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domingo, 11 de agosto de 2013

Lutero, os Reformadores, defensores de Nossa Senhora.


O protestantismo atual se mostra intolerante com a Virgem Santíssima, no entanto, Martinho Lutero, Calvino, Zwinglio, e os reformadores do Séc. XVI tinham uma estima e reverência
profundas a Nossa Senhora, como poderemos ver abaixo. Algumas denominações protestantes estão redescobrindo isso. Por exemplo, Madre Basiléia Schlink, luterana, prega a recuperação da
veneração à Virgem Mãe de Deus.

Lutero, em 1522, escreveu um belo comentário do Magnificat de Nossa Senhora, onde repetidas vezes a chama de a “doce Mãe de Deus”. E nele Lutero pede à Virgem “que ore por ele”.
Entre outras coisas ele disse da Virgem Maria: “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe!
Amém. (“Comentário do Magnificat”).

Como então os protestantes, os seguidores de Lutero, não aceitam a intercessão de Nossa Senhora? É bom recordar também que Lutero implorou a intercessão de Santa Ana, mãe de Nossa Senhora, quando quase foi atingido por um raio.
Lutero disse ainda: “Ela [Maria]nos ensina como devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem pro­curar nele o nosso interesse… Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre como o da Virgem. ” (“Maria Mãe dos homens”, Edições Paulinas, SP, p. 561).

“Maria – escreve Lutero – não se orgulha da sua dig­nidade nem da sua indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra… Ela não exaltou nem a vir­gindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça. (…) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus”. (idem) Lutero mostra que Nossa Senhora não atrai a nossa atenção sobre Si, mas leva-nos a olhar para Deus: “… Maria não quer ser um ídolo; não é Ela que faz, é Deus que faz todas as coisas. Deve ser invocada para que Deus, por meio da vontade dela, faça aquilo que pedimos; assim devem ser invocados também todos os outros santos, dei­xando que a obra seja inteiramente de Deus” (idem pp.574-575).

Madre Basiléia, é da Sociedade das Irmãs de Darmtadt, fundada na Alemanha e presente no Brasil, luterana; no entanto, as irmãs dessa Comunidade acrescentam no seu nome de Batismo o de Maria, como acontece em algumas Congregações católicas. M. Basiléia escreveu o livro “Maria – Der Weg der Mutter des Herrn”, sobre o “Caminho de Maria”, publicado em Português, em Curitiba (1982), onde cita algumas coisas que Lutero escreveu da Virgem Maria, que transcrevemos da Revista Pergunte e Responderemos, n. 429, 1998 – Lutero e Maria Santíssima, pp. 81-86).

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“O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe um carro de outro e conduzi-la com 4000 cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: “Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano”. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo, e apesar disso, é de fato a Mãe de Deus.
         Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria”.
“Esta única palavra “mãe de Deus” contém toda a sua honra. Ninguém pode dizer algo de maior dela ou exalta-la, dirigindo-se à ela, mesmo que tivessem tantas línguas quantas folhas crescem nas folhagens, quantas graminhas há na terra, quantas estrelas brilham no céu e quantos grãozinhos de areia existem no mar. Para entender o significado do que é ser mãe de Deus, é preciso pesar e
avaliar esta palavra no coração”. (Explicação do Magníficat)

Depois de citar essas palavras de Lutero, M. Basiléia ainda escreve: “Ao ler essas palavras de Martinho Lutero, que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas
de Maria  diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada
Escritura.Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: “Maria
é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27 da Apologia de Confissão de Augsburgo).
Em 1537, em seus “Artigos da Doutrina Cristã”, é o próprio Lutero quem diz: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de
Maria pura, santa e sempre virgem”.
M.Basiléia explica porque escreveu este livro para os evangélicos: “Minha intenção ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus… Minha sincera intenção ao escrever esse livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as Palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador”.
Continua M. Basiléia: “A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor; receando com isso reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que aconteceu é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua Mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado”… “É também intenção nossa – como Imaculada de Maria – contribuir em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: “Bem-aventurada a que creu”! João Calvino, o reformador protestante de Genebra, aceitou o título de “Mãe de Deus” (Théotokos) definido pelo Concílio de Éfeso, no ano 431, quando foi condenada a heresia de Nestório. Ele sustenta a Virgindade de Maria, afirmando que os irmãos de Jesus citados em Mt
13, 55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da Sagrada Escritura”. (Revista PR, n. 429, p. 34, 1998)

