DE REPENTE, VIU-SE ELE VIRAR ENERGICAMENTE A CABEÇA , DEPOIS DE FIXAR QUALQUER COISA INTENSAMENTE, SOBRE A CABEÇA DO CELEBRANTE . MANTINHA-SE IMÓVEL , SEM PESTANEJAR , MAS COM UMA EXPRESSÃO DE TERROR E DE ADMIRAÇÃO , TENDO O SEU ROSTO MUDADO DE COR . ADIVINHAVA-SE NELE QUALQUER COISA DE ESTRANHO , DE GRANDE
                 
            FINALMENTE VOLTANDO A SI , BATE LIGEIRA , MAS ENERGICAMENTE COM A MÃO, LEVANTA-SE . DIRIGE-SE AO SEU ESCRITÓRIO PARTICULAR . OS MAIS PRÓXIMOS SEGUEM-NO COM PREOCUPAÇÃO E ANSIEDADE . E PERGUNTAM-LHE EM VOZ BAIXA : SANTO PADRE , NÃO SE SENTE BEM ? PRECISA SE ALGUMA COISA ? RESPONDE : “NADA , NADA”
                 
            DAÍ A UMA MEIA HORA MANDA CHAMAR O SECRETÁRIO DA CONGREGAÇÃO DOS RITOS , E ESTENDENDO-LHE UMA FOLHA DE PAPEL , MANDA FAZÊ-LA IMPRIMIR E ENVIAR A TODOS OS ORDINÁRIOS DO MUNDO . QUE ASSUNTO CONTINHA ? A ORAÇÃO QUE REZÁVAMOS NO FIM DA MISSA COM O POVO, COM A SÚPLICA A MARIA E A INVOCAÇÃO ARDENTE AO PRÍNCIPE DAS MILÍCIAS CELESTES, IMPLORANDO A DEUS QUE PRECIPITE SATANÁS NO INFERNO
                 
            NAQUELE ESCRITO ORDENAVA-SE IGUALMENTE QUE AS ORAÇÕES FOSSEM REZADAS DE JOELHOS . TAMBÉM FOI PUBLICADO NO JORNAL LA SETTIMANA DEL CLERO , EM 30 DE MARÇO DE 1947 , NÃO SENDO CITADA A FONTE QUE DEU ORIGEM À NOTÍCIA . SERÁ CONTUDO NOTADA A MANEIRA INSÓLITA COMO ESTA ORAÇÃO , ENVIADAS AOS ORDINÁRIOS EM 1886 , FOI MANDADA REZAR

            PARA CONFIRMAR AQUILO QUE O PE. PECHENINO ESCREVEU , DISPOMOS DO TESTEMUNHO IRREFUTÁVEL DO CARDEAL NATALLI ROCCA , QUE NA SUA CARTA PASTORAL PARA A QUARESMA , EMANADA DE BOLONHA EM 1946 , DIZ  :
            “FOI MESMO LEÃO XIII QUEM REDIGIU ESTA ORAÇÃO . A FASE (SATANÁS E OS OUTROS ESPÍRITOS MALIGNOS) QUE VAGUEIAM PELO MUNDO PARA PERDER DAS ALMAS TEM UMA EXPLICAÇÃO HISTÓRICA QUE O SEU SECRETÁRIO PARTICULAR MONS. RINALDO ANGELI, NOS CONTOU VÁRIAS VEZES :

            LEÃO XIII TEVE VERDADEIRAMENTE A VISÃO DE ESPÍRITOS INFERNAIS QUE SE ADENSAVAM SOBRE A CIDADE ETERNA (ROMA) ; E FOI DESTA EXPERIÊNCIA QUE NASCEU A ORAÇÃO QUE ELE QUIS TODA A IGREJA REZASSE . ESTA ORAÇÃO REZAVA-A ELE COM VOZ VIVA E VIBRANTE :  OUVIMO-LA MUITAS VEZES NA BASÍLICA DO VATICANO
             MAS ISTO NÃO É TUDO : ELE ESCREVEU TAMBÉM POR SUAS PRÓPRIAS MÃOS UM EXORCISMO ESPECIAL QUE FIGURA NO RITUAL ROMANO (ED. 1954, TIT. XII, C.III, PÁG.863 E SEG.) . RECOMENDAVA AOS BISPOS E AOS SACERDOTES QUE REZASSEM MUITAS VEZES ESTES EXORCISMOS NAS SUAS DIOCESES E PARÓQUIAS . ELE PRÓPRIO O FAZIA MUITAS VEZES DURANTE O DIA
                 