Calvino disse: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus Cristo, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de
Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

Em 1542, João Calvino publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão” .“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.”
(“Corpus Reformatorum”)

Zwinglio, o reformador protestante de Zurich, conservou três festas marianas (Anunciação, Visitação, Apresentação no Templo) e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. (PR, idem)
John Wesley, fundador da Igreja metodista na Inglaterra, em 1739, disse: “Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”
Ora, se os fundadores do protestantismo veneravam e amavam tanto a Virgem Maria, por que, então, hoje, observamos um afastamento da Mãe de Deus? Nossos irmãos separados devem com urgência rever esta questão, como pede a luterana M. Basiléia. Não queremos afrontar esses nossos irmãos, ao contrário, queremos apenas convidá-los para juntos louvarmos e honrarmos Aquela que nos deu o Salvador.

Fonte: Prof. Felipe Aquino - Canção Nova

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O sim da virgem Maria um ato de fé infinitamente maior do que o de Abraão.


O “sim” da Virgem Maria está intimamente ligado com a Igreja de Jesus Cristo.

O "sim" da Virgem Maria e a Igreja de Jesus Cristo. Na concepção de Jesus, é exigido de Maria um “sim” definitivo, um ato de fé infinitamente maior do que o de Abraão para a redenção do homem e o nascimento da Igreja. Pois, a Palavra de Deus que quer tomar carne em Maria precisa de um “sim” acolhedor, que seja dito por toda sua pessoa, corpo e espírito, sem qualquer resistência, oferecendo toda a sua natureza humana como lugar da encarnação. Se no “sim” de Maria houvesse a sombra de uma reserva, um “até aqui e não mais adiante”, a sua fé teria uma mancha e a criança não poderia tomar posse de toda a natureza humana. Este “sim” incondicional de Maria aparece mais claramente na aceitação do casamento com José e no abandono a Deus da conciliação do seu casamento com a sua nova missão (cf. Mt 1, 18-25).

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A qualidade do “sim” de Maria e os dogmas a este relacionados, da sua virgindade e a sua concepção imaculada, dependem inteiramente de Cristo. A concepção imaculada de Maria é indispensável para a incondicionalidade do “sim”, pois se ela fosse tocada de alguma forma pela mancha original e suas consequências, não conseguiria uma tal abertura pura a qualquer disposição divina. A virgindade de Maria, por sua vez, assegura o fato de Jesus ter reconhecido apenas um pai, o Pai do Céu (cf. Lc 2, 49).
Esta virgindade tem seu sentido principal não numa integridade exclusivamente física e hostil ao sexo, integridade que em si própria tem importância religiosa, mas sim na maternidade de Maria. Para ser Mãe do Messias, que não pode ter outro Pai senão Deus, ela tem que ser envolvida pelo Espírito Santo e dizer seu “sim” abrangendo toda sua pessoa, corpo e alma. Esta virgindade adquirirá um novo sentido mais tarde na Igreja. Num seguimento longínquo de Maria, o ser humano não dividido, santo de corpo e alma, consagrado a Deus, pode “cuidar das coisas do Senhor” (2 Cor 7, 34), numa espécie de maternidade espiritual, que o próprio Jesus prometeu àqueles que, numa fé pura, escutam a Palavra de Deus e a põe em prática (cf. Lc 8, 21).

A narrativa da Anunciação não é apenas uma cena que diz respeito a Cristo, mas também uma cena que diz da Santíssima Trindade. A sua construção é, de forma impressionante, a primeira revelação do Deus-Trindade. A primeira fala do Anjo, que chama Maria de cheia de graça, traz a saudação do Senhor, YHWH, o Pai, que como mulher da religião judaica ela conhece (cf. Lc 1, 28). Maria refletia sobre o significado da saudação, quando o Anjo lhe anuncia, numa segunda intervenção, que ela será Mãe do “Filho do Altíssimo”, que será o Messias para a casa de Jacó (cf. Lc 1, 31-33). Numa terceira intervenção, o Anjo revela-lhe que o Espírito Santo a cobrirá com sua sombra, de forma que o Menino será chamado Santo e Filho de Deus (cf. Lc 1, 35).

Na encarnação do Filho, a Trindade de Deus manifesta-se não apenas com palavras, como os dez
mandamentos dados a Moisés no monte Sinai (cf. Ex 20, 1-17), mas num processo. A fé do Antigo Testamento desde Abraão, na sua perfeição, torna-se participante desta experiência da Trindade. Esta fé torna-se princípio de uma experiência de fé do Novo Testamento, da Igreja, na própria pessoa de Maria. “Por isso há, paralelamente a uma de vida de Jesus, também uma vida de Maria, na medida em que, a partir da intimidade do quarto de Nazaré, é educada por seu Filho no papel que lhe será atribuído na cruz (cf. Jo 19, 25-27): ser imagem primordial da Igreja” (Joseph Ratzinger, Maria, a Primeira Igreja, p. 105). Dessa forma, na Virgem Maria realizou-se plenamente a fé de Abraão, por isso, ela tornou-se a primeira Igreja, a sua imagem primordial.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Tratado da Verdadeira Devoção, grande legado de São Luís Maria para a Igreja.


Consagração segundo o Tratado da Verdadeira Devoção, de São Luís Maria
O “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” é uma obra de São Luís Maria Grignion de Montfort (☆1673 – ✝1716), escrita por ele pouco antes de sua morte. O livro nos fala da devoção a Nossa Senhora e da necessidade da consagração a Ela. Além disso, o Tratado nos dá um método simples e eficaz de consagração, de nos entregar inteiramente a Maria.
O manuscrito do Tratado ficou perdido durante 130 anos, de 1712 a 1842, quando foi encontrado em uma caixa por um padre da congregação fundada por Montfort. Isto foi predito pelo Santo em seu Escrito: “Prevejo que muitos animais frementes virão em fúria para rasgar com seus dentes diabólicos este pequeno escrito […] Ou pelo menos procurarão envolver este livrinho nas trevas e no silêncio duma arca, a fim de que não apareça” (TVD 114).
A finalidade deste livro, segundo São Luís Maria, é mostrar como Maria Santíssima ainda é desconhecida, o que é uma das razões de Jesus Cristo não ser conhecido como deve ser. O Tratado nos leva ao conhecimento do Reino da Virgem Maria e ao conhecimento do Reino de Cristo. São Luís também diz que Jesus veio ao mundo por Maria e por Ela deve voltar no fim dos tempos: “Ela deu Jesus Cristo ao mundo a primeira vez, a há de fazê-lo resplandecer também na segunda vez” (TVD 13).
O Tratado foi promulgado pelo Papa Pio IX em 12 de maio de 1853, em Roma. Através de um decreto, os escritos de São Luís foram declarados isentos de qualquer erro que pudesse ser obstáculo para a sua beatificação. Além disso, muitos outros papas aprovaram o Tratado e concederam indulgências a quem se consagrasse pelo método de Grignion de Montfort. Dentre eles, talvez o mais célebre e conhecido seja o saudoso Beato Papa João Paulo II, que conheceu o Tratado já na sua infância e particularmente consagrou-se a Maria segundo o Tratado.
Não nos enganemos pelo tamanho e pela simplicidade deste pequeno Livro, pois ele foi de grande auxílio para muitos cristãos em tempos difíceis. O Tratado e a consagração a Virgem Maria, segundo o método de Montfort, foram vias de santificação para numerosos homens de mulheres, do século XVIII até os nossos dias. Considerando a importância da consagração a Nossa Senhora na vida dos fiéis, recomendamos a leitura do Tratado, a preparação e a consagração total a Santíssima Virgem.