            TAMBÉM É INTERESSANTE TER EM CONTA UM OUTRO ACONTECIMENTO QUE REFORÇA AINDA MAIS O VALOR DESTA ORAÇÃO QUE SE REZAVA NO FIM DE CADA MISSA”

            PIO XI QUIS QUE , AO SEREM REZADAS ESTAS ORAÇÕES , SE PUSESSE UMA INTENÇÃO PARTICULAR PELA RÚSSIA (ALOCUÇÃO DE 30 DE JUNHO DE 1930) . NESTA ALOCUÇÃO , DEPOIS DE TER LEMBRADO AS ORAÇÕES PELA RÚSSIA QUE ELE PRÓPRIO TINHA PEDIDO A TODOS OS FIÉIS A QUANDO DA FESTA DO PATRIARCA SÃO JOSÉ (19 DE MARÇO DE 1930) E , DEPOIS DE TER LEMBRADO A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NA RÚSSIA , CONCLUIU COM ESTAS PALAVRAS :

            “E PARA QUE TODOS POSSAM SEM FADIGA E SEM OBSTÁCULOS CONTINUAR ESTA SANTA CRUZADA , DECIDIMOS QUE AS ORAÇÕES QUE O NOSSO BEM AMADO PREDECESSOR LEÃO XIII ORDENOU AOS SACERDOTES E AOS FIÉIS QUE REZASSEM DEPOIS DA MISSA , SEJAM DITAS POR ESTA INTENÇÃO PARTICULAR , ISTO É , PELA RÚSSIA . QUE OS BISPOS E O CLERO SECULAR E REGULAR TOMEM AO SEU CUIDADO INFORMAR OS FIÉIS E AQUELES QUE ASSISTEM AO SANTO SACRIFÍCIO, E QUE NÃO SE ESQUEÇAM DE LHES LEMBRAR ESTAS ORAÇÕES  - (CIVILTÀ CATTOLICA, 1930, VOL.III)”
                 
            CONFORME SE PODE CONSTATAR A PRESENÇA ATERRORIZADORA DE SATANÁS FOI CLARAMENTE TIDA EM CONTA PELO PONTÍFICE ; E A INTENÇÃO QUE PIO XI , TINHA ACRESCENTADO , VISAVA MESMO O FUNDAMENTO DAS FALSAS DOUTRINAS DIFUNDIDAS NO NOSSO SÉCULO , QUE ENVENENARAM NÃO SÓ A VIDA DOS POVOS MAS TAMBÉM DOS PRÓPRIOS TEÓLOGOS . SE A DISPOSIÇÃO TOMADA POR PIO XI NÃO FOI RESPEITADA ,  A FALTA DEVE-SE ÀQUELES A QUEM TINHA SIDO CONFIADA ; INSERIA-SE PERFEITAMENTE NO ÂMBITO DOS AVISOS CARISMÁTICOS QUE O SENHOR HAVIA DADO À HUMANIDADE ATRAVÉS DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA , EMBORA MANTENDO-SE INDEPENDENTE DESTA : FÁTIMA AINDA ERA DESCONHECIDA DO MUNDO - (PE. GABRIELE AMORTH. EXOCISTA OFICIAL DE ROMA)

            O EXORCISMO DE LEÃO XIII , QUE NOS MOSTRA A AÇÃO NEFASTA DO MALIGNO, NOS NOSSOS DIAS , VÊ COMO É NECESSÁRIO RECORRER À PODEROSA INTERCESSÃO DA VIRGEM MARIA E DE SÃO MIGUEL , NO ATAQUE CONTRA AS FORÇAS DO MAL , QUER SE TRATE DE MALES FÍSICOS COMO DA ALMA