Anderson nesta pregação fala um pouco sobre a eficacia desta consagração para a santidade !


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Maria o caminho fácil para chegar a Jesus Cristo e a salvação. Por São Luís Maria Grignion


São Luís Maria Grignion de Montfort nos fala da consagração total a Virgem Maria como caminho fácil para chegar a Jesus Cristo.
No quinto capítulo do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, São Luís Maria nos apresenta motivos para nos consagrar inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. O quinto motivo, apresentado pelo Santo é que a verdadeira devoção a Nossa Senhora é um “caminho fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Deus, na qual consiste a perfeição cristã” (TVD 152). Neste artigo, trataremos da consagração a Maria como caminho fácil para chegar a Cristo.
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São Luís Maria afirma que a consagração é um “caminho fácil que Jesus Cristo abriu ao vir até nós, e onde não se encontra obstáculo algum para chegar até Ele” (TVD 152). Pode-se chegar à união com Deus por outros caminhos, porém, este serão muito mais difíceis e perigosos, enquanto pelo caminho de Maria passamos mais suave e tranquilamente.
Certamente, neste caminho haverá grandes combates e dificuldades a vencer. Mas nele, Nossa Senhora torna-se presente, próxima de nós, seus servos, para iluminar nossas trevas, esclarecer as nossas dúvidas, confirmar-nos no meio dos nossos temores, sustentar nas lutas e dificuldades. Por isso, esse caminho para encontrar Jesus Cristo é um caminho de rosas e mel em comparação com os outros (cf. TVD 152).
Os que são consagrados a Maria podem perguntar: por que os servos fiéis da Virgem passam por tantos sofrimentos, mais até do que outros que não são tão devotos? São Luís responde a essa questão dizendo que “é bem verdade que os mais fiéis servos da Santíssima Virgem são os seus maiores favoritos. Por isso são eles que recebem d’Ela as maiores graças e favores do Céu, a saber, as cruzes” (TVD 154). Porém, ele diz também que “são os servos de Maria que levam essas cruzes com mais facilidade, com maior mérito e glória. Aquilo que deteria mil vezes outras almas, ou as faria cair, não os detém nem uma só vez e fá-los avançar” (TVD 154).
Portanto, todo aquele que quiser avançar no caminho da perfeição e encontrar com segurança e perfeitamente Jesus Cristo, deve consagrar-se à Santíssima Virgem. Pois, este é o caminho aberto pelo próprio Cristo, a Sabedoria de Deus Encarnada. Este é um caminho fácil, por causa da “plenitude de graça e de unção do Espírito Santo que o enche. Quem por ele caminha não se cansa nem recua” (TVD 168). Por isso, não tenhamos medo de nos consagrar inteiramente a Maria, pois ela nos leva a Jesus, a nos configurar a Ele, que é a finalidade da vida cristã.

Fonte: Canção Nova 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MILAGRE ATRAVÉS DO ROSÁRIO EM MEIO A UMA EXPLOSÃO NUCLEAR EM HIROSHIMA EM 1945 (VÍDEO)



Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário? Saiba agora.

VEJA O VÍDEO ABAIXO:


 
MAIS DETALHES:


Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última,
num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os
seus moradores ficaram ilesos.
O Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam.


O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo: "Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora".


quinta-feira, 12 de julho de 2012

A salvação por meio do Santo Rosário, da confissão e da comunhão por São Dom Bosco.



A serpente e a Ave Maria; a salvação por meio do Santo Rosário, da confissão e da comunhão — Parte I - 1862 
Em sua crônica particular escreve Dom Provera em dia correspondente à última semana de agosto:

"(São) João Dom Bosco teve uma nova prova dos contínuos assaltos promovidos pelo demônio contra as almas, dos prejuízos que ocasiona, da necessidade de empregar-se em contínuas batalhas para rechaçá-lo e arrancar-lhe suas vítimas. Militia est vita hominum super terram. (Nesta Terra, a vida do homem é uma batalha contínua.)

Um centenar de alunos tinham retornado de casa para preparar-se, depois dos exames de reparação, ao novo curso escolar.

Em 20 de agosto de 1862, depois de rezadas as orações da noite e de dar alguns avisos relacionados com a ordem da casa, o bom pai disse:

Quero contar-lhes um sonho que tive faz algumas noites.

Talvez trata-se da noite precedente à festividade da Asunção — observa Dom Lemoyne —.

Sonhei que estava em companhia de todos os jovens em Castelnuovo do Asti, na casa de meu irmão. Enquanto todos faziam recreio, vem para mim um desconhecido e convida-me a acompanhar-lhe. Segui-lhe e conduziu-me a um prado próximo ao pátio e ali indicou-me entre a erva uma enorme serpente de sete ou oito metros de longitude e de uma grossura extraordinária. Horrorizado ao contemplá-la, quis fugir.


— Não, não, — disse-me meu acompanhante —; não fujas; vem comigo.


— Ah!, — exclamei —, não sou tão néscio para me expor a um tal perigo.


— Então — continuou meu acompanhante —, aguarda aqui.


E seguidamente foi em busca de uma corda e com ela na mão voltou novamente junto a mim e disse-me:


— Tome esta corda por uma ponta e sujeite-a bem; eu agarrarei o outro extremo e por-me-ei na parte oposta e assim a manteremos suspensa sobre a serpente.


— E depois?


— Depois a deixaremos cair sobre a espinha dorsal.


— Ah! Não; por caridade. Pois ai de nós se o fizermos! A serpente saltará enfurecida e nos despedaçará.


— Não, não; deixe-me a mim — acrescentou o desconhecido —, eu sei o que faço.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os dogmas Marianos verdades de fé.


Hoje, os cristãos necessitam conhecer os dogmas marianos. A formação mariana requer o estudo dos dogmas marianos, tanto em seu conteúdo, como também em seu significado na vida cristã.
Os dogmas marianos foram conquistas históricas e teológicas do cristianismo. Fazem parte do patrimônio e da doutrina da Santa Igreja católica. Brotaram do senso sobrenatural dos fiéis. Foram formulados pela Igreja. “O dogma nasce na Igreja, que acolhe a Palavra de Deus, aprofunda e evolui na compreensão do dado revelado” (padre Leomar Antônio Brustolin, teólogo mariano).
Os dogmas marianos manifestam a importância que a Igreja dá a Maria, a Mãe de Jesus Cristo. “Os dogmas marianos glorificam Maria. Ela é exaltada precisamente em sua insignificância e simplicidade, e é por intermédio dos insignificantes, dos pobres — como Maria e os que ela declara libertados — que o Reino se torna realidade entre nós.
Em toda a longa tradição cristã, os dogmas marianos concentram nossa atenção na glória de Deus que brilha sobre a mãe de Jesus” (Kahleen Coyle, missionária e escritora mariana).
Que são dogmas marianos
O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At. 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja.
Paulatinamente, a Igreja, com o auxílio dos teólogos e pensadores cristãos, precisou e esclareceu o sentido de dogma. Na linguagem atual do magistério e da teologia, o ‘dogma’ é uma doutrina na qual a Igreja, quer com um juízo solene, quer mediante o magistério ordinário e universal, propõe de maneira definitiva uma verdade revelada, em uma forma que comvida o povo cristão em sua totalidade, de modo que sua negação é repelida como heresia e estigmatizada com anátema” (Marcelo Semeraro, professor de teologia).
Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. “O magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo, quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária” (Catecismo da igreja católica, no 88).
Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB  Com Maria, rumo ao novo milênio. pág. 81).
Referentes a Maria, a Igreja propõe quatro dogmas: Maternidade divina, Virgindade perpétua, Imaculada Conceição e Assunção. Constituem verdades que os cristãos aceitam, aprofundam e vivenciam na comunidade de fé.
Mãe de Deus
Aos 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso definiu explicitamente a maternidade divina de Nossa Senhora. Assim o Concílio se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Documentário Nº Sª de Fátima - Fatos extraordinários.