            NÃO NOS DEIXEMOS ENGANAR : O INIMIGO DOS HOMENS , SATANÁS , TEM INVEJA DELES (SANTÍSSIMA VIRGEM E SÃO MIGUEL) . E AINDA QUANDO PARECE AJUDÁR-NOS FAVORECENDO-NOS COM UMA VIDA DE DINHEIRO , SENSUALIDADE E SORTE , É SEMPRE TENDO EM MIRA A NOSSA CONDENAÇÃO ETERNA... PENSE NISSO !

            quarta-feira, 5 de setembro de 2012

            INCONCILIABILIDADE ENTRE FÉ CRISTÃ E MAÇONARIA



            REFLEXÕES A UM ANO DE DISTÂNCIA
            DA DECLARAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ 

            INCONCILIABILIDADE ENTRE FÉ CRISTÃ E MAÇONARIA 

             A 26 de Novembro de 1983 a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma Declaração sobre as associações maçónicas (cf. AAS LXXVI, 1984, 300), A pouco mais de um ano de distância da sua publicação pode ser útil explicar brevemente o significado deste documento.


             Desde que a Igreja começou a pronunciar-se a respeito da maçonaria o seu juízo negativo foi inspirado por multíplices razões, práticas e doutrinais. Ela não julgou a maçonaria responsável apenas de actividades subversivas a seu respeito, mas desde os primeiros documentos pontifícios sobre o assunto e em particular na Encíclica Humanum Genus de Leão XIII (20 de Abril de 1884), o Magistério da Igreja denunciou na Maçonaria ideias filosóficas e concepções morais opostas à doutrina católica. Para Leão XIII elas reportavam-se essencialmente a um naturalismo racionalista, inspirador dos seus planos e das suas actividades contra a Igreja. Na sua Carta ao Povo Italiano “Custodi” (8 de Dezembro de 1892) ele escrevia: “Recordemo-nos que o cristianismo e a maçonaria são essencialmente inconciliáveis, de modo que inscrever-se numa significa separar-se da outra”.

            Não se podia portanto deixar de tomar em consideração as posições da Maçonaria sob o ponto de vista doutrinal, quando nos anos 1970-1980 a Sagrada Congregação estava em correspondência com algumas Conferências Episcopais particularmente interessadas neste problema, em consequência do diálogo empreendido por parte de personalidades católicas com representantes de algumas lojas que se declaravam não hostis ou até favoráveis à Igreja.

            Agora o estudo mais aprofundado levou a S.C.D.F. a manter-se na convicção da inconciliabilidade de fundo entre os princípios da maçonaria e os da fé cristã.

            Prescindindo portanto da consideração da atitude prática das diversas lojas, de hostilidade ou não para com a Igreja, a S.C.D.F., com a sua declaração de 26.11.83, pretendeu colocar-se no nível mais profundo e por outro lado essencial do problema: isto é, sobre o plano da inconciliabilidade dos princípios, o que significa no plano da fé e das suas exigências morais.

            A partir deste ponto de vista doutrinal, em continuidade, de resto, com a posição tradicional da Igreja, como testemunham os documentos acima citados de Leão XIII, derivam depois as necessárias consequências práticas, que são válidas para todos aqueles fiéis que estivessem eventualmente inscritos na maçonaria.

            A propósito da afirmação sobre a inconciliabilidade dos princípios todavia vai-se agora objectando de alguns lados que o essencial da maçonaria seria precisamente o facto de não impor algum “princípio”, no sentido de uma posição filosófica ou religiosa que seja vinculante para todos os seus aderentes, mas antes reunir conjuntamente, para além dos confins das diversas religiões e visões do mundo, homens de boa vontade com base em valores humanísticos compreensíveis e aceitáveis por todos.

            A maçonaria constituiria um elemento de coesão para todos aqueles que crêem no Arquitecto do Universo e se sentem comprometidos em relação àquelas orientações morais fundamentais que estão definidas por exemplo no Decálogo; ela não afastaria ninguém da própria religião, mas pelo contrário constituiria um incentivo a aderir ainda mais a ela.

            Nesta sede não podem ser discutidos os multíplices problemas históricos e filosóficos que se escondem em tais afirmações. Que também a Igreja católica estimule no sentido de uma colaboração de todos o homens de boa vontade, não é decerto necessário salientá-lo

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