No Documentário você encontra:
  • Entrevista com testemunhas que presenciaram os milagres e seus familiares. 
  • Fotos originais do acontecido. 
  • Resumo de sua história.
  • Profecias e os  segredos. 



São Lucas, 1:
46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações...


Confira este espetacular vídeo abaixo : 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Maria à Luz dos Escritos Patrísticos ! Nos primeiros séculos

 
Através dos primeiros escritos históricos - os quais são chamados Patrísticos -, percebemos como os cristãos foram compreendendo e aprofundando os numerosos títulos encontrados no Evangelho:

- "Cheia de Graça" (Lucam I,28)
- "Serva do Senhor" (Lucam I,38)
- "Mãe do meu Senhor" (Lucam I,43)
- "Bem-aventurada me chamarão todas as gerações" (Lucam I,48)

Maria à Luz dos Escritos Patrísticos!
 

1. Santo Inácio de Antioquia - ano 107

"Nosso Deus, Jesus Cristo, tomou carne no seio de Maria segundo o plano de Deus... Permaneceu oculta ao príncipe deste mundo (Ioannem XII,31. XIV,30) a virgindade de Maria e seu parto, como igualmente a morte do Senhor: três mistérios de grande alcance, que se processaram no silêncio de Deus" (Inácio aos Efésios 18 e 19).

"... de Jesus, da descendência de Davi, Filho de Maria, o qual nasceu de fato, comeu e bebeu" (Inácio aos Tralianos 9).
 

2. São Justino Mártir - ano 155

"Fez-se homem, por meio da Virgem, a fim de que o caminho que deu origem à desobediência instigada pela serpente, fosse também o caminho que destruiu a desobediência. Eva era virgem e incorrupta, concebendo a palavra da serpente, gerou a desobediência e a morte. A Virgem Maria, porém, concebeu fé e alegria, quando o anjo Gabriel lhe anunciou a Boa-Nova de que o Espírito do Senhor viria sobre ela, a Força do Altíssimo a cobriria com sua sombra, de modo que o Santo que dela nasceria, seria o Filho de Deus. Então respondeu ela: 'Faça-se em mim, segundo a tua palavra'. Da Virgem, portanto, nasceu Jesus, de quem falam as Escrituras... Aquele por quem Deus destrói a serpente" (Diálogo com Trifão 100,4-5).
 

3. O Protoevangelho de Tiago - ano 170

É um texto apócrifo, redigido em grego. A antiguidade do texto lhe confere autoridade, embora esteja redigido de maneira fantasiosa, como acontece em toda literatura apócrifa.
Por apócrifos, a Igreja Católica sempre considerou os escritos que foram considerados como fantasiosos pelos primeiros cristãos e não aceitos como inspirados, pelos Concílios Ecumênicos dos primeiros séculos.


Mas apesar deste escrito ser considerado apócrifo, a Igreja acolheu duas referências:

- Os nomes dos pais de Maria, Ana e Joaquim, celebrados aos 26 de julho na Liturgia;

- A Apresentação de Maria no Templo (conforme o costume judeu de educar as meninas no Templo), festejada a 21 de novembro.
 

4. Santo Irineu - ano 185

"Da mesma forma que aquela (Eva) foi seduzida por desobedecer a Deus, esta (Maria) foi persuadida a obedecer a Deus por ser ela, a Virgem Maria, a advogada de Eva. Assim o gênero humano,

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Algumas notas sobre a Virgindade de Maria


Algumas Pessoas insinuar que a Virgem Maria teve outros filhos. Bobagem pura! Nada na Escritura permite afirmar que Jesus tenha tido irmãos de pai e mãe. "Irmãos", na cultura semita indica os mais variados graus de parentescos (cf. Gn 13,8, 29,12.15; 31,23; 1Cr 23,21-23). Eis ainda algumas observações:

(1) Os evangelhos nunca dizem que os irmãos de Jesus são filhos de Maria. Se Maria tivesse outros filhos, por que Jesus a deixou com João, filho de Zebedeu, por ocasião da sua morte?

(2) Quando o evangelho afirma que Jesus era o primogênito, é para enfatizar que ele herdou todos os direitos da primogenitura, sobretudo o título real de Davi e é consagrado a Deus (cf. 2,22-24).

(3) Quando São Mateus afirma que José "não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho" (1,25), não quer afirmar que depois de ter dado à luz, a conheceu. Em grego "até que" não indica que "depois que" a situação mudou. Por exemplo: São Paulo, em 1Cor 15,25 afirma sobre Cristo que "é preciso que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo de seus pés". Ora, isso não significa que depois que tiver colocado os inimigos debaixo dos pés, deixará de reinar!

(4) O mais importante: a Tradição constante da Igreja, seja no Ocidente seja no Oriente, garante que Maria é Virgem antes, durante e depois do parto! Recordo, comovido, uma palavra de São Basílio Magno, no século IV, que afirmava repugnar ao povo cristão, pensar que a Virgem tenha perdido a virgindade por ocasião do seu parto. Esta é a fé da Igreja: Maria é sempre virgem: antes, durante e depois do parto!
Tenhamos cuidado com uma imprensa superficial e sensacionalista, sem nenhum compromisso com a fé. Basta lembrar dos últimos ataques a Cristo e à sua Igreja: Código Da Vinci, A Última Tentação de Cristo, reportagens da Record do Edir Macedo sobre o Opus Dei, a ênfase desequilibrada a respeito de escândalos de um ou outro padre infiel ao seu celibato, a sórdida campanha contra o então Cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI, que a bondade de Deus colocou à frente da sua Igreja, a difamação do Papa na Hebe Camargo, a campanha contra a Igreja na questão das células-tronco embrionárias, etc.

Católicos, não sejamos bobos! Os tempos são maus! O mundo nunca aceitará Cristo e a sua Igreja!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Brasil abre as portas para o aborto de bebês diagnosticados com anencefalia


De dez ministros no julgamento, sete votaram - seis a favor 

e um contra.


Decisão só será definitiva ao final porque ministros ainda 

podem mudar voto.
Com o voto do ministro Ayres Britto nesta quinta (12), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou, mesmo antes do final do julgamento, favorável à permissão do aborto de feto sem cérebro.
Dos dez ministros que analisam o tema, seis votaram a favor da liberação e um contra - Dias Toffoli não participa do julgamento porque se declarou impedido, já que, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.
Embora com maioria, o resultado do julgamento ainda não é definitivo. Até o final da sessão, qualquer ministro pode decidir modificar o voto.
Britto - favorável à liberação - foi o primeiro ministro a votar nesta quinta, no segundo dia de julgamento da ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde.
Na quarta (11), votaram pela liberação do aborto de anencéfalos Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Ricardo Lewandowski foi contra. Também votarão os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente do STF, ministro Cezar Peluso.
A ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde pede que o Supremo permita, em caso de anencefalia, que a mulher possa escolher interromper a gravidez. Por lei, o aborto é crime em todos os casos, exceto se houver estupro ou risco de morte da mãe.
O entendimento do STF valerá para todos os casos semelhantes, e os demais órgãos do Poder

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Por que rezar o Santo Terço ?



O Terço (5 Pai Nossos e 5 dezenas de Ave  Marias) é a terça parte do Rosário (15 Pai Nossos e 15 dezenas de Ave  Marias), uma oração católica de contemplação, louvor e súplica a Santíssima Virgem e ao próprio Cristo. Até pouco tempo atrás se contemplavam 3 mistérios (gloriosos, dolorosos e gozosos), recentemente houve o acréscimo de mais um mistério pelo Papa João Paulo II na carta apostólica Rosarium Virginis Mariae (luminosos). O Papa Paulo VI ensinou que ele tem índole comunitária, se nutre da Sagrada Escritura e gravita em torno do mistério de Cristo.
A palavra Rosário significa 'Coroa de Rosas', cada vez que se reza uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. Quanto mais se invoca Maria repetindo as Ave Marias, tanto mais se evoca o Cristo, o ‘bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus’. A oração do Santo Rosário e um “resumo de todo o Evangelho” (CIC 971). Devemos ter o Terço como uma arma espiritual, o próprio Cristo ensinou: ‘vigiai e orai para não cair em tentação’ (Mt 26, 41).
Na medida em que o vamos rezando e contemplando, ele nos abre um ‘painel catequético e bíblico’ da história da Salvação. Tudo o que Jesus fez para nos dar o Reino do Pai. No caminho da oração vamos percorrendo o itinerário do discipulado junto com Maria, a discípula primeira e maior. Os 'Pai

domingo, 18 de março de 2012

As Grandezas de Maria Santíssima na Bíblia.




- As Grandezas de Maria:  

Que a Santa Mãe do Divino Salvador tenha recebido de Deus prerrogativas que Lhe são exclusivas, é verdade que se deduz de várias passagens da Bíblia. Para o provar, vamos examinar os vários textos sagrados, que a Ela se referem. Note-se desde já que a Bíblia abre-se e se fecha (Gên. 3,15 - Apoc.12,1) sob o signo da Mulher vitoriosa e bendita, sempre em luta com o dragão.
  
- Eis alguns textos áureos da Bíblia Sagrada:
a) "Porei  inimizade  entre  ti  e  a  Mulher, e  entre  a tua descendência e a dEla. Ela te esmagará a cabeça, e tu tentarás ferir o seu calcanhar". (Gên. 3,15)
  
Comentário e aprofundamento do texto: o texto acima é a 1ª profecia da vinda do Salvador feita por Deus logo após a queda de nossos primeiros pais. Nele, ao grupo dos vencidos (Adão e Eva) Deus contrapõe o grupo dos vencedores (Jesus e sua Mãe). - A "descendência da mulher" (no original: sêmen, prole), é, num 1º  plano, Jesus Cristo; e, num 2º plano, são todos os remidos que correspondem à graça da Redenção.  - O termo "Ela",  como sujeito de "esmagará", se refere diretamente à "prole", a Jesus. Mas, será através da natureza humana de Cristo, recebida de Maria, que o poder de Satã será quebrado por Cristo unido à sua Mãe. Logo, também Ela, a "Mulher invicta" desta profecia, com o seu Filho, quebrará a cabeça de Satã. - O termo "inimizade" indica a incompatibilidade absoluta entre Cristo e sua Mãe de um lado, e Satã e os seus aliados, do outro; indica ainda a vitória completa de ambos sobre o Maligno.
b)  Dois textos de Isaías: "Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho, o Emanuel (Deus conosco)". (Is. 7,14)  "Nasceu-nos um menino ...Ele será Deus forte ...". (Is. 9,5)
c) Outros textos de S. Lucas:"Ave, ó cheia de graça..." (Lc. 1,28) "...darás à luz um Filho, e Lhe porás o nome de Jesus;  (...) Ele será Filho do Altíssimo" (Lc.

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